Baltazar Lopes Tavares de Araújo (Tânger, c. 1614 - Lisboa, 6 de abril de 1680) foi um militar português do século XVII, que teve a patente de Brigadeiro em Tânger, até à entrega da praça por Portugal à Inglaterra, em 1661, e depois exerceu em Portugal o cargo de Governador das Armas da Província da Beira.

Biografia

Era filho de Francisco Lopes Tavares, capitão de Infantaria em Tânger e depois em Portugal, durante a guerra da Restauração, tendo falecido de ferimentos que sofreu em combate, na Idanha, e de sua mulher D. Maria Vaz Velez (nascida em Tânger, filha de Francisco Velez de Meneses, capitão nessa praça).

E neto paterno de Baltazar Lopes Tavares, também capitão em Tânger e de sua mulher D. Isabel da Franca.

Os seus ascendentes estavam estabelecidos em Tânger portuguesa há muitas gerações, desde a conquista da praça em 28 de agosto de 1471, tendo vários membros das famílias Lopes Tavares e Franca exercido o cargo de capitão e governador de Tânger, entre os anos de 1553 e 1645.

Iniciou a sua carreira militar e política nessa praça, tendo nela atingido as patentes de Brigadeiro e Tenente-general, e exercido por três anos o cargo de Almoxarife da Gente de Tânger.

Com a entrega de Tânger à Inglaterra, veio para Portugal, e passou a residir em Trancoso, onde prosseguiu a sua carreira militar, como Mestre de campo dos auxiliares da vila. Recebeu por seus serviços várias tenças da coroa, sendo finalmente nomeado para Governador das Armas da Beira.

Foi também Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, por Alvará de 17 de novembro de 1670, e Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Faleceu aos 66 anos de idade, tendo sido sepultado em capela que a sua família possuía em Alpedrinha.

Usou como armas um escudo partido: I. Costa, dos senhores de Pancas; II. cortado: Tavares; Araújo; encimado por coronel e assente sobre troféus, tal como estão no seu retrato.

Casamentos e descendência Casou duas vezes.

A primeira vez na Sé de Tânger, em 16 de janeiro de 1642, com D Maria Pita, sendo testemunha, entre outros, o seu primo Francisco Banha de Sequeira, depois governador da cidade, com geração, de que foi primogénito: Francisco Lopes Tavares, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, por Alvará de 18 de outubro de 1680, e Cavaleiro da Ordem de Cristo, que casou na Sé de Tânger, em 29.01.1661, com Margarida Machado Banha; com geração. Casou pela segunda vez em Alpedrinha, em 24.09.1662, com D. Jerónima da Costa Furtado de Mendonça, da família dos Costas do Cardeal Alpedrinha, com geração, de que foi primogénito: Jacinto Lopes Tavares da Costa (1670 - 1743), herdeiro dos seus pais, senhor da Casa dos Costas, em Alpedrinha, e da Casa dos Lopes Tavares, em Trancoso, Cavaleiro da Ordem de Malta e da Ordem de Cristo, Governador das Armas da Beira, etc. que casou em 25.06.1701 com sua prima, D. Maria Margarida Francisca Ferreira Correia Tavares. Com geração, de que foi primogénito: Bartolomeu da Costa Coutinho Lopes Tavares, Mestre de campo de Trancoso e Pinhel, Senhor da Casa dos Tavares em Trancoso, etc., que casou em 29.11.1755 com D. Maria Margarida de Ornelas Rolim e Abreu, morgada de Beijós. Com geração (nomeadamente seu filho, António - cuja filha receberia o título de Viscondessa de Trancoso - e sua filha D. Jerónima, casada com o 4.º donatário dos Direitos Reais de Paredes da Beira).

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