Sebastião Pinto da Rocha, S.J. (Monserrate, Viana do Castelo, 30 de abril de 1884 – Lisboa, 29 de janeiro de 1976), mais conhecido sincopadamente como Padre Pinto, foi um sacerdote católico português.

Foi o primeiro de nove irmãos, um deles Maria da Conceição Pinto da Rocha (1889–1958), fundadora das Irmãs Reparadoras Missionárias da Santa Face.

Foi ordenado sacerdote em Braga a 24 de setembro de 1906. A 12 de setembro de 1911, no contexto do clima anticlerical da Primeira República, foi preso e mandado para o Aljube do Porto, onde permaneceu três meses até fugir com outros sacerdotes e leigos para Espanha em 28 de dezembro daquele ano. Decidiu-se durante o tempo de prisão a entrar para a Companhia de Jesus, iniciando o noviciado a 12 de setembro de 1912 em Alsemberg, na Bélgica. Em 1921, depois de terminada a formação intelectual e espiritual na Companhia, foi para Pontevedra, na Galiza, como redator do periódico O Mensageiro do Coração de Jesus, que nessa altura saía com o nome de O Apóstolo. Quando a revista se voltou a publicar com o seu verdadeiro nome, depois de 1926, o Pe. Sebastião veio para a Póvoa de Varzim com o cargo de diretor da mesma.

Fixou-se em Lisboa em 1932, tendo exercido durante mais de 40 anos o cargo de Diretor Diocesano do Apostolado da Oração, dedicando-se especialmente à secção das Crianças – a "Cruzada Eucarística". Foi também responsável pela organização dos Congressos Nacionais do Apostolado da Oração de 1930, em Braga, e de 1945, no Porto, e do Congresso Diocesano de Lisboa de 1936, durante o qual o Cardeal-Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira lançou publicamente a ideia do Monumento ao Divino Coração de Cristo-Rei, sendo esta a obra pela qual ficou mais conhecido. Tomou empenho, ainda, na causa da canonização do Beato Nuno Álvares Pereira.

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