Uma série de protestos antigovernamentais ocorreu na Venezuela no contexto do projeto de referendo revogatório de 2004, a partir de 27 de fevereiro de 2004. As negociações entre a oposição e o governo, que chegaram a um acordo sobre as assinaturas, levaram ao fim dos protestos. Durante os protestos, 9 pessoas foram mortas, das quais pelo menos 4 devido à resposta de agentes de segurança, centenas ficaram feridas e 300 foram presas.
Protestos Os protestos começaram em 27 de fevereiro de 2004, duraram cinco dias consecutivos e ocorreram principalmente em bairros de classe média e alta de Caracas e em outras quinze cidades do país. As manifestações buscavam protestar contra as decisões do Conselho Nacional Eleitoral, após este anunciar que as assinaturas apresentadas para solicitar o referendo revogatório presidencial de 2004 deveriam ser examinadas uma segunda vez, e foram inicialmente promovidas pelo Bloque Democrático (Bloco Democrático), um setor radical da oposição que rejeitava o referendo revogatório como "uma armadilha do regime".
Barricadas foram erguidas próximas às residências, com lixo e fogo, e permaneciam no local enquanto não chegassem forças de segurança ou apoiadores do governo. Em muitos lugares, as barricadas não geraram confronto com agentes de segurança ou entidades relacionadas e não resultaram em violência. No entanto, em alguns casos, manifestantes confrontaram forças governamentais ou pró-governo, destruíram bens públicos e utilizaram armas de fogo. Em seu relatório anual de 2004, a organização não governamental PROVEA registrou que 27 de 370 bloqueios de rua entre outubro de 2003 e setembro de 2004 resultaram em violência, embora tenha reconhecido que havia subnotificação significativa desses eventos. Cerca de um em cada três protestos nesse período foi caracterizado por barricadas.
A resposta do Estado foi variada. Enquanto as forças de segurança subordinadas a prefeituras de oposição (incluindo a Polícia Metropolitana de Caracas, a polícia municipal de Baruta e a polícia municipal de Chacao) se abstiveram de responder aos manifestantes e, em alguns casos, até ajudaram a erguer barricadas, os órgãos subordinados ao governo nacional — particularmente a Guarda Nacional — responderam para conter e reprimir os manifestantes. Tais ações também variaram de acordo com o tempo e o lugar. Em algumas ocasiões, a ação esteve em conformidade com a lei, enquanto em outras esteve fora dela: vários manifestantes foram espancados, feridos ou detidos arbitrariamente.
As negociações entre a oposição e o governo, que chegaram a um acordo sobre as assinaturas, levaram ao fim dos protestos. Durante os protestos, 9 pessoas foram mortas, das quais pelo menos 4 devido à resposta de agentes de segurança, centenas ficaram feridas e 300 foram presas.
Ver também Militares da Praça Altamira Protestos venezuelanos de 2007 pela RCTV
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