Helena Maria Varvaki Rados, conhecida como Helena Varvaki (Porto Alegre, 5 de maio de 1963), é uma atriz, professora de atuação e diretora brasileira. É também autora do livro Ator: um artesão de si mesmo, publicado em 2022, pelas Edições Cândido.

Biografia Helena Varvaki nasceu na cidade de Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1963. Estudou Artes Cênicas na Escola de Arte Dramática P. Katsélis em Atenas/Grécia, onde se formou em 1983. Cursou, também, Fisioterapia no IBMR – Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação, onde se formou em 2001. É Pós-Graduada em Arte e Filosofia pela PUC-RJ (2009) e Mestre em Teatro pela UNIRIO (2013). Mora no Rio de Janeiro desde 1984 e trabalha continuamente como atriz, professora e diretora. Desde 2006, acompanha o processo de criação de atores e atrizes que chama de Formação Continuada.

Vida pessoal Filha dos imigrantes gregos Theopi Varvaki e Jean Rados, nasceu e foi criada em Porto Alegre e tem 3 irmãos: Gregório, Pantelis e Evangelo.

Em 1979, após concluir o segundo grau, mudou-se para Atenas para estudar teatro, onde morou até concluir sua formação em Interpretação Teatral em 1983. Ao retornar para o Brasil, veio imediatamente residir no Rio de Janeiro.

Desde 1988, é casada com Manoel Prazeres, autor e diretor teatral. Com ele teve seu filho, Heitor, nascido em 1992. Juntos, Helena e Manoel têm também uma parceria artística desde 1987. Em 2008, o casal de artistas criou a LMPR Cultura e Tecnologia, empresa através da qual produziu 13 espetáculos teatrais e publicou o livro Chá das 3 – investigação, criação e memórias, sobre o processo criativo da peça homônima.

Carreira Helena Varvaki iniciou sua carreira artística profissional em 1983, ainda em Atenas, no seriado As mulheres da História, exibido pela emissora grega ERT. Helena também atuou em uma versão para televisão da tragédia As Troianas, produzida e exibida pela mesma emissora. Em 1984, ao chegar no Rio de Janeiro, foi convidada pelo professor e crítico teatral Yan Michalski para dar aulas na CAL, Casa das Artes de Laranjeiras, onde lecionou até 1990. Em 1985, foi convidada para dar aulas na Escola Angel Vianna pela própria Angel, onde lecionou até 1990. Em 1986, foi convidada por Bia Lessa para dar aulas no curso técnico de Teatro da Faculdade da Cidade, onde integrou o corpo docente da instituição até 1990. No ano 2000, voltou para o curso da Universidade da Cidade, onde lecionou até 2013.

Seu primeiro trabalho como atriz ao chegar no Brasil foi o longa-metragem Noite, dirigido por Gilberto Loureiro, em 1984. No mesmo ano, foi dirigida por Naum Alves de Souza em A Aurora da Minha Vida, peça na qual fez a personagem Adiantada. Em 1985, fez a personagem Trapezista numa adaptação para o teatro infantil do filme Um dia, um gato, dirigida por Moacyr Góes.

Em 1986, fez a personagem Antigone na peça homônima de Sófocles que codirigiu com Antonio Guedes, numa adaptação feita por Alberto Tibaji e Christine Lopes. O espetáculo ficou em cartaz na Sala dos Arqueiros no Paço Imperial.

Em 1987, criou junto com Manoel Prazeres a peça Via Crucis do Corpo, inspirada no conto homônimo de Clarice Lispector. A peça estreou na Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro e se apresentou posteriormente em Paraty, Petrópolis, Porto Alegre, Lima e Huanuco (no Peru), Londrina, Belo Horizonte e encerrou sua trajetória em Uberlândia, 1994.

Em 1991, fez a personagem Irene em Quando nós os mortos despertarmos, de Henrik Ibsen, com direção de Antonio Guedes, e Nikita na peça O Monge Nikodim, com direção de Manoel Prazeres.

Em 1994, participou do espetáculo Já não penso mais em ti, direção e coreografias de Marcia Rubin, com apresentações no Rio de Janeiro e participação no Carlton Dance Festival de 1995, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Em 1998, fez a personagem Pobreza na peça O mais frouxo dos Deuses, com direção de Flávio Desgranges e foi indicada como melhor atriz coadjuvante pelo Prêmio Mambembe. Fez também Mão na Luva de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de Dudu Sandroni. A peça ficou em cartaz no Teatro Ziembinski e no Teatro Glaucio Gil.

De 1995 a 2003, fez Penélope de Antonio Guedes e Fátima Saadi. A peça fez temporadas no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Garanhuns e Ouro Preto.

A partir de 2007, pela LMPR Cultura e Tecnologia, voltou a ser dirigida por Manoel Prazeres e juntos realizaram os espetáculos teatrais A Arte de Ter Razão e A Fruta e a Casca.

Em 2010, fez a personagem Senhora Frank em O Diário de Anne Frank, de Frances Goodrich e Albert Hackett, no Teatro Maison de France, no Rio de Janeiro, com direção de Robert Castle (professor de atuação e diretor estadunidense, formado pelo Lee Strasberg Institute, criador do IT New York e atualmente radicado em Paris).

Em 2012, atuou em O futuro por metade, inspirado na conferência homônima de Mia Couto, com direção de Vitor Lemos, André Paes Leme, Oscar Saraiva e Alexandre Mello. A peça ficou em cartaz no Sesc Copacabana.

Em 2012-2013, atuou e produziu a peça Querida Helena Serguêievna (indicada na categoria melhor cenário pelo Prêmio Shell), de Ludmila Razoumovskaya, na qual fez a personagem Professora Helena, com direção de Isaac Bernat.

Em 2015, fez a personagem Enfermeira Ratched em Um Estranho no Ninho, de Dale Wasserman, com direção de Bruce Gomlevsky. Neste trabalho, foi eleita melhor atriz coadjuvante pelo 4º Prêmio Cenym.

Em 2016, novamente com a LMPR, produziu e fez a personagem Doutora Juliana Smithon na peça A Outra Casa de Sharr White, com direção de Manoel Prazeres e foi indicada como melhor atriz por quatro prêmios de teatro: 29º Prêmio Shell, 4º Prêmio Cesgranrio, 5º Prêmio Botequim Cultural e 5º Prêmio Cenym.

Em 2017 e 2022, fez a personagem Ana na peça O Princípio de Arquimedes, de Josep Maria Miró, com direção de Daniel Dias da Silva. Foi indicada como melhor atriz pelo 6º Prêmio Botequim Cultural.

Em 2024, atuou e escreveu a peça Um lugar onde a vida acontece, com direção de Miwa Yanagizawa. A peça ficou em cartaz no Teatro Poeirinha de outubro a dezembro.

Em 2022 lançou, pelas Edições Cândido, seu livro Ator: um artesão de si mesmo. O livro é fruto de sua pesquisa no mestrado em Teatro pela UNIRIO.

Sua descoberta da atuação no audiovisual aconteceu em 1998, quando em parceria com Célia Freitas e Luís Abramo, participou da criação e protagonizou o média-metragem Orgasmo Total. A partir desse momento, começou a investigar as semelhanças e diferenças na atuação entre teatro e cinema. A partir desse estudo começou, em 2006, a acompanhar o processo criativo de atores para o audiovisual e fazer preparação dos atores de inúmeros filmes e séries.

Atuou em filmes de curta-metragem e, em 2005, atuou e codirigiu o curta-metragem Penélope com Célia Freitas. O filme participou dos seguintes festivais: Hidelberg/Alemanha, Cineport/Portugal, 16º Cine Ceará, CineBRatenas/Grécia.

Em 2010, fez a personagem Zélia no longa-metragem Nosso Lar.

Em 2013, fez a personagem Senhora Schneider em Flor do Caribe, com direção de Jayme Monjardim e Leandro Nogueira, na TV Globo.

Em 2016, fez a personagem Neida em A Última Chance, a última direção do cineasta Paulo Thiago.

Em 2017, fez a personagem Marta em Baile de Máscaras, série com direção de Flávio Tambellini e Eduardo Hunter, da Giros Produtora.

Em 2018, fez a personagem Sônia na série Sob Pressão (12º episódio da segunda temporada), com direção de Andrucha Waddington e Mini Kerti, produzido pela Conspiração.

Em 2020, fez a personagem Batsheva na série Passaporte para Liberdade, dirigida por Jayme Monjardim, produzida pela TV Globo em parceria com a Sony.

Em 2021, criou ao lado de Ursula Marini o curta-metragem O Presente, e fez a personagem Pillar Vitoria. O filme recebeu menção honrosa no Greece International Film Festival e no Athens International Digital Film Festival. Helena recebeu o prêmio de melhor atriz no 18º Fest Aruanda em 2023.

Ainda em 2021, fez a personagem Ligia no curta-metragem Você devia estar lá, com direção de Gleeson Paulino e produção da Revista Amarello.

Em 2022, participou da série Fim como a analista Vera, com direção de Andrucha Waddington e produção da Conspiração/TV Globo. No mesmo ano, fez a personagem Juíza Relatora na série Todo dia a mesma noite, com direção de Júlia Rezende e Carol Minêm, exibida pela Netflix.

Em 2023, fez a personagem Carmem em Abraço de Mãe, longa-metragem com direção de Cristian Ponce, lançado no Festival do Rio 2024 e em cartaz na Netflix. Fez também a personagem Eleni em A casa do Elefante, longa-metragem (a ser lançado), com direção de Marcus Vilar.

Em 2025, atuou no curta-metragem Transferências, de Danilo Maia e Gabriel Edel, com direção de Gabriel Edel, e no longa-metragem Amantes, dirigido por Máncel Martinez. No mesmo ano, estreou como diretora em longa-metragem na codireção, ao lado de Marcos Schechtman, do filme Um Lobo entre os Cisnes, com roteiro de Camila Agustini e produção da TV Zero.

Teatro +AnoTítuloPersonagemAutorDireçãoNota1984A Aurora da Minha VidaAdiantadaNaum Alves de SouzaNaum Alves de Souza1985Olho de GatoTrapezistaCora RónaiMoacyr Góes1986AntígoneAntígoneSófoclesHelena Varvaki e Antonio Guedes1987-1990Via Crucis do CorpoMaria das DoresClarice LispectorManoel Prazeresuma adaptação do conto Via Crucis1991O Monge NikodimNikitaManoel PrazeresManoel Prazeres1991Quando nós os mortos despertarmosIreneHenrik IbsenAntonio Guedes1991Valsa nº 6SôniaNelson RodriguesAntonio Guedes1994Já não penso mais em tiMarcia Rubinum espetáculo de dança contemporânea1995-2003PenélopePenélopeAntonio Guedes e Fatima SaadiAntonio Guedes1998Mão na LuvaSilviaOduvaldo Vianna FilhoDudu Sandroni1998O mais frouxo dos DeusesPobrezaFlávio Desgrangesfoi indicada na categoria de melhor atriz coadjuvante pelo Prêmio Mambembe2000As MalibransJocy de Oliveiraum espetáculo de ópera contemporânea2001SolarisJocy de Oliveiraum espetáculo de ópera contemporânea2002Cenas de uma TrilogiaJocy de Oliveiraum espetáculo de ópera contemporânea2002Entre o Céu e o InfernoPrincesa D. LeonorCristina PereiraCristina Pereira e Helena Varvaki2003Navalha na CarneNeusa SueliPlínio MarcosAntonio Guedes2004Vestir os NusErcíliaLuigi PirandelloAntonio Guedes2006KSENIMedeiaJocy de Oliveiraum espetáculo de ópera contemporânea2007-2009A Arte de Ter RazãoEcologistaManoel PrazeresVitor Lemos2008-2009A Fruta e a CascaCapituManoel PrazeresManoel Prazeres2010O Diário de Anne FrankSenhora FrankFrances Goodrich e Albert HackettRobert Castle2012O futuro por metadeMia CoutoVitor Lemos, André Paes Leme, Oscar Saraiva e Alexandre Mello2012-2013Querida Helena SerguêivnaHelena SergueiêvnaLudmila RazoumovskayaIsaac Bernata montagem foi indicada na categoria de melhor cenário pelo Prêmio Shell2015Um Estranho no NinhoEnfermeira RatchedDale WassermanBruce Gomlevskyfoi eleita na categoria de melhor atriz coadjuvante pelo 4º Prêmio Cenym2016A Outra CasaJulianaSharr WhiteManoel Prazeresfoi indicada na categoria de melhor atriz por quatro prêmios de teatro: 29º Prêmio Shell, 4º Prêmio Cesgranrio, 5º Prêmio Botequim Cultural e 5º Prêmio Cenym2017-2018 e 2022O Princípio de ArquimedesAnaJosep Maria MiróDaniel Dias da Silvafoi indicada na categoria de melhor atriz pelo 6º Prêmio Botequim Cultural2024Um lugar onde a vida aconteceMariaHelena VarvakiMiwa Yanagizawa Audiovisual