Juan Pablo Pernalete Llovera (Caracas, 28 de dezembro de 1996 – Chacao, 26 de abril de 2017) foi um estudante universitário e basquetebolista venezuelano assassinado durante os Protestos na Venezuela em 2017. Em 24 de maio, a Procuradora-Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, declarou que uma investigação do Ministério Público concluiu que Pernalete morreu em decorrência do impacto no peito de uma bomba de gás lacrimogêneo disparada por um funcionário da Guarda Nacional Bolivariana. Enquanto autoridades governamentais e meios de comunicação pró-governo alegaram inicialmente que Pernalete havia sido morto com uma pistola de dardo cativo por manifestantes, em 2021 Tarek William Saab, sucessor de Luisa Ortega, reconheceu que Pernalete foi morto por uma bomba de gás lacrimogêneo disparada pela Guarda Nacional Bolivariana.

Morte Juan Pablo Pernalete estudava contabilidade na Universidade Metropolitana de Caracas, onde recebeu bolsa para jogar basquete. Aos 20 anos foi ferido, durante um protesto no bairro de Altamira, município de Chacao, Região Metropolitana de Caracas, em 26 de abril de 2017. O prefeito de Chacao, Ramón Muchacho, informou que ele chegou ao Salud Chacao sem sinais vitais.

No dia seguinte, estudantes marcharam por duas horas da Universidade Metropolitana até o local na Praça Altamira onde Juan Pablo Pernalete foi morto, após realizarem uma missa na universidade em sua homenagem.

Em 13 de julho, foi convocada uma marcha noturna em homenagem aos mortos durante os protestos, incluindo Pernalete, indo até os locais onde os manifestantes morreram. O inspetor dissidente do CICPC Óscar Pérez fez uma aparição surpresa na marcha antes de partir e desaparecer.

Investigação Em 24 de maio, a Procuradora-Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, declarou que uma investigação do Ministério Público concluiu que Pernalete morreu em decorrência do impacto no peito de uma bomba de gás lacrimogêneo disparada por um Guarda Nacional.

Um ano após a morte de Pernalete, o crime permanecia impune. O assassinato de Juan Pablo Pernalete foi documentado em um relatório de um painel de peritos independentes da Organização dos Estados Americanos, considerando que poderia constituir um crime contra a humanidade cometido na Venezuela, junto com outras mortes durante os protestos.

Enquanto autoridades governamentais e meios pró-governo alegaram inicialmente que Pernalete havia sido morto com uma pistola de dardo cativo por manifestantes, em 2021 Tarek William Saab, sucessor de Luisa Ortega, reconheceu que Pernalete foi morto por uma bomba de gás lacrimogêneo disparada pela Guarda Nacional (GNB). Doze oficiais da GNB foram acusados de homicídio preterintencional.

Legado Em 11 de junho de 2017, o pai de Juan Pablo, José Pernalete, declarou em uma cerimônia pública que um dos sonhos de seu filho era ser jogador da NBA, e que a liga enviou a eles um reconhecimento expressando solidariedade por sua morte. Ele disse que, com esta ação, seu filho chegou à NBA: "Nosso filho chegou à NBA, não foi da forma que queríamos, mas chegou, e agora temos um quarto NBA chamado Juan Pablo Pernalete", em referência aos três venezuelanos que jogaram na liga: Carl Herrera, Óscar Torres e Greivis Vásquez.

Em 11 de junho, a Avenida Ávila, onde Pernalete morreu, no setor El Dorado em Altamira, foi renomeada com seu nome completo em uma cerimônia com a presença do prefeito de Chacao, autoridades da Universidade Metropolitana e amigos de Pernalete.

Ver também Direitos humanos na Venezuela

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