Cuadernos del Vigía é uma editora espanhola que tem contribuído significativamente para a recuperação e valorização dos autores espanhóis exilados após a Guerra Civil (1936-1939).
História A editora foi fundada em 1997 em Granada por Miguel Ángel Arcas, com a intenção de dar a conhecer a novos valores da poesia espanhola do momento; pronto os interesses da editora ampliaram-se a outros géneros como o relato breve, o microconto ou os aforismos, e, desde 2009, à novela, com a reedição da obra de Max Aub e de diversas escritoras exiladas depois da Guerra Civil Espanhola.
Catálogo miniaturadaimagem|Capa do romance Campo Cerrado, de Max Aub, publicado por Cuadernos del Vigía|alt=Capa do romance Campo Cerrado, de Max Aub, publicado pola editora espanhola Cuadernos del Vigía |465x465px As primeiras coleções editadas, chamadas Serie Menor e Serie Mayor, pertencem ao género lírico. O primeiro livro da Serie Menor titulou-se como a editorial: Cuadernos del Vigía (1997); tratava-se de uma antologia de autores (quase todos eles nascidos nas décadas de 1940 e 1950) com uma trajetória relativamente consolidada, como Javier Egea, Luis García Montero, Rafael Guillén, Ángeles Mora, José Carlos Rosales, Álvaro Salvador ou Luis Muñoz. Seguiram-lhe diversos poemários, entre os que cabe destacar Luces dentro del bosque (2000), de Juan Antonio Bernier. Da Serie Mayor cabe citar El baile (2002), obra do mesmo editor, Miguel Ángel Arcas; Breve antología del tiempo (2008), do poeta cubano Waldo Leyva; Todas las mentiras (2006), de Javier Benítez Láinez; e Sonetos del extraño (2007), do argentino Andrés Neuman.
O catálogo estendeu-se para a narrativa com duas novas coleções: a coleção Microrrelatos, especializada no microconto, e a série dedicada ao relato curto Cuadernos del Vigía, na que têm publicado autores como Cristina García Morales, Ángel Olgoso ou Carmen Peire. Esta tendência à literatura breve continuou com a coleção Aforismos, reforçada com a criação em 2013 do Prémio Internacional José Bergamín de Aforismos.
Finalmente, a editorial entrou na novela com a coleção Ediciones a la Carta, na que se reeditou grande parte da obra de Max Aub, o autor da chamada literatura espanhola do exílio mais admirado pelo editor. Precisamente as vozes femininas da literatura espanhola do exílio protagonizam a coleção La Mitad Olvidada, que, como indica seu nome, resgata do esquecimento a um bom número de literatas e intelectuais, em sua maioria exiladas depois da guerra: Rosa Chacel, Carmen Conde, Concha Méndez, Carmen de Burgos, Mada Carreño, Silvia Mistral e Carlota O’Neill, entre outras.
Distinções Cuadernos del Vigía foi galardoada em 2010 com o X Prémio do Centro Andaluz das Letras à Promoção da Leitura pela concepção e desenvolvimento do projeto «Relatos para Ler no Autocarro» (2005-2006). A cada mês, a editorial imprimia em formato de bolso um relato breve, normalmente de reconhecidos autores espanhóis, que se distribuía gratuitamente nos autocarros granadinos; a iniciativa teve tanto sucesso que foi imitada em outras províncias andaluzas. Os contos editados foram recolhidos em dois antologias: Relatos para leer en el autobús (2006) e Nuevos relatos para leer en el autobús (2009).
Ligações externas
Página oficial da editora
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