Velha Guarda da Mangueira (ou Velha Guarda da Estação Primeira de Mangueira) é uma banda musical brasileira de samba, criada por alguns fundadores, como Cartola, Carlos Cachaça e Aloísio Dias, em 1943, reunindo os membros mais antigos da escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Para fazer parte do grupo, é preciso estar associado à escola por mais de 30 anos e ter acima de 60 anos de idade. Já teve entre 150 e 50 integrantes.
Em 2000, foi indicada ao Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum Brasileiro de Samba / Pagode, com Velha Guarda da Mangueira e Convidados. Em março de 2024, foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro.
História A Velha Guarda da Estação Primeira de Mangueira é uma banda de samba, criada por fundadores da Estação Primeira de Mangueira em 1943. O grupo reúne os membros com mais de 60 anos de idade e associado à escola há mais de 30 anos. Teve sua primeira fomação em 1956, mas só voltou a se reunir em 1986, contando com a participação de nomes importantes como Delegado (mestre-sala), Mocinha (porta-bandeira), Creusa (filha adotiva de Cartola e Deolinda) e Tia Irene (a passista mais antiga do morro).
Em 1988, Katsunori Tanaka, produtor musical japonês, conheceu a Escola de Samba e quis produzir um disco com a Velha Guarda; o que se concretizou no ano seguinte, com CD lançado no Japão, incluindo composições como “Mangueira, divina e maravilhosa”, de Nelson Sargento; “Pedi perdão”, de Cartola; “Amargura”, de Padeirinho e Quincas do Cavaco; entre outras. Em 1991, o grupo foi reformulado para facilitar as viagens, e incorporou o violonista por Josimar Monteiro no lugar de Aluízio Dias. A estreia ocorreu na Boite People, no Leblon, com participações especiais.
Em 1997, a Velha Guarda participou do “Encontro de Bambas”, na Balroom, em Botafogo. No ano seguinte, participaram do CD “Chico Buarque de Mangueira”, na faixa “Capital do Samba”, de Zé Ramos. Em 1999, lançaram o CD “Velha-Guarda da Mangueira e convidados”, relançaram o CD da “Velha-Guarda da Mangueira” no Japão, e produziram o CD “Velhas Companheiras” em conjunto com a Velha Guarda da Portela.
Em 2000, lançaram o CD-duplo “Mangueira, Samba de Terreiro e Outros Sambas”, e foram indicados ao Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum Brasileiro de Samba / Pagode, com o álbum Velha Guarda da Mangueira e Convidados. Em março de 2024, foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro.
Em 2025 no carnaval carioca da Velha Guarda da Estação Primeira de Mangueira trabalhou com o tema À Flor da Terra – No Rio da Negritude entre Dores e Paixões. A Velha Guarda diz muito sobre a história da experiência do samba.https://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/recicofi/article/view/212 Tornando-se uma das guardiãs da memória do samba carioca.
Reconhecimento
2000 - Indicação ao Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum Brasileiro de Samba / Pagode, com Velha Guarda da Mangueira e Convidados 2024 - Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio de Janeiro
Discografia Fonte:
2012 - Homenagens Vol. 1 (Selo JM) 2008 - Velha Guarda da Mangueira (Som Livre), como convidados especiais 2002 - Falange Canibal (BMG), como participação 2000 - Casa de Samba 4 (Universal Music) 2000 - Mangueira Chegou. Velha-Guarda da Mangueira (Nikita Music) - relançamento 2000 - Mangueira, Samba de Terreiro e Outros Sambas (Selo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro) 1999 - Velha-Guarda da Mangueira e Convidados (Nikita Music) 1999 - Velhas companheiras (c/ a Velha-Guarda da Portela) (Selo Office Sambinha) 1998 - Chico Buarque de Mangueira (BMG) 1989 - Mangueira Chegou. Velha-Guarda da Mangueira (Selo Office Sambinha)
Categoria:Grupos de samba Categoria:Bandas formadas em 1943 Categoria:Mangueira (Rio de Janeiro) Categoria:Indicados ao Grammy Latino