Bento Berillo de Oliveira (Esplanada, 21 de março de 1875 – Rio de Janeiro, 7 de fevereiro de 1953), foi um cacauicultor, empresário, investidor e político que colaborou no desenvolvimento da região sul da Bahia. Nasceu na Vila de Timbó, que atualmente é um bairro da cidade de Esplanada, região Território de Identidade Litoral Norte e Agreste Baiano.thumb|Bento Berillo de Oliveirahttps://www.r2cpress.com.br/v1/category/espaco-do-leitor/page/288/https://www.esplanada.ba.gov.br/https://www.r2cpress.com.br/v1/2024/01/19/do-fundo-do-bau-de-jose-leite-556/https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20195&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=8276

Estrada de Ferro de Ilhéus a Conquista - EFIC

Vencedor do processo de concorrência aberto em 22 de junho de 1904, para construção da Estrada de Ferro de Ilhéus a Conquista – EFIC (Vitória da Conquista). Concorreu com Berillo, o Raymundo Pereira de Magalhães, cuja proposta não preencheu todos requisitos do edital. O contrato de concessão para construção e exploração da Estrada de Ferro de Ilhéus a Conquista – EFIC, entre o Governo da Bahia, na pessoa do Dr. Miguel Calmon du Pin e Almeida (engenheiro) e o Bento Berillo, foi assinado na sede da Secretaria de Agricultura, Viação, Industria e Obras Públicas, em Salvador, no dia 28 de dezembro de 1904, e ratificado nos termos do Decreto Estadual n.° 288, de 28 de dezembro de 1904, sancionado pelo Governador José Marcelino de Sousa (1904-1908).https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=235130&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=17178https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=235130&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=17179https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=8641https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_01&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=8593https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=872989&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=1394https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20195&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=15720https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20195&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=23954https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20195&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=24043https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_05&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20195&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=47861

Consciente que não tinha capital financeiro suficiente para construir a linha principal da Estrada de Ferro de Ilhéus a Conquista e seus ramais, Bento Berillo solicitou ao Governo da Bahia, que os direitos e deveres estabelecidos no contrato de concessão e validados por meio do Decreto Estadual n.° 288, de 28 de dezembro de 1904, fossem transferidos para a firma Oliveira, Carvalho & Companhia, da qual era sócio administrador. O Governo da Bahia, aprovou a transferência por meio do Decreto Estadual n.° 332, de 19 de setembro de 1905, sancionado pelo Governador José Marcelino de Sousa. Em 27 de outubro de 1905, foram inaugurados os trabalhos da construção da Estrada de Ferro de Ilhéus a Conquista – EFIC, e em 21 de agosto de 1913, foi inaugurado o tráfego definitivo entre as estações de Ilhéus e Itabuna.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=174785&pesq=%22estrada%20de%20ferro%20de%20Ilh%C3%A9us%22&pasta=ano%20192&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=3037https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=235130&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=17485https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=872989&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=1451https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=107670_01&pesq=%22Estrada%20de%20ferro%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20191&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=3299

Empenhados em levar a efeito a conclusão da ferrovia, os sócios da Oliveira, Carvalho & Companhia, tentaram captar investimentos dentro e fora do Brasil. Em Londres, foi fundada a The State of Bahia South Western Railway Company Limited, para a qual os direitos e deveres da concessão para construção e exploração da Estrada de Ferro de Ilhéus a Conquista – EFIC, foram transferidos, nos termos do Decreto Estadual n.° 594, de 17 de maio de 1909, sancionado pelo Governador João Ferreira de Araújo Pinho (1908-1911). A Companhia inglesa recebeu autorização para funcionar no Brasil, por meio do Decreto nº 7.317, de 4 de fevereiro de 1909, sancionado pelo Presidente da República Afonso Augusto Moreira Pena.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=313394&pesq=%22State%20Of%20Bahia%20South%20Western%22&pasta=ano%20191&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=110423https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=872989&pesq=%22Bento%20Berillo%20de%20Oliveira%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=4132https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&pesq=%22State%20Of%20Bahia%20South%20Western%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=19601https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_01&pesq=%22State%20Of%20Bahia%20South%20Western%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=19797https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1900-1909/decreto-7317-4-fevereiro-1909-525394-norma-pe.htmlhttps://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=872989&pesq=%2217%20de%20maio%20de%201909%22&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=1750https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=872989&pesq=%2217%20de%20maio%20de%201909%22&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=2073https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=872989&pesq=%2217%20de%20maio%20de%201909%22&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=3684

Porto de Ilhéus

Em outubro de 1909, o Ministério da Viação encaminhou para o diretor técnico da comissão fiscal do porto do Rio de Janeiro, o processo relativo a um requerimento de Bento Berillo de Oliveira, então concessionário da Estrada de Ferro de Ilhéus a Conquista – EFIC, requerendo autorização para realizar melhoramento no porto de Ilhéus.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_01&pesq=%22porto%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20190&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=21238 No artigo 88, inciso XIII, da Lei n.° 3.089, de 8 de Janeiro de 1916, que fixou a despesa da União para o exercício de 1916, estabeleceu que estava o Presidente da República, autorizado: “A conceder, nos termos do decreto n. 1.766, de 13 de outubro de 1869, e mais leis em vigor, a, construcção do porto de Ilhéos, no Estado da Bahia, a quem melhores vantagens offerecer, som subvenção, isenção de direitos aduaneiros nem garantias de juros, por parte do Governo da União”.https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1910-1919/lei-3089-8-janeiro-1916-573286-publicacaooriginal-96626-pl.html

O artigo 75, inciso XXX, da Lei nº 3.232, de 5 de Janeiro de 1917, que fixou a despesa da União para o exercício de 1917, estabeleceu que estava o Presidente da República, autorizado “A conceder, nos termos do decreto n. 1.766, de 13 de outubro de 1869, e mais leis em vigor, a construcção do porto de Ilhéos, no Estado da Bahia, a quem melhores vantagens offerecer, sem subvenção, isenção de direitos aduaneiros nem garantias de juros por parte do governo da União;”https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1910-1919/lei-3232-5-janeiro-1917-572548-publicacaooriginal-95705-pl.html

Com base no que estabeleceu a Lei .° 3.232, de 5 de Janeiro de 1917, o Bento Berillo de Oliveira, requereu ao Ministro da Fazenda, o Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, o arrendamento a título precário, de acrescidos de terrenos de marinha compreendidos numa área por ele aterrada e a construção do porto de Ilhéus. O Ministro da Fazenda solicitou informações ao Ministro da Viação e Obras Públicas, o Alexandrino Faria de Alencar, se existia interesse da pasta em tal área aterrada e sobre os estudos para concorrência pública para concessão do porto de Ilhéus.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_02&pesq=%22porto%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20191&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=34339

Em outubro de 1918, o Ministro da Fazenda, o Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, determinou que fosse encaminhado ao delegado fiscal na Bahia, o telegrama em que o Francisco Manoel de Andrade informa ter sido oferecido a Associação Comercial por Bento Berillo de Oliveira, um terreno no porto de Ilhéus, para construção de uma usina para beneficiamento de cacau.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_04&pesq=%22porto%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20191&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=40534 Em 21 de maio de 1919, o Jornal do Commercio, publicou que “foi assignado o contrato entre as Companhias “Industrial de Ilhéos” e “Societé de Construction du Porto of Bahia”, para a construcção do porto de Ilhéus.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_10&pesq=%22porto%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20191&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=45746

Em um relatório apresentando ao Ministério da Viação e Obras Públicas em 1920, o engenheiro civil Vital dos Santos Souza, informou que na “margem esquerda do Rio Cachoeira está situado o porto de Ilhéos; neste trecho tem o rio largura média de 400 a 500 metros e o canal tem a profundidade média de 5 metros. Ao longo da margem esquerda se acha construído um cáes de pedra secca fundado ao nível das baixa-marés, tendo de altura 2m,90. O seu parâmetro externo é tabulado a 45°, e rejuntado a cimento; sua extensão é de 600 metros e foi construído ultimamente pelo Sr. Coronel Bento Berillo.”. https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=459194&pesq=%22porto%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20191&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=10526 Em fevereiro de 1920, o inspetor da Inspetoria Federal de Rios Portos e Canais, devolveu para o Ministro da Viação e Obras Públicas, José Pires do Rio, requerimento de Bento Berillo de Oliveira solicitando a concessão do porto de Ilhéus.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_02&pesq=%22Porto%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20192&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=550

Tal pedido foi indeferido em março de 1920, sob a alegação que não competia ao Ministério da Viação e sim ao Congresso Nacional, por meio de lei, aprovar o pedido de concessão do porto de Ilhéus, feito por Bento Berillo.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_02&pesq=%22Porto%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20192&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=773 Em uma sessão da Câmara dos Deputados de julho de 1920, foi lido por um dos secretários da Mesa, o requerimento de Bento Berillo de Oliveira, solicitando a concessão do porto de Ilhéus.https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=110523_02&pesq=%22Porto%20de%20ilheos%22&pasta=ano%20192&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=2561