Templo de Antonino e Faustina é um templo romano antigo em Roma, Itália, localizado na Via Sacra do Fórum Romano, do lado oposto da Regia. Na Idade Média, foi transformado na igreja de San Lorenzo in Miranda, o que acabou por ajudar a preservá-lo.

Templo O templo foi construído em 141 pelo imperador romano Antonino Pio e era inicialmente dedicado a sua falecida e deificada esposa, Faustina. Quando o próprio Antonino foi deificado depois de morrer em 161, o templo foi rededicado ao casal por determinação de seu sucessor, Marco Aurélio.

O edifício foi construído numa plataforma elevada feita com grandes blocos de tufo vulcânico (peperino). A mais antiga das duas inscrições dedicatórias diz DIVO ANTONINO ET DIVAE FAUSTINAE EX S.C., que significa "Ao divino Antonino e à divina Faustina por decreto do Senado".

As dez monolíticas colunas coríntias no pronau tem 17 metros de altura. Os ricos baixo-relevos do friso sob a cornija, de grifos, candelabros e guirlandas, foram muito copiados entre os séculos XVI e XIX.

Igreja O templo foi convertido em uma igreja conhecida como San Lorenzo in Miranda provavelmente já no início do , mas somente no "Mirabilia Urbis Romae", um guia medieval de Roma do , é que se atesta a sua existência pela primeira vez.Christian Hülsen, Le Chiese di Roma nel Medio Evo (Florence: Olschki) 1927 O termo "Miranda" pode ser uma referência à uma patrona. Na época acreditava-se que ali teria sido martirizado São Lourenço de Roma.

Acredita-se que as profundas ranhuras visíveis nas colunas sejam marcas de uma tentativa medieval de demolir o pórtico e seus pilares, seja para reaproveitar o material ou para destruir o que ainda era visto como um templo pagão. Foi também na Idade Média que se construiu uma escadaria do lado fórum, mas atualmente é impossível entrar por ali, pois há um vão de aproximadamente seis metros entre o final dos degraus e a porta verde de bronze. Antes das escavações arqueológicas, o nível do solo ficava na altura da porta. Escavações na frente da igreja foram realizadas em 1546, 1810 e periodicamente a partir de 1876.Platner and Ashby 1929.

Em 1429-30, o papa Martinho V deu a igreja ao Collegio degli Speziali ("Univeridade dos Químicos e Herbalistas"), na época conhecido oficialmente como Universitas Aromatorium.Filippo Titi, Descrizione delle Pitture, Sculture e Architetture esposte in Roma, 1763. O edifício vizinho ainda é utilizado por ele e abriga um pequeno museu cujo destaque é um recibo assinado por Rafael. As capelas laterais na igreja foram construídas depois desta data.

A igreja foi parcialmente demolida e as capelas laterais, removidas, em 1536, com o objetivo de restaurar o antigo templo à sua condição original para a visita do imperador Carlos V.Roma e dintorni, Touring Club Italiano A igreja, agora restrita à cela do templo, foi remodelada em 1602 por Orazio Torriani, criando uma nave única com três novas capelas laterais. O altar-mor exibe um "Martírio de São Lourenço" (1646), de Pietro da Cortona, ao passo que a primeira capela na esquerda tem uma "Madona com o Menino e Santos" (1626) de Domenichino.

A cristianização é responsável pela sobrevivência da cela e do pórtico do templo, embora todo o revestimento de mármore da cela tenha sido retirado. Curiosamente, a igreja não tem a usual abside na extremidade oriental, pois a obra para construir uma poderia comprometer a integridade estrutural do templo.

Galeria

Localização

Ver também Necrópole do Templo de Antonino e Faustina Notas

Bibliografia

Touring Club Italiano (TCI) Roma e Dintorni 1965:133.

Ligações externas

Antonino Faustina Categoria:Templos não cristãos convertidos em igrejas Categoria:Século II Categoria:Século XI Categoria:Arquitetura barroca na Itália Categoria:1602