No Hill for a Climber é o álbum de estreia da banda estadunidense de rock progressivo Neal Morse & The Resonance, lançado em 8 de novembro de 2024 pela Inside Out. O álbum, cujo nome é inspirado em uma frase do romance Demon Copperhead, de Barbara Kingsolver, é menos religioso do que os trabalhos anteriores de Neal, embora ainda faça algumas referências à Bíblia. O próprio Neal o comparou aos álbuns V e Bridge Across Forever, que ele lançou com suas bandas anteriores, Spock's Beard e Transatlantic, respectivamente.

Diferentemente de trabalhos anteriores, para este lançamento Neal fez parceria com músicos mais jovens e menos conhecidos, alguns dos quais já haviam trabalhado com ele em shows locais no Tennessee.

O álbum foi lançado em plataformas digitais e como um digipak duplo de edição limitada (com o disco bônus contendo versões instrumentais), um CD padrão em caixa de acrílico e um LP duplo gatefold.

Dois singles foram lançados do álbum, cada qual com um vídeo correspondente: "All the Rage", em 9 de setembro; e "Thief", um mês depois.

Em 28 de outubro, Neal lançou um vídeo mostrando uma sessão de composição do álbum no início de 2024, na qual ele mostra à banda um trecho do que mais tarde seria o refrão da música título.

Contexto, produção e gravação Em 2023, Neal Morse estava projetando seu 2024, já ciente de que não estava disposto a lançar outro álbum épico de rock progressivo após os dois lançamentos sobre José (The Dreamer e The Restoration). Seguindo uma sugestão de sua esposa, ele formou uma banda com músicos mais jovens de sua região: Andre Madatian (guitarra), Chris Riley (baixo) e Philip Martin (bateria), com quem Neal já havia trabalhado em shows locais no Tennessee. Ele também recrutou o vocalista Johnny Bisaha e o baterista adicional Joe Ganzelli. Morse cogitou que Jon Anderson cantasse as partes vocais mais agudas antes de Johnny aceitar o convite.

Recepção crítica No Sonic Perspectives, Scott Medina considerou o álbum o mais forte de Neal desde Innocence & Danger, colocando-o até mesmo acima de The Absolute Universe, do Transatlantic, devido à presença de faixas épicas. Ele elogiou os músicos de apoio, embora ao mesmo tempo reconhecesse que Neal ainda é responsável pela maior parte da composição, dos vocais e dos teclados. Ele também comentou que, embora seja um álbum religioso, "o aspecto da fé não parece forçado. Em vez disso, há uma sensação maior de positividade e otimismo transparecendo, o que, em última análise, é um contraste bem-vindo a grande parte do que está disponível no mercado hoje em dia". Ele concluiu dizendo que "a combinação das composições inspiradoras de Morse com a habilidade e o entusiasmo desta geração mais jovem garante que ficaremos bem nos anos sem Portnoy".

Escrevendo para o Metal.de, Philipp Methling elogiou a nova banda de apoio e disse que a música do álbum é "objetivamente boa". Ele o considerou um "álbum sólido de oito pontos", mas atribuiu-lhe sete pontos mesmo assim porque sentiu que dependia demais de conceitos estabelecidos desde o desenvolvimento do rock progressivo na década de 1970. Dave Ling, na revista Prog, também elogiou os membros de apoio e as faixas épicas e disse que os "resultados são adequadamente encorajadores".

No Echoes and Dust, Zachary Nathanson elogiou as músicas e suas influências e disse que "há muitas estruturas incríveis neste álbum. Morse provou não mostrar sinais de parar. [...] No Hill for a Climber provou ser o álbum mais majestoso, orquestrado e inspirador que ele e The Resonance lançaram no ano passado".

No Rock Meeting, Eric Berger classificou a produção como "de primeira linha", pois "exibe lindamente o virtuosismo de cada músico". Ele também elogiou os bateristas por entregarem "uma performance musical elegante" sem "simplesmente seguir os passos de Portnoy". Ele concluiu dizendo que Neal é "cheio de surpresas" e "nos oferece um álbum que foge da rotina e nos apresenta músicos jovens e talentosos".

Vários membros da equipe do The Prog Report incluíram músicas do álbum em suas listas de "Melhores Músicas Progressivas de 2024". O baterista Mike Portnoy, que colabora frequentemente com Neal Morse, classificou-o entre seus dez lançamentos musicais favoritos de 2024.

Lista de faixas

Paradas Parada (2025) Maior colocação

Créditos Conforme Sonic Perspectives

Johnny Bisaha – vocais Neal Morse – vocais e vocais de apoio (exceto em "Ever Interceding"), teclados, guitarras, baixo, percussão Chris Riley – vocais, teclados, guitarras, baixo Amy Pippin – vocais de apoio Julie Harrison – vocais de apoio André Madatian – guitarras e orquestração Chris Carmichael – violino, viola, violoncelo Chris West – trompete, flugelhorn Desmond Ng – trombone, eufônio Philip Martin – bateria nas faixas 2–5 Joe Ganzelli – bateria nas faixas 1, 2 e 5 Rich Mouser – mixagem

Categoria:Álbuns lançados pela InsideOut Music Categoria:Álbuns de Neal Morse Categoria:Álbuns de estreia de 2024