Takaharu Yamauchi (São Bernardo do Campo, ), mais conhecido como Taka Yamauchi é um engenheiro, empresário e político brasileiro, filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Ocupa desde o início de 2025 o cargo de prefeito de Diadema, anteriormente tendo servido como Secretário Municipal de Obras de Ribeirão Pires e presidente da SPObras.
Biografia Nascido no município de São Bernardo do Campo em 1978, é filho dos imigrantes japoneses Mitsuie Yamauchi e Keiko Ohash. Mudou-se para a cidade de Diadema aos três anos de idade. Cursou o ensino básico na Escola Estadual Pública Professora Olga Fonseca, e o ensino fundamental no Instituto Educacional Manoel da Nóbrega.
Formou-se em engenharia civil pela Faculdade de Engenharia Industrial, com especialização em administração pela Fundação Instituto de Administração e pós-graduação em gestão pública pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Herdou a empresa química "Pro-Bril" de seu pai Mitsuie, sendo seu atual proprietário.
Na sociedade civil, fundou a ONG "Te Quero Bem" e foi vice-presidente da Associação dos Engenheiros de Diadema, além de atuar no movimento escoteiro de Diadema.
Em 2024, recebeu o título de cidadão diademense, e em 2025 o de cidadão ribeirão-pirense, pela sua trajetória relevante nessas respectivas cidades.
Carreira política Disputou seu primeiro cargo político em 2012, concorrendo ao cargo de vereador de Diadema pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), não sendo eleito na ocasião.
Desta vez pelo Partido Social Democrático (PSD), concorreu pela primeira vez à prefeitura de Diadema, terminando em quarto lugar com 12,06% dos votos, na disputa ganha por Lauro Michels, do Partido Verde (PV).
Ocupou seu primeiro cargo público ao ser nomeado Secretário Municipal de Obras de Ribeirão Pires pelo então prefeito Kiko Teixeira (PSDB), ocupando tal cargo entre 2017 e 2020.
Em 2020, disputou novamente o cargo de prefeito de Diadema pelo PSD. Terminando o primeiro turno com 15,42%, avançou para o segundo turno contra José de Filippi, do Partido dos Trabalhadores (PT). Foi derrotado pelo petista por estreita margem, obtendo 48,67% dos votos. Posteriormente, ao se referir ao pleito, Taka atacou as urnas eletrônicas, associando sua derrota eleitoral em 2020 à supostas "falcatruas" dos equipamentos.
Em 2022, se filiou ao MDB do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, sendo lançado como candidato a deputado federal com o objetivo de ser "puxador de votos" na região do ABC, que considerava "esquecida" e com poucos representantes. Com 34.163 votos, porém, não foi eleito para o cargo.
Presidente da SPObras Em 2023, foi nomeado por Ricardo Nunes como presidente da SPObras, empresa municipal de obras da capital paulista. Com Taka já pré-candidato à prefeitura de Diadema, sua gestão teve como marca a capitalização política do cargo, com a nomeação de aliados para cargos importantes, e postagens nas redes de Taka relativas à obras contendo hashtags remetentes à sua pré-campanha.
No quesito de investimentos, a pasta sob sua gestão foi considerada "turbinada", com um total de 9 bilhões de reais investidos em mais de 900 obras, com foco em educação e infraestrutura. Os investimentos em escolas geraram denúncias pelas obras sem licitação, com indícios de "cartas marcadas", acusação negada pela gestão.
O volume de investimentos em obras em sua gestão, em escala inédita, gerou um grande crescimento na estrutura da empresa, com aumento na folha de pagamentos de funcionários. Nesta questão, aumentaram também as terceirizações, que foram questionadas por setores internos da empresa, por exercerem funções que em sua visão deveriam ser feitas por concursados.
Campanha de 2024
Em 2024, no MDB, concorreu novamente à prefeitura de Diadema, contra o prefeito que buscava a reeleição, Filippi (PT). Em sua campanha, suas principais propostas estavam ligadas à integração da tecnologia em serviços da prefeitura, além de prometer auditorias de contratos da gestão Filippi.
O marketing da sua campanha gerou controvérsias, com a Polícia Civil cumprindo mandados de busca e apreensão em comitês de campanha, por suspeita de espalhar panfletos com suposta desinformação sobre o adversário. Além disso, o jingle de sua campanha do segundo turno foi alvo de uma ação de representantes do movimento negro, por conter a letra "o chicote vai estalar nas suas costas", vista por críticos como referência à escravidão, acusação negada por Taka.
Durante a campanha, foi condenado à multa por compartilhar, em live em suas redes sociais, fake news sobre o adversário, alegando que ele defendia a ideologia de gênero para crianças, além de drogas e aborto, com o juiz responsável decidindo que as falas de Yamauchi excediam "os limites da liberdade de expressão e da manifestação de pensamento".
Taka liderou o primeiro turno, conseguindo 47,39% dos votos, e ao avançar para o segundo obteve 52,59% dos votos, sendo assim eleito prefeito de Diadema, tendo como vice Andreia Fontes, do Partido Liberal (PL).
Prefeitura de Diadema miniaturadaimagem|250x250px|Taka Yamauchi em encontro com a deputada Carla Morando em 2025. Como prefeito de Diadema, Taka prometeu "eliminar 100% dos pancadões da cidade", retomando as atividades do caminhão "tempestade" — que conta com jatos de água e havia sido transferido para os bombeiros durante a gestão Filippi — para dispersar os bailes irregulares em praças e a revitalização desses locais como espaços "para descontração e convivência familiar". Também criou o programa "Diadema Segura", que envolve a integração das operações da segurança e reforço do efetivo da Guarda Civil Municipal (CGM). Para dispersar os bailes funk também comprou, por 365 mil reais, um drone que lança bombas de gás lacrimogêneo para ser usado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM-SP). A compra foi feita sem licitação e gerou críticas da oposição.
Na área da saúde, criou os programas "Saúde sem Espera" e "Exame sem Demora", com o objetivo de zerar as filas de exames no município, além da instalação de mini-laboratórios nas Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs), enquanto na educação criou os programas "Escola Bonita" e "Comida Boa", com os objetivos de reformar as escolas do município e implantar novo cardápio nas escolas, respectivamente.
Condenação Em dezembro de 2025, Taka foi condenado a 6 meses e 25 dias de prisão pela Justiça Eleitoral, por fala realizada nas eleições de 2024. Em debate com Filippi, Taka fez referência a Marco Aurélio Santana RIbeiro, então assessor e chefe do gabinete pessoal do presidente Lula (PT). Marco é conhecido pelo apelido "Marcola", mesmo apelido pelo qual é conhecido Marcos Willians Herbas Camacho, líder da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em sua fala, Taka fez referência ao “tal de Marcola lá de Brasília” e disse que “o Brasil vem sofrendo há muito tempo com o crime organizado”. Segundo a defesa de Marco Aurélio, o candidato fez confusão proposital entre ele e o líder do PCC. Taka, que já havia sido condenado a pagar indenização ao assessor em abril, disse que irá recorrer da decisão.
Ver também
Eleição municipal de Diadema em 2020 Eleição municipal de Diadema em 2016
Ligações externas
Perfil na página da prefeitura
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