miniaturadaimagem|Navios de patrulha namibiano (em primeiro plano, o Brendan Simbwaye, de construção brasileira) e brasileiro (Araguari, ao fundo) O Acordo de Cooperação Naval Brasil-Namíbia, assinado em 4 de março de 1994, estabeleceu o apoio da Marinha do Brasil à criação, organização e desenvolvimento da Marinha da Namíbia. Á época, a Namíbia era país recém-independente e precisava organizar suas forças armadas praticamente do zero. Em busca de diversificar seus parceiros internacionais, o governo namibiano considerou outros países como os Estados Unidos e a Noruega até selecionar o Brasil, que foi um dos apoiadores da sua independência. Por sua vez, o governo brasileiro tinha interesse em dar uma missão de baixo custo aos seus militares, numa época de corte de gastos, e de conseguir apoio nas suas iniciativas de delimitação da plataforma continental.. p. 1, 6-8. O Brasil já tinha expertise acumulada no levantamento de dados geológicos do leito marítimo, e a Namíbia pretendia fazer o mesmo no seu lado do Oceano Atlântico.. p. 275. Vínculos militares brasileiros com a África datam dos anos 1970 e abrem oportunidades de exportação de meios navais e contenção da influência de outros países.. p. 12-13.
Nos primeiros anos, a assistência militar foi componente central nas relações entre Brasil e Namíbia; segundo o então embaixador brasileiro em Windhoek, a Embaixada via-se como administradora e auxiliadora do acordo naval. A Missão Naval Brasileira na Namíbia (MNBN) foi instalada em 1994, enquanto militares namibianos seguiam a centros de instrução no Brasil. Os custos deste treinamento no Brasil passaram a ser cobertos pelo governo namibiano em 2001, mesmo ano em que a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) acertou o contrato para o levantamento da plataforma continental namibiana. A corveta Purus foi doada em 2003, e um navio de patrulha da classe Grajaú e dois da classe Marlim em 2009.. p. 155-157. A parceria foi estendida em 2005 à capacitação de fuzileiros navais namibianos no Brasil, seguida pela instalação de um Grupo de Apoio Técnico de Fuzileiros Navais em território namibiano em 2009.
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