A Pequena Órfã é uma telenovela brasileira produzida pela extinta TV Excelsior e exibida de 26 de agosto de 1968 a 30 de março de 1969 em 179 capítulos. Foi escrita por Teixeira Filho e dirigida por Dionísio Azevedo.
Em 1973, foi lançado um filme homônimo que adaptou a história para o cinema.
Enredo Abandonada pelos pais, a pequena Maria Clara, ou Toquinho, como é chamada, sofre nas mãos da malvada Elza no orfanato onde vive. Mas a menina às vezes foge, e numa de suas fugas conhece o bondoso Velho Gui (um homem nos primórdios de Gepeto de Pinóquio, que consertava brinquedos) que a ela se apega.
Elenco Ator/Atriz Personagem Patrícia Aires Maria Clara (Toquinho) Marize Ney Maria Clara (Toquinho) Dionísio Azevedo Velho Gui Riva Nimitz Elza Yara Amaral Raquel Antonio Ghigonetto Eduardo Abbas Padilha João José Pompeo Nicolau Rachel Martins Amazília Ruthinéa de Moraes Nádia Lippi Mariana Roberto Maya Jerônimo Nestor de Montemar J. França Mercadoria Lurdinha Félix Madalena Edmundo Lopes Miguel Tony Vieira Pereira Míriam Maio Vânia Ana Maria Blota Arnaldo Weiss Hemílcio Fróes Márcio A. Toledo Glória Pires Lutero Luiz Juiz
Reprise
Foi reprisada pela TV Globo entre 19 de janeiro a 23 de agosto de 1971 e sendo substituída por Meu Pedacinho de Chão.
Curiosidades
Patrícia Aires, filha do ator Percy Aires, a grande estrela da novela, não foi até o fim da trama. Com apenas cinco anos na época, a menina trabalhava cinco, às vezes seis dias por semana, quando o combinado inicial com seus pais era de dois dias semanais. Patrícia acabou desenvolvendo estafa e anemia e perdeu peso. Devido a isso, seus pais a tiraram da novela. Para substituir Patrícia Aires na novela, foi chamada a garota goiana Marize Ney (prima da atriz Lurdinha Félix, que já estava no elenco), parecida com a intérprete mirim, só que três anos mais velha que ela. O autor resolveu o problema com uma passagem de tempo.
Êxito da TV Excelsior que marcou a TV brasileira. A repercussão de A Pequena Órfã foi tanta que levou a concorrência, na época, a investir no filão dramático da criança abandonada ou carente. No rastro do sucesso da menina Toquinho vieram: Ricardinho, Sou Criança, Quero Viver na Band (em 1968); Sozinho no Mundo, O Doce Mundo de Guida e Meu Pé de Laranja Lima na Tupi (entre 1968 e 1971); e Tilim e Pingo de Gente na Record (entre 1970 e 1971).
Enquanto concluía a novela O Direito dos Filhos, às 20 horas na TV Excelsior, o autor Teixeira Filho preparava a substituta no horário, Os Diabólicos e orientava sua mulher, Carmem Lídia, que o auxiliava em A Pequena Órfã, apresentada no horário das 18h30.
A história da Pequena Órfã inspirou duas novelas posteriores. Em 1993, a trama da menina carente foi adicionada à espinha dorsal da novela Sonho Meu, de Marcílio Moraes, produzida pela TV Globo, com Carolina Pavanelli (a menina), Elias Gleizer (o velhinho) e Nívea Maria (a malvada).
Em 2005, foi a vez da Record adaptá-la, dentro da novela Prova de Amor, de Tiago Santiago: Júlia Maggessi (a menina), Rogério Fróes (o velhinho) e Vanessa Gerbelli (a malvada). A TV Globo reprisou A Pequena Órfã em 1971, após a extinção da TV Excelsior. Na nova abertura feita para esta reapresentação, podia-se ver a então menina Glória Pires (com 8 anos) em uma de suas primeiras aparições na televisão. A estreia como atriz veio em seguida, no Caso Especial Sombra Suspeita (1971) e na novela Selva de Pedra (1972)
Nostalgia - A Pequena Órfã, de 1968, matéria do Diário de Pernambuco Teledramaturgia.com.br, informações sobre A Pequena Órfã
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