Xosé Luís González Sende, mais conhecido como Séchu Sende, nascido em Padrão em 21 de junho de 1972, é um filólogo, escritor, regueifeiro e professor galego. É sócio da AGAL e defensor de que o galego e o português são a mesma língua, motivo pelo qual a maioria das suas obras estão escritas em galego internacional, o galego escrito com a ortografia do português.

Trajetória Licenciado em Filologia Galego-Portuguesa pela Universidade de Santiago, é professor de língua e literatura, no IES Marco do Camballón de Vila de Cruzes. Iniciou-se como poeta vinculado ao Coletivo Poético Serán Vencello, fazendo parte da Geração dos Anos 90 e mais tarde revelou-se também como um dos narradores de princípios do século XXI. Foi um dos fundadores do projeto editorial Letras de Cal, no qual publicou o seu primeiro livro, Odiseas, em 1998. Como sociolinguista, foi cofundador da Cooperativa Tagen Ata, Língua e Comunicação. Alguns dos seus textos foram traduzidos para línguas como russo, checo, croata, bretão, sardo, catalão ou asturiano.

Tem trabalhado em publicidade social e, neste campo, entre as suas criações está a campanha para a Universidade de Vigo "Busco amante galego-falante", lema que popularizou num tema rock o grupo musical o grupo galego Sacha na Horta. No âmbito da multimídia, também fez parte do "Coletivo Sintrom" de música experimental, com os músicos Serxio Landrove, Helga Blanco e Xalo Gayoso. Um dos seus versos, "Eu nunca serei yo", foi transformado em tema punk pelo cantautor O Leo i Arremecághona!. Em 2016, o grupo Caxade publicou "E isto é o amor", um CD que leva o título de um poema de Séchu Sende que também musicaram. Também em 2016, o grupo "Linho do Cuco" inspirou-se num conto seu do livro "A República das Palavras" para intitular o seu CD "Viva Viva". Em 2017, num projeto de apoio à Escola de Ensino Galego Semente, Guadi Galego musicou uma letra de Séchu Sende, "Luzia e o morcego".

Séchu Sende também é o criador do primeiro role-playing game em galego, publicado pela Câmara Municipal de Santiago de Compostela e a Associación Sócio-Pedagóxica Galega, como atividade de dinamização do Correlingua, em 2002.

Em 2008 participou, em Barcelona, no final do processo de paz entre os coletivos Latin Kings e Ñeta, numa oficina de narrações pessoais com os líderes das organizações, junto ao poeta Celso Fernández Sanmartín. O projeto recolheu-se no livro coletivo Unidos por el Flow.

Também é domador de pulgas no Circo de Pulgas Carruselo, mais conhecido como Galiza Pulgas Circus.

Depois da catástrofe do Prestige, esteve ligado de forma muito importante às plataformas Nunca Máis e Burla Negra. Finalmente, nos últimos anos, tem colaborado ativamente com a Rede de Escolas Semente, escolas cooperativas de imersão linguística em galego.

Em 2024 colaborou com a AGAL no projeto infantil Agalinhas, criando uma versão audiovisual da sua poesia Falarás a nossa língua (Os Sonhos de Maré).

Obras 200px|direita|miniatura|Séchu Sende em 2009 Poesia Odiseas. Libro de aventuras (1998). A.c. Amaía, colección Letras de cal. Animais (2010). Santiago de Compostela: Através Editora. 76 páxs. ISBN 978-84-87305-38-2. Um conjunto de textos e desenhos que formam um hino à vida natural e uma denúncia do progresso mal entendido, desde múltiplos registros, desde a ironia e o humor até o surrealismo. Os cavalos estám a viver as nossas vidas (2011). Amastra-N-Gallar. Passa-montanhas (2024). Santiago: Chan da Pólvora, Areal de Melide. ISBN 9788412874167.

Narrativa Orixe (2004). Vigo: Galaxia. 172 págs. ISBN 978-84-8288-695-4. Uma história de histórias na qual liberdade e consciência social se reivindicam como valores fundamentais dos seres humanos. Made in Galiza (2007). Vigo: Galaxia. 160 págs. ISBN 978-84-7154-091-1 (11ª reimpressão, 2017). Foi traduzido para o curdo como Di xewnan de jî ez ê zimanê xwe winda nekim (Nem em sonhos vou perder a minha língua), na editora Avesta. Também está traduzido para o turco, pela mesma editora; para o basco, pela editora Txalaparta; e para o catalão, com o título La venedora de paraules, por RBA (La Magrana. ISBN 978-84-8264-726-5.) O caçador de bruxas (2011). Santiago de Compostela: Edições do Treze. 96 págs. Coleção O Lápis do Taberneiro. A novela relata o encontro do narrador com um amolador emigrado nos Estados Unidos e precipitado pela história e a casualidade no meio da caça às bruxas empreendida pelo senador McCarthy contra a indústria do cinema dos anos 40 e 50. A República das Palavras (2015). Santiago de Compostela: Através Editora. 164 págs.. ISBN 978-84-87305-91-7. Conjunto de contos.

Viagens

Viagem ao Curdistão para apanhar estrelas (2012). Ed. de autor. 120 págs. ISBN 978-84-616-2384-6. É um livro de viagens ilustrado pelo autor onde se narra uma aventura autobiográfica no Curdistão norte, no estado turco, com uma aproximação às emoções e às experiências do povo curdo e ao seu conflito sociolinguístico.

Ensaio

O povo improvisador. Aventuras sobre regueifa e poesia oral (2022). Santiago de Compostela: Através Editora. 176 págs. ISBN 978-84-16545-68-1.

Livros ilustrados 300px|direita|miniatura|Séchu Sende e Jon Amil na filmagem de Falarás a Nossa Língua (Os sonhos de Maré) para o projeto Agalinhas Os sonhos de Maré (2013) Issuu online. Um livro ilustrado a partir do poema "Falarás a nossa língua", um canto vitalista em prol da língua galega na infância Canguru (2013). Issuu online. Um livro infantil sobre a igualdade de gênero. Os tesouros de Baronha (2013). Issuu online. Uma espécie de livro de viagem ao castro de Baronha. Duas noites na casa das bruxas (2013). Issuu online. Um sketchbook sobre o Courel e os seus valores naturais. A doninha e o taxidermista (2015). Sacauntos: Diário Liberdade, Fundaçom Artábria e Semente. 60 págs. ISBN 978-8416121397.

Obras coletivas XXV Festival da Poesia no Condado. Sem as mulheres nom há revoluçom (2011). S. C. D. Condado. Urbano. Homenagem a Urbano Lugrís González (2011). A Nave das Ideias. Pelos na língua (2012). Junto com Artur Trillo, María Ordóñez e Avelino González. Representado por Talía Teatro] Língua, sexo e rock´n roll (2012). Editorial Rastalavras, Clube da Língua do IES Marco do Camballón e Festival Cruceiro Rock. Xabarín 18 (2013). EEI Monte da Guía/Concello de Vigo/Galaxia. O Dia da Toalha na Galiza (2014). Através Editora. A Voz dos Mundos (2016). Através Editora.

Curtas-metragens sobre textos seus

As mazás casamenteiras (2012) Na oficina de obxectos perdidos Té

Prémios Prémio Blanco Amor 2003, por Orixe. Prémio Literário Ánxel Casal 2007 ao melhor livro do ano por Made in Galiza. Di xewnan de jî ez ê zimanê xwe winda nekim(Nem em sonhos vou perder a minha língua) foi escolhido como melhor livro publicado em curdo em 2010. Prémio María Casares ao melhor texto original 2012 por Pelos na Língua. Prémio Max 2012 ao melhor texto em língua galega por Pelos na Língua. Prémio María Casares ao melhor texto original 2022 por A parábola do angazo, da companhia Talía Teatro.

Ligações externas Falarás a Nossa Língua (Os Sonhos de Maré)

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