+Confederação Portuguesa do VoluntariadoSiglaCPVTipoConfederação de organizações de voluntariadoPaísPortugalFundação19 de janeiro de 2007SedeRua Dom Luís I, n.º 34 1200‑152 LisboaNatureza jurídicaAssociação (CAE 94995)NIF507 871 600ÂmbitoNacionalPresidente da DireçãoEugénio Fonseca (Associação Dignitude)Coordenador ExecutivoErico VirgyMembrosMais de 40 organizaçõesSite oficialwww.convoluntariado.pt A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) é uma organização de âmbito nacional que reúne e representa organizações de voluntariado e entidades promotoras de voluntariado em Portugal. A sua finalidade principal é representar os voluntários de Portugal e as respetivas organizações, quaisquer que sejam as suas áreas de intervenção, defendendo os seus direitos e interesses e promovendo o reconhecimento público do voluntariado. A CPV funciona como estrutura de topo do setor, agregando associações, federações e confederações de diferentes domínios (ação social, saúde, juventude, proteção civil, ambiente, cultura, desporto, entre outros) e assumindo-se como interlocutora junto do Estado e de redes internacionais ligadas ao voluntariado.

História A CPV foi formalmente constituída em 19 de janeiro de 2007, na sequência de um processo de concertação entre diversas organizações de voluntariado e instituições com forte componente voluntária que sentiram a necessidade de criar uma estrutura comum de representação do setor. A sua criação insere-se num contexto de consolidação das políticas públicas de voluntariado em Portugal no pós‑Lei do Voluntariado (Lei n.º 71/98) e na afirmação de novas redes de cooperação entre organizações da sociedade civil.

Desde a fundação, a CPV tem procurado afirmar-se como voz unificadora de um universo muito diversificado de organizações, funcionando como plataforma de articulação entre entidades de pequena, média e grande dimensão, com atuação local, regional e nacional. Ao longo dos anos, a base associativa da Confederação foi crescendo: relatórios e fontes institucionais indicam que o número de organizações confederadas passou de algumas dezenas na fase inicial para mais de quarenta organizações na década de 2020.

A CPV tem intervenções regulares no espaço público, em particular em momentos ligados a legislação, políticas públicas e celebrações nacionais do voluntariado. A presidência da Confederação, exercida por figuras com forte ligação ao setor social e eclesial, tem reforçado este papel de representação nacional. Eugénio Fonseca, atual presidente da Direção, destaca-se por ter sido também presidente da Cáritas Portuguesa, trazendo para a CPV uma experiência de longa data no setor social e no voluntariado organizado.

Missão, visão e valores De acordo com os seus textos institucionais, a missão da Confederação Portuguesa do Voluntariado é representar os voluntários de Portugal e as respetivas organizações de voluntariado, preservar e atualizar a identidade do voluntariado e contribuir para o reforço do seu papel na sociedade portuguesa. Esta missão desdobra-se na promoção do voluntariado como expressão de cidadania ativa, participação cívica e coesão social.

A CPV identifica como valores centrais do voluntariado, e da sua própria atuação, a entreajuda, a cooperação, o respeito e o cuidado pelo próximo. Estes valores orientam tanto a intervenção direta da Confederação como os critérios que procura promover entre as organizações confederadas, designadamente na forma como acolhem, enquadram e apoiam os voluntários.

Objetivos Os objetivos da CPV, enunciados em documentação institucional e em linha com os seus estatutos, podem ser sintetizados da seguinte forma:

Representar os voluntários e as organizações de voluntariado em Portugal, enquanto instância nacional de referência do setor; Preservar e atualizar a identidade do voluntariado, promovendo a afirmação dos seus valores fundacionais; Cooperar com as organizações confederadas, estimulando a articulação entre si e com outras entidades públicas e privadas; Reforçar o papel do voluntariado na sociedade portuguesa, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, a coesão social e o combate à exclusão; Recolher, tratar e difundir informação sobre o voluntariado, incluindo boas práticas, dados estatísticos e resultados de projetos; Promover estudos, avaliações e projetos inovadores sobre o voluntariado, em parceria com entidades académicas, redes nacionais e europeias; Contribuir para a qualificação do voluntariado, incentivando formação de voluntários e de gestores de voluntariado, bem como a adoção de referenciais de qualidade por parte das organizações.

Organizações confederadas A CPV congrega atualmente mais de quarenta organizações de voluntariado e entidades promotoras de voluntariado. Entre estas incluem‑se associações, federações e confederações com atuações em múltiplos domínios:

Ação social e combate à pobreza; Saúde e apoio a doentes; Juventude, escutismo e associativismo juvenil; Proteção civil, emergência e bombeiros; Ambiente e sustentabilidade; Cultura, recreio e desporto; Desenvolvimento local e cooperação.

A página institucional da CPV dedicada às «Confederadas» apresenta uma lista detalhada das organizações membro, com breve descrição da sua missão, visão e valores. Entre as confederadas encontram‑se, por exemplo, entidades como a Cáritas Portuguesa, organizações escutistas, federações de dadores de sangue, associações ligadas à saúde, redes de desenvolvimento local, estruturas de bombeiros, misericórdias, plataformas de voluntariado urbano e outras entidades com larga tradição no acolhimento de voluntários.

Esta diversidade de membros permite à CPV representar um espectro alargado do voluntariado organizado em Portugal, articulando vozes e experiências de contextos muito distintos, mas unidos por uma base comum de serviço voluntário à comunidade.

Áreas de atuação A atuação da Confederação Portuguesa do Voluntariado concretiza‑se em várias linhas de trabalho e iniciativas estruturantes, documentadas em relatórios, notícias e parcerias.

Capital Portuguesa do Voluntariado A CPV coordena, em parceria com outros atores, a iniciativa «Capital Portuguesa do Voluntariado», que distingue anualmente um município português pelo seu compromisso e políticas de promoção do voluntariado. Esta distinção visa reconhecer e estimular práticas inovadoras de mobilização de voluntários a nível local, bem como o desenvolvimento de estratégias municipais para o voluntariado.

Encontro Intermunicipal de Voluntariado O Encontro Intermunicipal de Voluntariado (EIV) é um fórum regular que junta autarquias, bancos locais de voluntariado, organizações da sociedade civil e outros intervenientes para partilha de boas práticas, reflexão estratégica e construção de redes de cooperação. Em diferentes edições, o EIV tem sido acolhido por diversas cidades portuguesas, reforçando a ligação entre a CPV, os municípios e iniciativas locais.

Formação e capacitação A CPV desenvolve ações de formação para organizações e voluntários, tanto diretamente como em parceria com outros organismos públicos e privados. Estas formações incidem em temas como enquadramento legal do voluntariado, gestão de voluntários, comunicação, ética e prevenção de riscos, procurando reforçar a qualidade e a sustentabilidade das ações de voluntariado.

Redes internacionais A CPV é membro do Centre for European Volunteering (CEV), rede europeia de centros e plataformas nacionais de voluntariado. Através desta participação, a Confederação acompanha debates e tendências europeias em matéria de políticas de voluntariado, partilha boas práticas e representa o caso português em fóruns internacionais.

Estrutura organizativa A governação da Confederação Portuguesa do Voluntariado é assegurada por vários órgãos sociais e por uma equipa executiva responsável pela gestão quotidiana das atividades.

Mesa da Assembleia‑Geral Presidente – António Saraiva, em representação da Cruz Vermelha Portuguesa 1.º Secretários – Carlos Pinto Ribeiro, da Federação Nacional do Voluntariado em Saúde 2.º Secretária – Ana Luísa Damasceno, da Liga dos Bombeiros Portugueses

Direção Presidente – Eugénio Fonseca, da Associação Dignitude e ex‑presidente da Cáritas Portuguesa Vice‑Presidente – Miguel Salgado, do Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português Secretária – Lucília Pereira, da FAS – Federação das Associações de Dadores de Sangue – Portugal Tesoureira – Fernanda Vaz, da Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local Vogal – Carla Paiva, da Associação Médicos do Mundo Vogal – Débora Soares, da União das Misericórdias Portuguesas Vogal – Fernando Vieira, da Federação Nacional das Associações Juvenis

Conselho Fiscal Presidente – Paulo Sousa, da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal Vogal – Rita Lourenço, da Aproximar – Cooperativa de Solidariedade Social Vogal – Vítor Rosa, da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto

Equipa executiva Coordenador Executivo – Erico Virgy Gestora de Projetos – Mariana Carrajola Técnica de Projetos – Catarina Almeida

Esta composição ilustra o caráter confederativo e multissetorial da CPV, uma vez que cada membro dos órgãos sociais representa uma organização pertencente a diferentes áreas do voluntariado e do setor social.

Transparência A CPV dispõe de uma política ativa de transparência institucional, divulgando no seu site os estatutos da Confederação, os Relatórios de Atividades e Contas de vários anos consecutivos, e informação sobre valores, governação e contactos institucionais.

Esta prática de publicação regular de relatórios e estatutos reforça a credibilidade pública da CPV e oferece fontes primárias relevantes para investigadores, jornalistas e decisores políticos interessados no voluntariado em Portugal.

Ver também Voluntariado Cáritas Portuguesa

Ligações externas Site oficial da CPV

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