António Freire de Andrade Encerrabodes (Elvas, São Salvador, 1699 – 1783) foi um fidalgo e diplomata português.

Era filho de Jorge Freire de Andrade Encerrabodes e de D. Antónia de Castro Pereira Soutomaior, família de Arruda dos Vinhos que se encontrava em Elvas devido às funções de desembargador do pai cuja carreira na administração pública o levou, depois, a residir no Bairro Alto, em Lisboa. O invulgar apelido "Encerrabodes" era possivelmente originário do Alto Alentejo raiano; a família era de origem fidalga, sendo localmente distinta.

Estudou filosofia na Congregação do Oratório e depois na Universidade de Coimbra, onde recebeu o grau de bacharel em Direito Civil em 1718, a formatura em 1719, e o Exame Privado e licenciado em 1720. Foi corregedor da comarca de Torres Vedras (1729), juiz da Índia e Mina (1731), desembargador na Casa da Suplicação, procurador da Fazenda, chanceler do Priorado da Ordem de Malta, deputado no colectivo da Junta do Tabaco (1740), conservador da nação francesa (1741), desembargador extravagante da Casa da Suplicação, e desembargador dos Agravos (1750).

Em 1728 foi feito Familiar do Santo Ofício. Era cavaleiro da Ordem Militar de Cristo com uma vida mais na capela da vila de Alcochete. Em 1748 recebeu mercê de fidalgo cavaleiro da Casa Real.

Em 1748 foi nomeado enviado junto da corte de Londres, como substituto de Sebastião José de Carvalho e Melo. Logo a seguir ao terramoto de 1755, tendo falecido o idoso Secretário de Estado do Reino Pedro da Mota e Silva, chegou a discutir-se na corte a possibilidade de nomear para o cargo Encerrabodes (que se encontrava então como embaixador junto da Santa Sé), sendo disso partidário Diogo de Mendonça Corte Real; acabaria por ser escolhido Sebastião José de Carvalho e Melo e, mais tarde, Corte-Real havia de ser detido. Encerrabodes, por sua vez, foi enviado como embaixador para as Províncias Unidas (Haia).

Acusado perante o Tribunal da Inconfidência de ter escrito certa frase desagradável para o Marquês de Pombal em correspondência particular, foi encerrado no Forte da Junqueira em 1756, onde permaneceu à morte de D. José I em 1777. Com a Viradeira no reinado de D. Maria I, foi restituído nos seus cargos anteriores no priorado do Crato, no Desembargo do Paço, e na Chancelaria-mor, tendo-lhe a rainha concedido as mercês necessárias à restituição das suas posses.

Viveu solteiro e não teve filhos.

Categoria:Nascidos em 1699 Categoria:Mortos em 1783 Categoria:Naturais de Elvas Categoria:Diplomatas de Portugal