Pax Atomica (latim para: “Paz Atômica”) é um dos termos por vezes utilizados para descrever o período de intensas tensões sem um grande conflito militar direto entre os Estados Unidos e a União Soviética durante a Guerra Fria.Rödder, Andreas. Deutschland Einig Vaterland. Ch Beck oHG, München, 2010, p. 44. O termo também é ocasionalmente empregado para designar toda a era posterior à Segunda Guerra Mundial e ao advento da bomba atômica.Chicken Pax Atomica: The Cold War Stability of Nuclear Deterrence. By James Pasley. Journal of International and Area Studies. Vol. 15, Núm. 2, Dezembro de 2008. Pg. 21. Em sua aplicação mais restrita, limitada ao período da Guerra Fria, a expressão refere-se ao argumento de que a estabilidade entre as duas superpotências foi causada pelos vastos arsenais nucleares de cada lado, que levaram a um estado de Destruição Mútua Assegurada (MAD) e dissuasão nuclear. Ou seja, se uma das superpotências lançasse um ataque nuclear, a outra responderia da mesma forma, resultando na destruição de ambos os países e, possivelmente, em fome em massa global decorrente de um inverno nuclear. O historiador John Lewis Gaddis descreveu esse período como a "Longa Paz".

Em sua aplicação mais ampla, abrangendo toda a era posterior à Segunda Guerra Mundial, a expressão refere-se ao argumento de que a posse de armas nucleares por várias das maiores potências mundiais tende a impedir a eclosão de guerras em larga escala entre essas potências, também devido à probabilidade de Destruição Mútua Assegurada (MAD).

A expressão Pax Atomica deriva do termo mais conhecido Pax Romana, que descreve o período de estabilidade sob a hegemonia romana durante a Antiguidade.

Ver também Corrida nuclear Equilíbrio de poder

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