Soneto 123 é um dos 154 sonetos de William Shakespeare. Faz parte da série ao Belo Rapaz. Essa pessoa nunca foi identificada na vida real, nem a verdadeira natureza da relação do poeta com ela foi desvendada. Isso levou muitos leitores e estudiosos a especularem sobre a sexualidade de Shakespeare ou mesmo se o poeta é o narrador nesses versos.
Estrutura Como quase todos os poemas dessa série, ele é um soneto inglês, composto por 3 quartetos e 1 dístico, com versos decassílabos em pentâmetro iâmbico.
Sinopse O poeta diz que não há nada de novo sob o sol e acusa o Tempo de nos enganar, fazendo-nos perceber as coisas como novas apenas porque vivemos por tão pouco tempo. Ele reafirma seu voto de permanecer constante apesar do poder do Tempo.
Este soneto é uma das poucas obras de Shakespeare que faz referência a ideias como tempo, mudança e morte sem o uso de alusões bíblicas ou literárias diretas.Sonnet 123
Traduções A tradução de Thereza Christina Rocque da Motta, utilizando a forma de um quatorzain monostrófico, não se ateve a métrica, ritmo ou rima, perseguindo a literalidade.
A tradução de Paulo Camelo obedeceu à forma original, de soneto inglês, com 3 quartetos e 1 dístico, com versos decassílabos em pentâmetro iâmbico, mantendo um ritmo holístico.
O tradutor Milton Lins manteve a forma de soneto inglês com esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG, mas com métrica em dodecassílabo e ritmo alexandrino.
A tradução de José Arantes Júnior obedece à estrutura de soneto inglês, com o esquema rímico original ABAB CDCD EFEF GG, mas não obedece a métrica ou ritmo, visando a uma forma plástica, com 26 caracteres por verso, que lhe dão um formato geométrico quando usada fonte monoespaçada. Acrescentou-lhe um título.
Categoria:Sonetos de William Shakespeare en:Sonnet 123fr:Sonnet 123ru:Сонет 123pl:Sonet 123 (William Szekspir)