O Regimento de Infantaria N.º 19 (RI19) OTE é um órgão da Componente Fixa do Sistema de Forças do Exército Português, aquartelado na cidade de Chaves, na dependência hierárquica da Brigada de Intervenção. Tem como encargo o ministrar Cursos de Formação Geral Comum de Praças do Exercito (CFGCPE), constituindo-se assim como um dos três Centros de Formação de que o Exército dispõe para esse efeito no Continente. A formação é ministrada no Batalhão de Formação, uma das subunidades do RI19.
Historial O Regimento de Infantaria N.º 19 está aquartelado em Chaves desde 1884. O RI19 foi formado em Cascais em 1806. Desde que foi aquartelado em Chaves o RI19 mudou diversas vezes de designação: Batalhão de Caçadores N.º 3 (BC3), em 1926; Batalhão de Caçadores N.º 10 (BC10), em 1943; Destacamento de Chaves do Regimento de Infantaria de Vila Real, em 1975; Batalhão de Infantaria de Chaves (BIC), em 1977; Regimento de Infantaria de Chaves (RIC), em 1981; Regimento de Infantaria N.º 19 (RI19), novamente em 1993.
O atual RI19 integra as tradições militares do 6.º Grupo de Metralhadoras criado em 1911 em Bragança e extinto em 1926. É herdeiro das tradições militares do antigo Regimento de Infantaria N.º 12 (RI12), aquartelado em Chaves, que combateu na Guerra Peninsular e foi extinto em 1834 e que tinha origem no antigo Terço de Chaves, criado em 1663.
O Regimento é fiel depositário das tradições militares das seguintes unidades: Regimento de Infantaria de Bragança (RI Bragança) com origem no Terço de Bragança – 1664 em Bragança, extinto em 1762. 1.º Regimento de Infantaria de Bragança, criado em 1762 em Bragança e extinto em 1767. Regimento de Infantaria N.º 24 (RI24) com origem no 2.º Regimento de Infantaria de Bragança, extinto em 1834.
Das Unidades antecessoras com ligação a este Regimento, destacaram-se: Terço de Chaves, que participou na Guerra da Restauração (1640–1668), na defesa de Trás-os-Montes. 2.º Regimento de Infantaria de Chaves, que participou na defesa de Trás-os-Montes durante a Guerra Fantástica (1762). Regimentos de Infantaria N.º 12 e N.º 24, que se distinguiram na Guerra Peninsular, sobretudo na sua fase final desde o cerco de Salamanca (1812) até à Batalha de Baiona (1814) já em pleno território francês. 6.º Grupo de Metralhadoras, que tomou parte na defesa de Angola durante a Primeira Guerra Mundial mobilizando uma bataria de metralhadoras pesadas, destacou-se na defesa daquela ex-província ultramarina contra as forças da África Ocidental Alemã (atual Namíbia). Durante o mesmo conflito mundial, o 6.º Grupo de Metralhadoras também mobilizou para França, o 1.º Grupo de Metralhadoras Pesadas do Corpo Expedicionário Português que se destacou na defesa de Neuve Chapelle. Regimento de Infantaria N.º 19, que durante a Primeira Guerra Mundial, mobilizou para Angola um batalhão de infantaria.
A 17 de Maio de 1919, por se manter fiel à República, durante o período restauracionista designado por "Monarquia do Norte" foi feito, tal como a então Vila e Chaves, Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.http://www.ordens.presidencia.pt/
Em missão de soberania foram mobilizadas e aprontadas no RI19, para a Guerra do Ultramar (1961–1974), inúmeras unidades.
O RI 19 aprontou diversas Forças Nacionais Destacadas, tendo a última, sido a que decorre no quadro da missão de capacitação das forças de segurança do Iraque, que se desenrola no âmbito da Operação" Inherent Resolve", tendo o RI19 aprontado o 9.º Contingente Nacional, que iniciou a sua missão em maio de 2019.
Heráldica Armas Aprovado nos termos do art.º 34 da portaria n.º 24107, de 30 de junho de 1969 e publicado na OE n.º 11, 1.º Série, página 651 de 20 de Novembro de 1969.
Escudo cosido de negro e azul em faixa brocante uma faixa ondada de prata. No campo negro, uma trompa de Caçadores, acompanhada à dextra de uma chave antiga com palhetão voltado para a sinistra, tudo de ouro. No campo azul, uma cabeça de águia com contornada de ouro. Elmo militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra. Correia de vermelho, perfilada de ouro. Paquife e virol de negro e prata. Timbre: um castelo de ouro, aberto e iluminado de vermelho circundado o escudo a partir dos ângulos dextro e sinistro do chefe e colar de Oficial da Ordem da Torre e Espada, do Valor Lealdade e Mérito. Divisa num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de estilo elzivir, maiúsculas de negro.
Sempre Excelentes e Valorosos
Simbologia e Alusão das Peças
O NEGRO e o OURO (por amarelo) aludem às cores, respectivamente, da gola e do canhão do uniforme do Batalhão de Caçadores N.º 10, quando da sua criação em 5 de Maio de 1811, e por ele usado na Guerra Peninsular. A TROMPA de ouro simboliza a unidade, sua antecessora, de caçadores e as CHAVES de ouro aludem às do brasão de armas da cidade de Chaves. O AZUL alude à cor do campo do brasão de armas do I.º Império Francês e a CABEÇA DE ÀGUIA contornada de ouro ao comportamento distinto do Batalhão de Caçadores N.º 10, durante as campanhas do século XIX. A FAIXA ONDULADA de prata simboliza o rio Tâmega, que banha a cidade de Chaves. O TIMBRE alude ao castelo da mesma cidade.
Esmaltes Os Esmaltes Significam: O OURO significa nobreza. A PRATA significa riqueza e eloquência. O VERMELHO significa ardor bélico e força. O AZUL significa zelo e lealdade. O NEGRO significa apego à terra e firmeza.
Bibliografia Júlio Montalvão Machado, Crónica da Vila Velha de Chaves, 2006.
Ligações externas
Categoria:Unidades do Exército Português Categoria:Oficiais da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Categoria:Infantaria