José Paulo Santos é Professor de Português e Francês, formador em Comunicação Não Violenta, jornalista colaborador, ensaísta e poeta. Publica regularmente crónicas no jornal O Cidadão e na Revista Visão, além de ensaios filosóficos e humanistas na Revista Athena.pt. Atualmente, desempenha a função de Mediador Linguístico e Cultural, no Agrupamento de Escolas José Estêvão, Aveiro
Biografia Reside em Aveiro e viveu e trabalhou em Paris, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Tunísia e Brasil, vivendo experiências que reforçam a sua identidade intercultural e humanista. Professor desde 1993, licenciou‑se na Universidade de Aveiro e lecionou em Portugal e no estrangeiro, incluindo no Instituto Superior de Línguas de Tunes. Integra também o Conselho Consultivo do Observatório da Língua Portuguesa.Observatório da Língua Portuguesa 𝐒𝐞𝐫𝐞𝐧𝐝𝐢𝐩𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞
É colaborador do Instituto de Mediação da Universidade Lusófona e membro ativo da Comunidade de Aprendizagem e Investigação em Mediação Social e Educativa do CeiED, estrutura universitária que coordena, em Portugal, iniciativas de investigação e formação em mediação social — incluindo o projeto europeu - ArlekinPro, financiado pelo programa Erasmus+. Atua também como formador em mediação escolar, área onde integra práticas de Comunicação Não Violenta e modelos restaurativos de construção de paz.
Autor dos livros Aldeias em Mim (2017) e O Invisível do Voo (2021) e Serendipidade - 50 Crónicas do Acaso e do Ocaso, tem poemas publicados em múltiplas revistas e antologias, entre as quais Terra, Uma Poética de Nós, ao lado de autores como Mia Couto e Boaventura de Sousa Santos.
Além do livro de crónicas, estreia‑se também na literatura infantil com o conto bilingue A Lira Sonhadora e o Arco‑íris Eterno, escrito em Português e Espanhol.
É um amante dos gatos. Ama a música e a escrita como terapia. Viaja com os filósofos e os sabores da cozinha universal.
Dimensão Literária e Obras Principais A escrita de José Paulo Santos é descrita como profundamente humanista, emotiva e "terra a terra", servindo frequentemente como uma forma de terapia e desenvolvimento emocional.
Aldeias em Mim (2017): Esta obra poética explora a ideia de que todas as cidades são pequenas para as "aldeias" (raízes e memórias) que o autor carrega consigo. É um mergulho na identidade intercultural formada pelas suas viagens. O Invisível do Voo (2021): Com prefácio do escritor e ex-Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, este livro convida o leitor a uma viagem interior pelas aventuras e desventuras do tempo. Aborda temas como o amor partilhado, a presença, a ausência e a própria condição humana. Serendipidade - 50 crónicas do acaso e do ocaso (2026): Uma obra multidisciplinar que reúne textos publicados no jornal O Cidadão. O livro combina filosofia, questões sociais, ética e um humor subtil, sendo ilustrado pelo escultor Ângelo Ribeiro, que criou para a capa a figura do "Homem Gato", símbolo da personalidade do autor.
Reflexão Filosófica e Compromisso Social Para além de poeta e cronista, José Paulo Santos é um ensaísta dedicado à Comunicação Não Violenta (CNV) e à mediação cultural. A sua filosofia assenta na dignidade e na empatia, defendendo que a maior coragem não é levantar a voz, mas baixá-la quando todos gritam, permitindo que a serenidade e a escuta ativa construam pontes entre mundos.
Atualmente, continua o seu trabalho como Mediador Linguístico e Cultural, lutando pela inclusão de alunos migrantes e pela construção de uma sociedade mais justa e humana.
Atividade cultural na Tunísia Entre 2016 e 2019, José Paulo Santos desenvolveu atividade relevante na área da diplomacia cultural na Tunísia, no contexto da Embaixada de Portugal em Tunes e da rede do Instituto Camões, participando na organização de concertos e eventos de promoção da língua e cultura portuguesas.
No âmbito das celebrações da Semana da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, realizou-se, a 5 de maio de 2017, em Cartago (Tunes), um concerto com os músicos Rodrigo Serrão (Portugal) e Valéria Carvalho (Brasil), concebido especificamente para o evento. No âmbito da programação cultural promovida pela Embaixada de Portugal na Tunísia, a fadista Cuca Roseta foi recebida no Liceu Sadiki, em Tunes, onde participou numa iniciativa de divulgação da língua e cultura portuguesas junto de alunos tunisinos. A atividade integrou-se nas ações de diplomacia cultural e de promoção do ensino do português naquele país.
Em 8 de maio de 2018, teve lugar um concerto na Cité de la Culture de Tunis, com a participação da cantora portuguesa Ana Laíns, acompanhada pela pianista tunisina Ikbal Hamzaoui e por músicos brasileiros, inserido nas comemorações da língua portuguesa e com assistência de cerca de 300 espetadores.
No mesmo ano, a programação cultural incluiu ainda um concerto do fadista António Zambujo, realizado em 19 de outubro de 2018, igualmente na Cité de la Culture, ampliando a presença da música portuguesa fora do calendário institucional de maio.
Ensino da Língua Portuguesa na Tunísia No prestigiado Liceu Sadiki, em Tunes, José Paulo Santos desenvolveu um trabalho pioneiro de introdução e consolidação do ensino da língua portuguesa no ensino secundário tunisino, contribuindo para a abertura do espaço escolar à língua e cultura lusófonas.
Enquanto professor destacado pelo Instituto Camões, José Paulo Santos dinamizou um projeto pedagógico inovador junto de alunos finalistas, articulando o ensino da língua com a valorização das dimensões culturais, artísticas e identitárias do universo lusófono. Através de metodologias ativas, recorreu ao humor, à poesia e à música — nomeadamente ao fado — como instrumentos de mediação intercultural, fortalecendo o envolvimento dos alunos e promovendo uma adesão significativa à aprendizagem.
Este trabalho foi desenvolvido num contexto em que o português, embora já presente no ensino superior tunisino, dava ainda os primeiros passos no ensino secundário. A experiência no Liceu Sadiki destacou-se, assim, como um projeto-piloto de referência, marcado pelo interesse e pela curiosidade dos alunos, num sistema educativo historicamente orientado para outras línguas estrangeiras.
Para além da componente linguística, José Paulo Santos promoveu uma aproximação cultural entre Portugal e a Tunísia, evidenciando afinidades mediterrânicas, sensibilidades comuns e o potencial de mobilidade académica e profissional no espaço lusófono. Neste contexto, sublinhou o português como língua global, falada por milhões de pessoas e veículo privilegiado de acesso a múltiplos horizontes culturais e geográficos.
A sua intervenção incluiu igualmente a conceção de estratégias de motivação e projeção futura, nomeadamente a preparação de iniciativas de intercâmbio cultural e mobilidade estudantil para Portugal, com o objetivo de consolidar aprendizagens e intensificar o contacto direto com a língua e a cultura.
Este projeto contribuiu para lançar as bases da introdução do português nos liceus tunisinos, afirmando-o como uma língua de futuro e como um instrumento relevante de diálogo intercultural entre povos e territórios.https://www.leaders.com.tn/article/23499-sadiki-se-met-au-portugais (Artigo na Revista tunisina Leaders, em 15.11.2017).
Festivais Literários Representou Portugal no Festival International de Poésie de Sidi Bou Said 2018 (Tunísia) Festival de Poesia de Lisboa(2021) de que resultou a antologia Terra, uma poética de nós.
Obras Livro infantil A Lira Sonhadora e o Arco-íris Eterno (2026), Divergência Editora Crónicas Serendipidade - Crónicas do Acaso e do Ocaso (2026), Novembro Editorial Poesia O Invisível do Voo (2021), Novembro Editorial Aldeias em Mim (2017) - Editora Edições Esgotadas. Antologia Terra, uma poética de nós (2021), Helvetia Editions Coletânea Isto de Ser Português (2026), Cordel d' Prata
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