Briolanja Vogada (m. 11 de janeiro de 1623) foi uma religiosa portuguesa da Ordem Terceira de São Francisco e mística que morreu com fama de santidade em Lisboa.

Biografia Terá vivido muitos anos no bairro de Santana, em Lisboa, e seria de origem nobre. Foi discípula de Frei Luís de Granada e seguidora da sua teologia ascética. Era conhecida pelo rigor das suas mortificações, fazendo jejuns de três dias e tendo como cama pobres e rotas mantas onde se recostava.

Era particularmente devota da imagem de Nossa Senhora de Bettencourt que se venera na Sé de Lisboa, dirigindo-lhe todas as suas jaculatórias, e diz-se que o Menino Jesus ao colo daquela imagem lhe falava e que a Virgem lhe aparecia repetidas vezes, dando-lhe ânimo "contra as frequentes baterias dos infernais ministros, que pretendiam contrastar aquela cândida alma".

Teve gloriosa morte, suportando com grande quietação a agonia; desejava fervorosamente o Purgatório a que aspirava por humildade. O seu trânsito foi presenciado por muitas pessoas pela grande opinião que tinham de sua virtude; uma destas testemunhas foi o licenciado Francisco Nunes de Ávila. Foi levada à sepultura no esquife em ombros dos religiosos Padres Recoletos da Custódia de Santo António, que a haviam tratado e confessado durante longos anos, para o Convento de Santo António dos Capuchos, que lhe ficava vizinho.

É dada notícia da sua vida no Agiológio Lusitano (1652) de Jorge Cardoso, que recolheu informação junto de quem privou pessoalmente com Briolanja Vogada, nomeadamente "os mais antigos e graves religiosos da mesma Província de Santo António". Consta ainda da monumental História Seráfica da Ordem dos Frades Menores de São Francisco na Província de Portugal (1656) de Frei Manuel da Esperança. Frei Agostinho de Santa Maria também se-lhe faz referência na sua obra Santuário Mariano.

Categoria:Mortos em 1623 Categoria:Místicos católicos Categoria:Videntes marianos Categoria:Portugueses do século XVII Categoria:Terciários franciscanos