A Bacia de Campos é uma bacia sedimentar brasileira situada na costa norte do estado do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sul do estado do Espírito Santo, entre os paralelos 21 e 23 sul. Possui aproximadamente 115.800,00 quilômetros quadrados. Seu limite, ao sul, com a Bacia de Santos ocorre no Alto de Cabo Frio; ao norte, com a Bacia do Espírito Santo, ocorre no Alto de Vitória. Seu nome deriva do nome da cidade de Campos dos Goytacazes, seguindo orientações do Código de Nomenclatura Estratigráfica Internacional, que orienta que sítios geológicos - nesse caso uma bacia sedimentar - recebam o nome de acidentes geológicos ou cidades próximas. As principais atividades de exploração e produção são realizadas na cidade de Macaé, onde está localizada a base da Petrobras na praia de Imbetiba, além dos municípios de Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Quissamã, Carapebus e da região sul do Estado do Espírito Santo.

Em março de 2026, a Bacia de Campos foi a segunda maior produtora de petróleo e gás natural do Brasil, atrás somente da Bacia de Santos, tendo produzido 841.232 barris de óleo e 17,25 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, totalizando 949.753 barris de óleo equivalente por dia. Em números relativos, Campos foi responsável por 20% do petróleo e 8% do gás natural produzidos no Brasil.

A Petrobras recebeu dois Prêmios da Offshore Technology Conference (OTC), maior entidade do setor, pelo trabalho desenvolvido na Bacia de Campos. O primeiro em 1992, devido à viabilização da produção de óleo e gás em águas profundas, no campo Marlim. O segundo em 2024, reconhecendo as inovações tecnológicas em campos maduros em águas profundas, também no campo Marlim. Um dos marcos dessa revitalização foi a produção adicional de 230 mil barris de óleo por dia.

Pré-sal na Bacia de Campos Reservatórios pós-sal predominam na Bacia de Campos. No entanto, foi no Campo Jubarte que a Petrobras extraiu o primeiro óleo de pré-sal do mundo, em 2008. A bacia é considerada uma das mais profícuas, em março de 2025, foram descobertas novas reservas de hidrocarbonetos, um dos componentes do petróleo e outros derivados, no bloco Norte do Brava, também na camada do pré-sal. O poço fica a 105 quilômetros da costa do Rio de Janeiro e a 575 metros de profundidade. A Bacia de Campos também recebeu o primeiro Floating Production Systems (FPSO) do mundo, uma plataforma considerada pioneira, usada na exploração do pré-sal brasileiro.

Sistema Petrolífero

Reconhece-se quatro estágios geológicos evolutivos na bacia de Campos, que são pré-rifte (continental), rifte (continental), proto-oceânico (transicional evaporítico) e drift (marinho).Geologia Presente em todos as bacias sedimentares marginais do leste do Brasil.

As rochas geradoras de hidrocarbonetos da Bacia de Campos correspondem a folhelhos orgânicos. As principais rochas reservatório da bacia são arenitos turbidíticos, depositados desde o andar geológico Albiano até o Mioceno, seguidos de calcarenitos, depositados durante o andar Albiano, calcáreos de origem microbial, principalmente cianobactérias, depositadas durante o andar Aptiano e de coquinas, rochas formadas por restos de carapaças de crustáceos, e que foram depositadas durante o andar Barremiano. Tanto as coquinas quanto os calcáreos microbiais são informalmente denominados como Camada pré-sal.

+Rochas Geradoras Rocha Identificação Período Geológico Folhelhos Formação Lagoa Feia Margas Formação Lagoa Feia

+Rochas Reservatórios Rocha Identificação Período Geológico Turbiditos Formação Carapebus K. e Terciano SEDIMENTOLOGIA E PETROLOGIA DOS DEPÓSITOS TURBIDÍTICOS DO CRETÁCEO SUPERIOR DA ÁREA DO CAMPO DE PEREGRINO, BACIA DE CAMPOS, RJ carbonatos Formação de Macaé Albiano Rochas carbonáticas - calcários Arenitos Arenito Namorado da Formação de Macaé Turoniano Coquinas Formação Lagoa Feia Barremiano Basaltos Formação Cabiúnas Neocomiano

+Rochas Capeadoras Rocha Identificação Período Geológico Calcilutitos Dicionário Margas Formação Lagoa Feia Folhelhos Formação Lagoa Feia

+Reservatórios Reservatório Porosidade (%) Permeabilidade mD Basaltos Neocomiano Fraturas Alta Carbonatos Barremiano (coquinas) do rift 15 - 20 até 1.000 Carbonatos Albiano 18 45 Turbiditos Cretáceo Superior 20 - 25 100 a 1.000 Turbiditos Terciário 25 - 31 até 2.500

+PoçosTabela de Sísmica e Poços - Brasil Round 4 Água Rasa Água Profunda BM-C-21 BM-C-20 BM-C-22 BM-C-24 BM-C-23 BM-C-25

Exploração & Produção

thumb|350px|direita|Navio de produção de petróleo (FPSO) na Bacia de Campos.

Descoberta a Bacia de Campos, localizada na costa norte do estado do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sul de Espírito Santo, com 826 poços exploratórios, sendo 391 poços considerado pioneiro. Com aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados, essa passa a ser a maior província petrolífera do Brasil, responsável por mais de 80% da produção nacional do petróleo. A exploração desta Bacia iniciou-se com a descoberta do Campo de Garoupa e teve seu inicio comercial em 1977, no campo de Enchova, com uma produção de 10 mil barris por dia em uma plataforma flutuante.

As primeiras plataformas utilizadas eram do tipo fixa, com jaquetas fixadas no fundo do mar. Na medida em que a exploração alcançou lâminas d'água mais profundas, foram desenvolvidos outros conceitos de unidades de produção flutuantes, como os FPSOs e as SS.A Bacia de Campos

Hoje existem 55 campos, desde o sul do Espírito Santo, como Cachalote e Jubarte, até a região de Cabo Frio, que extraem cerca de 1,49 milhão de barris de óleo e 22 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Os maiores campos são os campos gigantes de Marlim, Marlim Sul e Roncador localizados em Macaé - RJ. Operam na região 45 plataformas marítimas das quais 41 de produção e quatro de processamento de petróleo que pertence a cidade de Macaé, conhecida como a capital brasileira do petróleo.

Novas descobertas no pré-sal (2026) A Bacia de Campos continua revelando vasto potencial de exploração geológica. Em abril de 2026, a Petrobras confirmou uma nova descoberta de hidrocarbonetos no pré-sal da bacia. O poço exploratório, perfurado em águas profundas no bloco C-M-477 (localizado a cerca de 201 quilômetros da costa do Rio de Janeiro), identificou a presença de petróleo em uma lâmina d'água de aproximadamente 2.984 metros. Esse achado reforçou o potencial contínuo das áreas do pré-sal para a recomposição das reservas nacionais, consolidando o processo de revitalização da Bacia de Campos como um eixo estratégico da política energética brasileira.

Referências gerais Boletim de Geociências da Petrobras, nº1 volume 8, janeiro/março 1994.

Ver também

Plataforma continental do Brasil Lista de bacias sedimentares do Brasil Pré-sal Escala de tempo geológico

Campos Categoria:Petróleo no Brasil