O Acordo do Cairo de 2012 foi um acordo de reconciliação entre a Autoridade Nacional Palestina, sob o Fatah, e a organização fundamentalista Hamas, que governa a Faixa de Gaza. Assinado em maio de 2012 pelo presidente do Fatah, Mahmoud Abbas, e pelo líder do Hamas, Khaled Mashal, o objetivo do acordo era a formação de um governo interino em preparação para as eleições de um novo governo palestino. No entanto, o acordo logo se desfez e medidas significativas de reconciliação só foram tomadas em janeiro de 2013.

Contexto As tensões entre os partidos políticos Fatah e Hamas persistem desde 2007. Os problemas entre ambos têm sido numerosos, mas surgiram sobretudo de discussões sobre como lidar com Israel. O Hamas rejeitou qualquer tipo de acordo com Israel, acreditando que este não deveria ter o direito de existir, enquanto o Fatah concordou, no passado, em trabalhar com Israel. Em 8 de fevereiro de 2007, o Hamas e o Fatah assinaram o Acordo de Meca. Em abril de 2011, assinaram um acordo no Cairo, que visava pôr fim ao conflito Fatah-Hamas. Em 7 de fevereiro de 2012, as partes assinaram o Acordo de Doha, na capital do Catar, colocando Abbas à frente de um governo interino de tecnocratas independentes encarregado de organizar eleições ainda em 2012.Abbas to head Palestinian unity government. Al Jazeera, 7 de fevereiro de 2012 New Palestinian government will respect PLO accords, Abbas says . AFP/Al Arabiya, 19 February 2012 Este último, contudo, não foi implementado.

Além do Acordo do Cairo de 2012, outros arranjos que tentaram promover a paz entre as duas partes foram: o Acordo do Cairo de 2011, o Acordo de Meca, o Acordo de Doha de 2012 e o Acordo do Campo de Refugiados da Praia de 2014.

Acordo Em 20 de maio de 2012, o Hamas e o Fatah assinaram outro acordo no Cairo, desta vez para preparar as eleições para o novo governo unificado da Cisjordânia e Gaza. O novo acordo previa medidas para implementar o Acordo de Doha entre o Fatah e o Hamas, incluindo o registro de novos eleitores na Faixa de Gaza e a formação de um governo interino a partir de 27 de maio.Palestinians Sign Deal to Set Up Elections. New York Times, 20 de Maio de 2012 Nenhuma das partes conseguiu chegar a um consenso sobre as exigências da outra. O Fatah questionava o poder do Hamas na Faixa de Gaza, alegando que o Hamas deveria ceder parte do seu controle. O Hamas, por sua vez, não concordava em fazer concessões enquanto o Fatah continuasse a agradar Israel. O acordo foi suspenso até maio de 2012, devido ao impasse entre ambos. As negociações sobre o acordo foram encerradas devido às contínuas divergências entre as partes.

Referências

Categoria:2012 nas relações internacionais Categoria:Conflito entre Hamas e Fatah Categoria:2012 na Palestina Categoria:2012 no Egito