Categoria:!Predefinições sobre criacionismo O Criacionismo geocêntrico é uma teoria astronômica baseada em interpretações fundamentalistas de textos sagrados que endossa o modelo geocêntrico, que afirma que a Terra está estacionária no centro do universo. O criacionismo geocêntrico acredita que Deus criou a Terra no centro do Universo para simbolizar a singularidade e centralidade da humanidade. Os grupos religiosos que acreditam neste conceito científico são comumente alguns cristãos, judeus ortodoxos e muçulmanos, apesar de muitos membros dessas religiões também discordarem do mesmo.

A diferença entre o geocentrismo regular e o criacionismo geocêntrico, é que o criacionismo geocêntrico pressupõe que o geocentrismo é verdadeiro por implicações religiosas.

Atualmente, o consenso científico e astrofísico afirma que o geocentrismo é uma falácia.

Origem alt=Cósmos geocéntrico|miniaturadaimagem|231x231px|Cósmos geocéntricoO criacionismo geocêntrico moderno surgiu a partir da fusão da antiga cosmologia geocêntrica greco-romana com a interpretação fundamentalista de textos sagrados judaico-cristãos e islâmicos. Na antiguidade e durante a Idade Média, o modelo ptolomaico (geocêntrico) era a explicação científica dominante para o universo. Quando astrônomos como Nicolau Copérnico e Galileu Galilei começaram a demonstrar a validade do heliocentrismo, teólogos e eruditos religiosos reagiram defendendo a imobilidade da Terra com base em passagens literais das escrituras.https://etsjets.org/wp-content/uploads/2010/06/files_JETS-PDFs_53_53-1_JETS_53-1_103-116_Lee.pdf

A extração de ideias geocêntricas a partir de textos religiosos baseia-se fortemente em trechos que descrevem o movimento do Sol ou a fixidez da Terra. Entre as principais passagens bíblicas historicamente utilizadas por defensores do geocentrismo estão o livro de Josué (10:12-13), onde é relatado que o Sol e a Lua pararam no céu a pedido de Josué; o Salmo (104:5), que afirma que Deus lançou os fundamentos da Terra para que ela não se mova em tempo algum; e o livro de Eclesiastes (1:5), que descreve o Sol nascendo, pondo-se e correndo de volta ao seu lugar.

No contexto islâmico, versículos do Alcorão que mencionam o Sol e a Lua orbitando em caminhos definidos (como na Surah Ya-Sin, 36:38-40) também foram interpretados de maneira literal por alguns estudiosos para justificar a centralidade cósmica da Terra.

Estudiosos e Defensores Históricos Durante a transição científica dos séculos XVI e XVII, importantes astrônomos tentaram conciliar a física de sua época com as demandas teológicas.

O astrônomo dinamarquês Tycho Brahe propôs o "sistema tychonico", um modelo geo-heliocêntrico no qual o Sol e a Lua orbitavam a Terra imóvel, enquanto os demais planetas orbitavam o Sol.

Esse modelo foi amplamente adotado por astrônomos jesuítas da Igreja Católica, como Giovanni Battista Riccioli, que em sua obra Almagestum Novum (1651) apresentou dezenas de argumentos teológicos e físicos contra o movimento da Terra, tornando-se um dos maiores defensores acadêmicos do geocentrismo sob uma ótica de criação divina.

Nos séculos seguintes, com a total consolidação do heliocentrismo e da mecânica de Isaac Newton, o geocentrismo foi abandonado pela ciência oficial, mas ressurgiu nos séculos XIX e XX na forma de movimentos teorico-científicos motivados pela infalibilidade bíblica literal.https://cdn.centerforinquiry.org/wp-content/uploads/sites/29/1982/01/22165425/p43.pdf Entre os defensores modernos proeminentes destacam-se:

Orlando Ferguson (1846–1911): Um reformador e defensor da "Terra Plana e Estacionária" do século XIX que desenhou mapas amplamente divulgados baseados em leituras bíblicas literais para combater a astronomia moderna. Walter van der Kamp (1913–1998): Canadense que fundou a Tychonian Society na década de 1970, publicando o boletim The Bulletin of the Tychonian Society (mais tarde renomeado para The Biblical Astronomer), dedicado exclusivamente a defender que a Terra está fisicamente no centro do universo. Gerardus Bouw: Cientista com doutorado em astronomia que assumiu a liderança do movimento geocêntrico bíblico após Van der Kamp, argumentando que a relatividade de Einstein permite uma interpretação matemática onde a Terra pode ser tratada como o centro fixo do cosmos.

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