Broken Sword é uma série de jogos de aventura. O primeiro jogo da série, Broken Sword: The Shadow of the Templars, foi lançado e desenvolvido em 1996 pela desenvolvedora britânica Revolution Software. Sua sequência, , foi lançada um ano depois, seguida por em 2003, em 2006 e em 2013. Um remake do primeiro jogo da série, conhecido como , foi lançado em 2009, e um remake do segundo jogo da série, Broken Sword: The Smoking Mirror – Remastered, em 2010 para dispositivos iOS; em 2011, o jogo também foi lançado para outras plataformas.

Os principais protagonistas da série são George Stobbart, um advogado americano especializado em patentes, e Nicole "Nico" Collard, uma jornalista freelancer francesa. Embora Nico não apareça como personagem jogável na versão original de The Shadow of the Templars, ela se torna jogável na versão Director's Cut.

A série Broken Sword foi concebida em 1994 por Charles Cecil, Noirin Carmody e Sean Brennan, enquanto discutiam a mitologia dos Cavaleiros Templários. Os três primeiros jogos da série, assim como o quinto, foram desenvolvidos pela Revolution Software, enquanto o quarto foi desenvolvido em parceria pela Revolution e pela Sumo Digital. Shadow of the Templars e The Smoking Mirror foram sucessos de crítica e público, vendendo milhões de cópias. No entanto, The Sleeping Dragon e The Angel of Death receberam críticas mistas e não foram tão populares quanto os dois primeiros jogos. Isso se deveu principalmente à mudança para gráficos 3D e ao fato de o terceiro jogo ter abandonado a interface "apontar e clicar" em favor de uma jogabilidade mais voltada para a ação. O jogo mais recente da série, The Serpent's Curse, retornou às raízes 2D da franquia. A série figurou em diversas listas dos melhores jogos de aventura. Uma história em quadrinhos foi produzida para cada remake dos dois primeiros jogos da série Broken Sword.

Jogos Jogo Ano de lançamento Desenvolvedora Plataformas Broken Sword: The Shadow of the Templars 1996 Revolution Software Windows, Mac OS, Linux, PlayStation, Game Boy Advance, Palm OS, Wii, Nintendo DS, iOS, AndroidThe Shadow of the Templars, conhecido como Circle of Blood na América do Norte, é o primeiro jogo da série e foi desenvolvido pela Revolution Software. Lançado originalmente em 1996 para Windows, Mac OS e PlayStation, o jogo foi posteriormente adaptado para Game Boy Advance e Palm OS, e relançado com conteúdo adicional como , primeiro para Wii e Nintendo DS e depois para Windows, Mac OS X, Linux, iOS e Android. Em Shadow of the Templars, o jogador assume o papel de George Stobbart, um jovem americano que testemunha e é vítima de um atentado a bomba em um pequeno café parisiense. O jogo foi aclamado pela crítica e vendeu cerca de um milhão de unidades. 1997 Revolution Software Windows, PlayStation, Mac OS, iOS, Android, LinuxCom o sucesso de The Shadow of the Templars, a Revolution começou a trabalhar em The Smoking Mirror, que foi lançado um ano depois. Originalmente lançado para Windows e PlayStation, foi relançado para Windows, Mac OS X, Linux, iOS e Android em uma edição remasterizada. É o único jogo da série que não envolve os Cavaleiros Templários. The Smoking Mirror foi um sucesso comercial, vendendo cerca de um milhão de unidades, mas não foi tão aclamado quanto o primeiro jogo. 2003 Revolution Software Windows, Xbox, PlayStation 2O terceiro jogo, The Sleeping Dragon, representou uma mudança em relação ao estilo de jogo dos títulos anteriores da série, apresentando gráficos em 3D e sendo o único a utilizar uma interface de controle direto. Ele dá continuidade à história de The Shadow of the Templars. O jogo recebeu críticas extremamente positivas e vendeu centenas de milhares de cópias. 2006 Revolution Software, Sumo Digital WindowsO quarto jogo da série, The Angel of Death, foi desenvolvido em parceria pela Revolution e pela Sumo Digital. Embora apresentasse gráficos 3D, o jogo retornou à interface de apontar e clicar. Vendeu várias centenas de milhares de cópias, mas recebeu críticas mistas. 2013-2014 Revolution Software Windows, OS X, Linux, iOS, TvOS, Android, PlayStation Vita, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo SwitchO quinto jogo da série Broken Sword, The Serpent's Curse, é o primeiro título da série a receber financiamento do Kickstarter durante sua concepção. Lançado em dezembro de 2013, o jogo retornou às raízes 2D da série. Broken Sword: Parzival's Stone TBA Revolution Software Windows, OS X, Linux, iOS, Android, ConsolesO sexto jogo da série Broken Sword, Parzival's Stone, foi anunciado durante a conferência Xbox Gamescom em 2023.

Visão geral da história Em The Shadow of the Templars, o americano George Stobbart está viajando pela Europa. Ele se torna tanto testemunha quanto vítima de um atentado a bomba em um café parisiense, o “La Chandelle Verte”, perpetrado por um palhaço, que mais tarde se revela ser um assassino chamado Khan. O criminoso rouba a pasta de um idoso e detona uma bomba dentro do café. Stobbart conhece uma fotojornalista francesa, Nicole “Nico” Collard, moradora da Rue Jarry, em Paris, com quem tenta descobrir quem é o responsável pelo assassinato do idoso, Plantard, e, ao fazer isso, acaba desvendando uma conspiração relacionada aos Cavaleiros Templários. O terceiro e o quarto jogos, The Sleeping Dragon e The Angel of Death, seguem a trama relacionada aos Templários: The Sleeping Dragon dá continuidade à história de The Shadow of the Templars com vários personagens que retornam, enquanto em The Angel of Death, George e Nico, junto com uma personagem recém-introduzida, Anna-Maria, desvendam um mistério relacionado à Igreja Católica. Ao contrário dos outros jogos da série, em The Smoking Mirror, George e Nico desvendam um mistério asteca, envolvendo o deus asteca Tezcatlipoca. The Serpent’s Curse segue um enredo relacionado aos Evangelhos Gnósticos.

Desenvolvimento The Shadow of the Templars e The Smoking Mirror O designer, roteirista e diretor de videogames Charles Cecil começou a trabalhar no roteiro de Broken Sword, o terceiro jogo da Revolution Software após (1992) e Beneath a Steel Sky (1994), em 1992, que seria ambientado em Paris com uma história sobre os Cavaleiros Templários. Depois de visitar Paris e ler O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, Cecil tinha certeza de que os Templários seriam um bom tema para um jogo. Cecil, Dave Cummins e Jonathan L. Howard começaram a trabalhar na história e no design. Cecil e Cummins frequentaram um curso de roteiro cinematográfico e seu roteiro foi lido pelo roteirista sênior e dramaturgo da BBC, Alan Drury. Steve Ince, que criou os esboços iniciais dos cenários do jogo antes de trabalhar em Beneath a Steel Sky, foi promovido a produtor na metade do projeto. Em 1994, Cecil e Noirin Carmody se reuniram com Sean Brennan, então diretor de publicações da Virgin Interactive, e a Virgin concordou em publicar a versão para PC do jogo, mas não estava interessada em publicar o jogo para PlayStation, acreditando que apenas jogos 3D venderiam bem para o console. Como resultado, Cecil contatou a Sony Computer Entertainment, que concordou em publicar o jogo para o console. Tony Warriner e David Sykes foram os designers e programadores do jogo, e Carmody, a produtora executiva. O jogo usa o motor Virtual Theatre, assim como os dois jogos anteriores da Revolution.

Um dos objetivos de Cecil era se afastar dos jogos de aventura baseados em humor, mais populares na época, criando um jogo com bom ritmo e um enredo complexo — razão pela qual ele considerou que os Cavaleiros Templários seriam um tema ideal. Broken Sword apresentava um sistema exclusivo de “ícone de conversa” que não revelava ao jogador o que o protagonista estava prestes a dizer; a intenção de Cecil era tornar o jogo mais cinematográfico. Embora seu objetivo fosse criar um jogo com uma sensação cinematográfica, Cecil achava que o jogo não deveria se assemelhar aos filmes interativos da época, que, em sua opinião, estavam “imitando filmes”. Ele queria criar dois protagonistas que trocassem ideias, ajudando a conduzir o enredo. Ele fez de George um americano e de Nico uma francesa para atrair os mercados dos EUA e da Europa. A Revolution acreditava que precisava aproveitar o melhor de outras indústrias criativas. As ilustrações desenhadas à mão foram animadas por artistas como Eoghan Cahill e Neil Breen, do Don Bluth Studios, e Mike Burgess, do Red Rover Studio, resultando em gráficos animados em um estilo que lembra os filmes de animação clássicos. O custo final do jogo foi de um milhão de libras.

Broken Sword II: The Smoking Mirror foi concebido em 1997 por Cecil e a equipe da Revolution.Hoggins, Tom (4 de janeiro de 2011) "Broken Sword II: The Smoking Mirror interview ". The Daily Telegraph. Consultado em 12 de março de 2012. A arte de Broken Sword 2 foi desenvolvida em várias etapas. Inicialmente, foram feitos desenhos a lápis dos personagens, que depois foram coloridos digitalmente antes de serem finalizados. Os layouts de fundo foram produzidos de maneira semelhante, também começando como esboços a lápis. Todos foram desenhados por Eoghan Cahill e Cornelius Breen (como Neil Breen), que já haviam trabalhado no jogo Broken Sword original, enquanto agora colaboravam com Amy Berenz e Lee Taylor. A trilha sonora do jogo foi novamente composta por Barrington Pheloung, com Bob Sekar adicionando a música de encerramento. Enquanto Rolf Saxon retorna como dublador de George, Jennifer Caron Hall, uma atriz bilíngue e filha da atriz francesa Leslie Caron, foi escalada para o papel de Nico. O diretor de teatro Edward Hall conduziu os ensaios com o elenco e levou menos de uma semana para gravar o jogo inteiro, de acordo com uma entrevista concedida por Rolf Saxon em 2011. O jogo foi lançado pela primeira vez para Windows em 31 de outubro de 1997.

The Sleeping Dragon e The Angel of Death A Revolution discutiu pela primeira vez a ideia de um terceiro jogo da série Broken Sword em 2000. Inicialmente, planejava-se que The Sleeping Dragon tivesse visuais com qualidade de desenho animado semelhantes aos dois primeiros jogos da série Broken Sword, mas a Revolution decidiu não usar o estilo “plano”, alegando que ele carecia de profundidade visual. A equipe queria que o jogo parecesse crível, mas não necessariamente realista, semelhante aos filmes de animação japoneses. As texturas foram desenhadas à mão para alcançar o visual de “desenho animado”, enquanto o mapa de luz empregou radiosidade para criar uma iluminação realista. Os avanços no hardware, somados às mudanças na metodologia, permitiram que o jogo passasse a utilizar cores de 24 bits. Para dar ao jogo a sensação de um filme, a Revolution contratou um consultor cinematográfico, Bob Keen, que se certificou de que o jogo transmitisse emoções e atmosferas adequadas a cada cena. A trilha sonora do jogo foi composta por Ben McCullough. A gravação das vozes estava programada para durar cinco dias, mas todo o processo levou apenas quatro dias. As vozes foram gravadas com os dubladores reunidos, o que permitiu que eles se envolvessem melhor em seus papéis. O roteiro completo tem 6.000 linhas no total, semelhante ao de Broken Sword II. Enquanto Rolf Saxon retorna para dublar George, Nico foi interpretada, desta vez, por Sarah Crook. O custo final do jogo foi de dois milhões de libras.