Minaria grazielae é uma espécie de planta da família Apocynaceae e do gênero Minaria. Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 2006 por Tatiana Ungaretti Paleo Konno e Alessandro Rapini. A espécie havia sido descrita anteriormente sob o basiônimo Astephanus grazielae (gênero Astephanus) em 1975 por Nilda Marquete Ferreira da Silva e Jorge Fontella.
Descrição Subarbustos eretos a decumbentes, 40-80cm alt.; ramos pubérulos em toda a superfície, coléteres interpeciolares diminutos, triangulares. Folhas opostas, reflexas. Pecíolo 0,1-0,3 mm compr., pubérulo; lâminas 1,5-2,8 x 1-1,5 mm, largamente ovadas, suborbiculares ou cimbiformes, esparsamente pubérulas, na face abaxial somente sobre a nervura principal, ápice agudo, mucronado, base cordada, margens planas. Cimeiras axilares, 2-3 flores, pedúnculo 0,2-0,5 mm compr., pubérulo, mais curto que as folhas. Flores com pedicelos 0,1-0,3 mm compr., pubescente. Sépalas 0,8-1 mm compr., ovado-lanceoladas, abaxialmente glabras, margens lisas. Corola alva, urceolada, tubo 0,8-1 mm compr., abaxialmente glabro, lobos 1,8-2 x 0,8-1 mm, suberetos a recurvos, ovado lanceolados ou triangulares, face abaxial glabra, adaxial papilhosa no ápice a barbada na base. Corona ausente. Ginostégio 0,8-1 mm compr., subcônico, estipitado; anteras subretangulares, asas mais longas que o dorso. Polinário: retináculo 0,16 - 0,18 x 0,09 - 0,13 mm, obovado, mais curto que os polínios, caudículas planas, horizontais, subtriangulares, não geniculadas, sem membrana hialina, polínios 0,2 - 0,233 x 0,097 - 0,122 mm, elípticos. Apêndice estilar captado. Folículo 7-10 mm compr., fusiforme, acuminado no ápice, escabro; sementes 4,5-5,2mm compr., ovadas ou oblongo-ovadas, margem inteira, coma ausente.
Habita em campos rupestres, entre 1000-1300m de altitude.
Minaria grazielae foi inicialmente descrita para o gênero Astephanus, tendo sido transferida para Ditassa (Rapini et al. 2001; Rapini 2003), da mesma forma que Ditassa (Minaria) semirii, especialmente com base nos caracteres vegetativos compartilhados com espécies de Ditassa da Cadeia do Espinhaço (i.e, as folhas reflexas de Ditassa refractifolia, o indumento pubérulo e diminuto de Ditassa hemipogonoides), apesar da ausência da corona nas mesmas.
Assemelha-se à Minaria refractifolia pelas folhas reflexas, sendo distinta pelas flores desprovidas de corona, inflorescências reduzidas a uma única flor em antese e sementes sem coma (vs. corona composta, inflorescência com 3-5 flores, sementes comosas). Minaria grazielae destacasse das demais espécies por apresentar folhas conduplicadas adaxialmente.
A espécie floresce de outubro a abril e julho, tendo frutos registrados para dezembro, janeiro e março. Cresce entre rochas, formando moitas que podem ultrapassa 50cm de comprimento. Ligações externas Minaria grazielae no projeto Flora e Funga do Brasil Minaria grazielae no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Minaria grazielae na Biodiversity Heritage Library Minaria grazielae no GBIF
Links externos para sinônimos Astephanus grazielae no projeto Flora e Funga do Brasil Documentos sobre Astephanus grazielae na Biodiversity Heritage Library Astephanus grazielae no GBIF
Categoria:MinariaCategoria:Espécies descritas em 2006