Tuaiba (; m. 7 A.H./) foi uma mulher aslamita, escrava de Abu Laabe, conhecida sobretudo por ter sido uma das amas de leite de Maomé. Ela o amamentou durante a infância, antes de ele ser entregue aos cuidados de Halima Açadia, e também amamentou Hâmeza ibne Abede Almotalibe e Abu Salama Almaquezumi, que, por essa razão, tornaram-se irmãos de leite de Maomé. Algumas fontes atribuem-lhe ainda a amamentação de outros membros das famílias haxemita e maquezumita.
Tuaiba permaneceu em contato com Maomé durante sua vida adulta e, depois da Hégira, recebeu dele dinheiro e roupas enviados de Medina. Morreu em 7 A.H. (628), antes do retorno de Maomé da Batalha de Caibar, tendo seu filho Masru falecido anteriormente. Sua condição religiosa é incerta: as fontes mais antigas não registram sua conversão ao islã, e a afirmação de que teria se tornado muçulmana aparece apenas posteriormente, sendo atribuída pela tradição biográfica a Abu Abedalá ibne Manda.
Biografia
Tuaiba pertencia à tribo dos aslamitas, estabelecida nos arredores de Medina, e era escrava de Abu Laabe, tio de Maomé. Segundo uma tradição, quando comunicou a Abu Laabe o nascimento de seu sobrinho, ele, satisfeito com a notícia, concedeu-lhe a liberdade. Outras tradições, contudo, situam sua alforria muito mais tarde, depois da Hégira de Maomé para Medina, e as fontes indicam que Tuaiba continuou mantendo relações com a família de Abu Laabe. Depois de ser amamentado por sua mãe, Amina binte Uabe, durante um curto período, Maomé foi amamentado por Tuaiba até ser entregue aos cuidados de Halima Açadia. Tuaiba já havia amamentado anteriormente Hâmeza ibne Abede Almotalibe, tio de Maomé, e posteriormente amamentou Abu Salama Almaquezumi, filho de Barra, tia de Maomé, de modo que ambos se tornaram irmãos de leite de Maomé. Segundo relatos preservados nas fontes, em certa ocasião foi proposto que Maomé se casasse com Umama, filha de Hâmeza, ou com Durra, filha de Abu Salama, mas ele recusou em razão do parentesco de leite que o ligava aos pais delas. Algumas fontes incluem ainda entre as pessoas amamentadas por Tuaiba Alabás ibne Abede Almotalibe, Jafar ibne Abi Talibe, Abedalá ibne Jaxe e Abu Sufiane, filho de Alharite ibne Abede Almotalibe.
Tuaiba manteve contato com Maomé durante a vida adulta dele. Após seu casamento com Cadija, teria ido visitá-lo, ocasião em que ambos a trataram bem. Cadija teria tentado comprá-la de Abu Laabe com a intenção de libertá-la, mas ele se recusou a vendê-la. Depois da Hégira, Maomé continuou procurando obter notícias de Tuaiba e enviava-lhe de Medina dinheiro e roupas. Ao regressar da Batalha de Caibar, recebeu a notícia da morte dela, ocorrida em 7 A.H. (628). Maomé perguntou então por seu filho e irmão de leite, Masru, sendo informado de que ele havia morrido antes da mãe; ao procurar saber se Tuaiba possuía outros parentes, teria sido informado de que nenhum permanecia vivo. Não há nas fontes mais antigas informação de que Tuaiba tenha se convertido ao islã. Segundo a TDV, Abu Abedalá ibne Manda, morto em 395 A.H. (1005), foi o primeiro autor posterior a afirmar que ela havia abraçado a religião, questão que passou a ser discutida pelos estudiosos subsequentes. Abu Nuaime de Ispaã observou que não encontrara em nenhuma fonte anterior a Ibne Manda notícia de sua conversão. Tampouco há nas fontes registro de que seu filho Masru tenha se tornado muçulmano. Ibne Hajar de Ascalão, embora reconhecesse a inexistência de registro nesse sentido, considerou possível que Masru tivesse abraçado o islã.
Bibliografia
Categoria:Árabes do século V Categoria:Árabes do século VI Categoria:Aslamitas