Ana Cristina Flor (Candelária, 18 de abril de 1975) é uma jornalista brasileira. É comentarista política da GloboNews desde 2018 e colunista do portal g1, do Grupo Globo, onde cobre os bastidores do poder político brasileiro a partir de Brasília.
Formou-se em jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em 1998. Ao longo da carreira, também integrou as redações dos jornais Zero Hora e Folha de S.Paulo e da agência Reuters, além de ter atuado como correspondente na Alemanha e residido por cerca de dois anos e meio em Nairóbi, no Quênia, onde obteve um mestrado em relações internacionais. Entre 2017 e 2018, foi assessora especial do Ministério da Fazenda, na gestão do ministro Henrique Meirelles.
Infância e formação Ana Cristina Flor nasceu em 18 de abril de 1975, no município de Candelária, no interior do Rio Grande do Sul. É a mais nova de três irmãos, filha do professor Elmer Flor, descendente de uma família de pastores luteranos, e da educadora Erna Hubler Flor. Ainda pequena, mudou-se com a família de Candelária para São Leopoldo, também no Rio Grande do Sul, onde cresceu em condições financeiras modestas. Até completar dez anos de idade, viveu no campus de um seminário teológico da Igreja Luterana da região.
Após concluir o ensino médio, fez um intercâmbio educacional na Austrália ao lado do pai e, na sequência, mudou-se sozinha para a Alemanha, país do qual detém cidadania por herança familiar. Ao retornar ao Brasil, sustentou-se dando aulas de inglês enquanto se preparava para o vestibular, ingressando em 1993 no curso de jornalismo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), do qual se formou em 1998. Durante a graduação, estagiou na emissora de rádio da própria instituição e, posteriormente, no jornal NH, do Grupo Sinos, primeiro contato mais próximo com a rotina da reportagem escrita. Anos mais tarde, durante o período em que morou no Quênia em função do trabalho jornalístico, deu continuidade aos estudos ao cursar, entre 2006 e 2007, um mestrado em relações internacionais na Universidade Internacional dos Estados Unidos na África, em Nairóbi.
Carreira Logo após se formar, Ana Flor foi contratada pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde passou pelas editorias de polícia, meio ambiente e geral, participou da cobertura de uma Copa do Mundo e trabalhou na editoria internacional no momento dos atentados de 11 de setembro de 2001. No jornal gaúcho, teve como colegas e referências profissionais os jornalistas Carlos Wagner, Humberto Trezzi e Nilson Mariano. Ainda nesse período, bolsas de estudo internacionais possibilitaram temporadas de trabalho nos Estados Unidos e, novamente, na Alemanha, desta vez atuando como correspondente.
Passou então a atuar como repórter da Folha de S.Paulo em Brasília, cobrindo crises políticas, escândalos, Comissões Parlamentares de Inquérito e o cotidiano do Palácio do Planalto. Nessa fase, notabilizou-se por um furo jornalístico ao antecipar a notícia da renúncia do governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, em fevereiro de 2010. Deixou o jornal paulista para se mudar para Nairóbi, no Quênia, onde permaneceu por cerca de dois anos e meio, período em que cobriu conflitos civis, fóruns internacionais e conferências sobre meio ambiente, além de passar a colaborar, ainda como freelancer, com a Globo.
De volta ao Brasil, manteve o foco na cobertura de eleições, governos e economia e integrou a redação da agência Reuters. Entre abril de 2017 e dezembro de 2018, deixou temporariamente o jornalismo para atuar como assessora especial do Ministério da Fazenda, na gestão do ministro Henrique Meirelles.
Ao deixar o ministério, atuou por alguns meses, em 2019, como correspondente em Brasília do jornal digital Brazil Journal. Ainda naquele ano, estreou na televisão como comentarista da GloboNews, inicialmente no programa Estúdio i. Passou a integrar também outras atrações de análise política do canal, como o Jornal das Dez e o GloboNews Em Pauta, dividindo o debate com comentaristas como Merval Pereira e Gerson Camarotti. Em março de 2020, tornou-se colunista do g1, onde escreve regularmente sobre política nacional. Entre as coberturas que marcaram esse período de carreira estão o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal e, em dezembro de 2025, um episódio de tensão no plenário da Câmara dos Deputados, durante sessão sobre o processo de cassação do deputado Glauber Braga, quando relatou ao vivo ter sido empurrada por seguranças da Casa ao tentar registrar a retirada forçada de jornalistas do local, episódio que associações de imprensa classificaram como incompatível com a liberdade de imprensa.
Em novembro de 2023, por ocasião dos 25 anos de sua formatura, foi recebida pela Unisinos para um debate com estudantes de jornalismo sobre a cobertura do poder no Brasil.
Vida pessoal Ana Flor mantém um perfil reservado e evita expor detalhes de sua vida privada, dizendo não se enxergar como uma celebridade. Reside em Brasília, mas costuma passar temporadas no Rio de Janeiro, cidade em que vive seu companheiro. Entre seus hábitos pessoais estão a criação de gatos adotados, o gosto pela culinária caseira, a leitura de biografias e viagens frequentes. Identifica-se como cristã, mas relata viver a fé de maneira discreta e aberta ao diálogo com outras tradições religiosas, com interesse particular pelas religiões de matriz africana; mantém ainda uma rotina que combina ritmo intenso de trabalho e prática regular de exercícios físicos.
Referências
Ligações externas Blog da Ana Flor no g1
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