Revelando é uma série de documentários produzidos por um coletivo composto pela equipe do Calma Urgente, com liderança de Alessandra Orofino, em parceria com Instituto Conhecimento Liberta, Mídia Ninja e 342 Artes. Os episódios são disponibilizados de forma gratuita no YouTube, desde setembro de 2026.
No dia 23 de setembro de 2026, o segundo episódio alcançou o primeiro lugar do ranking Hype do YouTube. No mesmo dia, a Meta, proprietária do Instagram, derrubou o perfil do documentário, alegando que o conteúdo "não segue os padrões da plataforma", sem no entanto especificar qual regra teria sido descumprida. Segundo os responsáveis pela produção do documentário, o perfil já havia acumulado 6 milhões de visualizações. Ao final do dia, a Meta reestabeleceu a página. Procurada pelo jornal O Globo, declarou que "após uma revisão interna, restauramos a conta mencionada pela reportagem. Pedimos desculpas pela inconveniência".
Episódios
Mulheres pobres podem ter filhos? Eugenia no Brasil O primeiro episódio, intitulado "Mulheres pobres podem ter filhos? Eugenia no Brasil", fala sobre a grande número de cirurgias de esterilização feminina (laqueadura) feitas em mulheres no Brasil ao longo das décadas de 1970, 80 e 90, com uma alta incidência em mulheres pretas e pobres, muitas realizadas sem consentimento, chegando a atingir 80% de esterilização em estados como o Maranhão. O caso foi alvo da CPMI da Esterilização em Massa de Mulheres, realizada no Congresso Nacional em 1992 e 93. Com apresentação da atriz Samara Felippo, foi divulgado em 14 de setembro de 2026.
Sobre o projeto, em nota enviada à Folha de S.Paulo, Samara declarou: "A maternidade deveria ser uma escolha. Nem uma imposição e nem uma castração. Esse projeto eugenista de esterilização foi uma das coisas mais cruéis que tive conhecimento. Tenho medo que hoje muitas mulheres ainda sejam enganadas por falta de informação".
Grandes Igrejas, Master Negócios O segundo episódio, intitulado "Grandes Igrejas, Master Negócios", trata sobre a ligação da Igreja Batista da Lagoinha com o Escândalo do Banco Master, detalhando as conexões de André Valadão, Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Viviane Barsi de Moraes (esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes) com Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel. É apresentado pelo ator Fábio Porchat e foi disponibilizado em 21 de setembro de 2026.
Após o perfil no Instagram ser restaurado, Fábio Porchat publicou um vídeo, em que diz que "O vídeo não era campanha, não era calúnia, não era racismo, era uma lista de fatos, todos eles amplamente reportados pela imprensa e explicados de uma forma acessível para todo mundo. A gente mostrou as relações estreitas que existem entre políticos como Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, a Igreja Batista da Lagoinha, Daniel Vorcaro e o STF. Depois de muita pressão, a página voltou para o ar, mas a gente não sabe por quanto tempo."
miniaturadaimagem|Petição ao STJ de Flávio Bolsonaro, atuando na defesa do PM acusado de assassinar Ana Clara O julgamento que nunca aconteceu O terceiro episódio, intitulado "O julgamento que nunca aconteceu", trata sobre o Caso Ana Clara Machado, uma menina de cinco anos assassinada na porta de casa por dois tiros de fuzil que partiram da arma de um policial militar, de acordo com a acusação do Ministério Público. O senador e advogado Flávio Bolsonaro intercedeu pelo PM, assinando uma petição ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o objetivo de atrasar o seu julgamento no tribunal do júri. O episódio aborda a ligação do senador com outros policiais homenageados, tais como Adriano da Nóbrega, e pessoas assassinadas por policiais com relações a ele, tais como Patrícia Acioli e Marielle Franco. Foi apresentado pela atriz Camila Pitanga, sendo disponibilizado em 30 de setembro de 2026.
Ligações externas
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