Carlos Germano Schwambach Neto (Domingos Martins, 14 de agosto de 1970) é um ex-futebolista brasileiro, tendo atuado na posição de goleiro.
Após encerrar sua carreira de jogador, seguiu a carreira no futebol como treinador de goleiros e depois foi convidado para ser auxiliar técnico. Germano já foi treinador de goleiros no Club de Regatas Vasco da Gama.
Atualmente é subsecretário de Formação e Rendimentos na Secretária de Esporte e Lazer (Sesport) do Governo do Estado do Espírito Santo.
Carreira Como goleiro Goleiro seguro e de bastante regularidade, Carlos Germano foi revelado pelo Vasco da Gama, onde esteve no time profissional do clube de 1990 a 1999, tendo atuações destacadas no Campeonato Brasileiro de 1997, quando o clube cruzmaltino conquistou o tricampeonato e o jogador foi eleito o melhor goleiro da competição, ganhando a Bola de Prata. Pelo Vasco da Gama, o jogador a vestiu a camisa cruzmaltina em 470 jogos.
Começou no Infantil do próprio Vasco, em 1985. Passou a jogar nos profissionais em 1990 e ganhou a vaga de titular no Estadual de 1991. Foi defendendo o Vasco da Gama que atingiu a marca de 933 minutos sem sofrer gols, entre 24 de novembro de 1991 e 27 de setembro de 1992, ficando em 65º na lista da IFFHS. No Brasileiro de 1992, cedeu lugar a Régis porque foi convocado para a Seleção Pré-Olímpica.
Após nove anos pelo Vasco da Gama, Carlos Germano deixou o clube por causa de um desentendimento com a diretoria do clube na hora da renovação do contrato. O clube estava próximo de disputar o Campeonato Mundial de Clubes e o goleiro acabou ficando de fora da competição (embora já estivesse inscrito).
Não foi a primeira vez que Carlos Germano teve problemas para renovar o seu contrato. Antes do início do Campeonato Brasileiro de 1997, o jogador e a diretoria ficaram presos num impasse. Isso fez com que Carlos Germano não disputasse os primeiros jogos da campanha do título nacional. Na época o Flamengo surgiu como interessado na contratação do goleiro e o seu presidente Kléber Leite fez o depósito judicial na FERJ e tentou convencer Carlos Germano a assinar pelo rival. O jogador não aceitou a proposta e pouco tempo depois renovou o contrato com o Vasco da Gama. Mais tarde, no final da carreira, comentando sobre aquela possibilidade de jogar pelo rubro-negro, o goleiro foi taxativo:
Em 2000, enquanto o Vasco da Gama disputava o Campeonato Mundial, Carlos Germano, que já não era jogador do clube, acertou com o Santos, onde ficou por um ano.
No início de 2001, o jogador transferiu-se para a Portuguesa de Desportos para mais um contrato de um ano por empréstimo.
Contratado em 2002 pelo Internacional, Carlos Germano deixou a equipe gaúcha sem disputar nenhuma partida. O goleiro permaneceu no clube, treinando, por mais de duas semanas, mas não conseguiu sua liberação na Justiça do Trabalho nem acordo com o Santos, detentor de seus direitos federativos. Em virtude da lesão do titular João Gabriel e da necessidade de um outro goleiro, a direção do Internacional acabou acertando a contratação do goleiro Clemer, reserva do Flamengo, e desistindo de Carlos Germano.
Em 2002, voltou ao Rio de Janeiro, agora para jogar pelo Botafogo. A passagem foi inglória e o Botafogo foi rebaixado para a Série B, mesmo assim Germano se destacou como um dos poucos jogadores que se salvaram daquela campanha desastrosa. Apesar da diretoria querer prorrogar o contrato de seis meses e manter o jogador por mais tempo, isso acabou não acontecendo pois as negociações para a renovação arrastaram-se por meses e Carlos Germano acabou aceitando uma proposta do Paysandu, onde voltou a trabalhar com o zagueiro Tinho, seu antigo companheiro de equipe no Vasco da Gama.
Após um ano pelo clube de Belém, Carlos Germano voltou mais uma vez ao Rio de Janeiro. O jogador aceitou disputar o Campeonato Carioca pelo rubro carioca e depois o goleiro mudou de clube mais uma vez, agora seguindo para o Madureira.
Em 2005, o goleiro teve a oportunidade de defender um clube estrangeiro quando assinou o Penafiel de Portugal. O goleiro tinha um contrato até a o fim da temporada de 2006, porém o mesmo foi rescindido no fim de 2005 e Carlos Germano regressou ao Brasil.
Como preparador de goleiros Sem nenhuma oferta para continuar a carreira de goleiro, Carlos Germano treinou por alguns meses no Vasco da Gama para manter a forma. Em 2007, ele formou-se como técnico de futebol e surgiu uma proposta do Joinville Esporte Clube para exercer a função de treinador de goleiros na temporada de 2008. Carlos Germano encerrava oficialmente a carreira de 17 anos como goleiro e iniciava uma nova carreira, agora como treinador de goleiros.
Na mesma temporada regressou ao Vasco, assumindo o cargo de treinador de goleiros.
Após 6 anos no Vasco trabalhando no cargo de treinador de goleiros, Carlos Germano deixa o clube, após a mudança de diretoria.Carlos Germano deixa cargo de treinador de goleiros do Vasco após seis anos
Seleção Brasileira Pela Seleção Nacional do Brasil, Carlos Germano foi sempre convocado nas categorias inferiores. Conquistou em 1988 o Campeonato Sul-Americano de Sub-20, pela seleção da categoria. Também foi Campeão do Torneio de Verão, em 1990.
Teve sete convocações para a Seleção Brasileira principal, sendo a primeira, em 1993, por Carlos Alberto Parreira. Disputou 9 jogos, foi campeão da Copa América de 1997 e esteve presente na disputa da Copa do Mundo de 1998, como reserva imediato de Taffarel, quando a seleção terminou em segundo lugar.
Política Na eleições municipais de 2012, Germano concorreu a vereador da cidade de Cachoeiras de Macacu pelo PMDB, porém não foi eleito.UOL Apuração 1o.turno
Vida pessoal Pertence à extensa família de origem alemã há muito estabelecida no estado do Espírito Santo.
Títulos Vasco da Gama Campeonato Carioca: 1992, 1993, 1994, 1998 Taça Guanabara: 1992, 1994, 1998 Taça Rio: 1992, 1993, 1998, 1999 Copa Rio Estadual: 1992 e 1993 Campeonato Brasileiro: 1997 Copa Libertadores da América: 1998 Torneio Rio-São Paulo: 1999 Torneio João Havelange: 1993 Taça Adolpho Bloch: 1990 Torneio da Amizade (África): 1991 Troféu Cidade de Zaragoza: 1993 Troféu Cidade de Barcelona: 1993 Troféu Palma de Mallorca: 1995 Troféu Bortolotti: 1997
Seleção Brasileira Campeonato Sul-Americano Sub-20: 1988 Copa América: 1997 Copa do Mundo: 1998 (Vice-Campeão Mundial)
Conquistas pessoais Prêmio Charles Miller melhor goleiro: 1994 Bola de Prata da Revista Placar: 1997
Títulos como treinador de goleiros Vasco da Gama Campeonato Brasileiro - Série B: 2009 Copa do Brasil: 2011
Ligações externas
Categoria:Brasileiros de ascendência alemã Categoria:Futebolistas do Futebol Clube de Penafiel Categoria:Futebolistas do Madureira Esporte Clube Categoria:Goleiros do America Football Club (Rio de Janeiro) Categoria:Goleiros da Associação Portuguesa de Desportos Categoria:Goleiros do Botafogo de Futebol e Regatas Categoria:Goleiros do Club de Regatas Vasco da Gama Categoria:Goleiros do Espírito Santo (estado) Categoria:Goleiros do Paysandu Sport Club Categoria:Goleiros do Santos Futebol Clube Categoria:Goleiros do Sport Club Internacional Categoria:Jogadores da Copa América de 1997 Categoria:Jogadores da Copa do Mundo FIFA de 1998 Categoria:Jogadores da Seleção Brasileira de Futebol Categoria:Membros do Movimento Democrático Brasileiro (1980) Categoria:Naturais de Domingos Martins