A Universidade de Viena ( em Alemão Austríaco: [univɛrsiˈtɛːt ˈviːn]), é uma universidade pública e está localizada em Viena, na Áustria. Foi fundada em 12 de março de 1365 pelo Duque da Áustria Rodolfo IV, e por isso é nomeada Alma Mater Rudolphina.
A Universidade de Viena é considerada a universidade mais antiga do mundo germânico e a terceira mais velha da Europa Central, também é considerada uma das instituições de ensino mais prestigiadas da Europa.
A universidade também está associada com 17 prêmios Nobel e é conhecida por ter sido Alma Mater de diversos intelectuais e acadêmicos de alta importância, entre eles: Erwin Schrödinger, Karl Popper, Stefan Zweig, Friedrich Hayek, Gustav Mahler, Sigmund Freud, Gregor Mendel e entre outros.
História
Era Medieval até o Iluminismo A universidade foi fundada dia 12 de março de 1365, pelo Duque da Áustria Rodolfo IV. Foi fundada depois da Universidade Carlos de Praga (1347) e a Universidade Jaguelônica (1364), a Universidade de Viena é a terceira universidade mais antiga da Europa Central. No entanto, o Papa Urbano V não ratificou o ato de fundação que havia sido sancionado por Rodolfo IV, especificamente no que se refere ao departamento de teologia. Presume-se que isso tenha ocorrido devido à pressão exercida por Carlos IV, Sacro Imperador Romano-Germânico, que desejava evitar concorrência para a Universidade Carlos, em Praga.
O papa garantiu um fundo patrimonial para a universidade em 1365, enquanto a aprovação papal foi finalmente concedida em 1384. A aprovação papal e os "investimentos" (ou doações) para a universidade, garantiu a Universidade de Viena e a sua faculdade de teologia católica, um status de uma universidade completa e reconhecida. O primeiro edifício da universidade foi inaugurado em 1385. A universidade se tornou o maior centro de ensino do Império Romano Cristão e durante o surgimento do humanismo no século XV, a universidade abrigou mais de 6 mil estudantes.
Nos seus primeiros anos, a universidade possuía uma estrutura parcialmente hierárquica e parcialmente cooperativa, na qual o Reitor estava no topo, enquanto os estudantes tinham pouca ou nenhuma influência e ocupavam uma posição inferior. Os Magistérios e Doutores constituíam as quatro faculdades e elegiam os dirigentes acadêmicos dentre seus próprios membros. Os estudantes, assim como todos os demais Supposita (membros da universidade), eram divididos em quatro Nações Acadêmicas. Seus representantes eleitos tinham o direito de eleger o Reitor. Ele presidia o Consistório, que incluía os procuradores de cada uma das nações e os decanos das faculdades, bem como a Assembleia Universitária, da qual participavam todos os docentes da universidade. Curiosamente, grande parte dos alunos da universidade de Viena não eram austríacos no século XV, por mais que austríacos fizessem parte do segundo maior grupo de estudantes em 1519 (841 estudantes), a universidade não atraia muitas pessoas regionalmente, por ser considerada um "corpo estranho" em meio a cidade, então muitos dos alunos vieram diretamente de outros países e regiões próximas.
Sendo considerada uma instituição papal, a universidade sofreu diversos recessos durante a reforma protestante, além das epidemias, fome e estagnação econômica da época. Além disso, a universidade também sofreu com a invasão otomana em Viena, causando uma grande queda no número de alunos e professores. Para o imperador Fernando I, isso significava que a universidade de Viena teria que possuir ligações ainda mais fortes com a Igreja, e em 1551, a ordem dos jesuítas foi alocada para dentro da instituição, entretanto as tensões entre os jesuítas e os acadêmicos cresceram, e com esses conflitos internos crescendo de forma exponencial, o imperador Ferdinando II instituiu uma nova lei que incorporava totalmente os jesuítas na universidade de Viena em 1623, e apenas na metade do século 18 os Jesuítas perderam influência dentro da instituição.
Em 1782, o imperador José II fez diversas reformas dentro da universidade, abolindo protestantes e judeus de ingressar na instituição e introduzindo o idioma principal da universidade, o alemão.
Câmpus miniaturadaimagem|350x350px|Vista detalhada da entrada do edifício principal da Universidade de Viena.A universidade de Viena não opera em um câmpus único e centralizado, os centros acadêmicos ficam espalhados por todo o centro da cidade de Viena. O centro principal da universidade é apenas o local administrativo, sendo considerado o "centro" apenas pelo simbolismo. O prédio central da universidade também é referido como Hauptuni (prédio principal)
Edifícios universitários próximos ao centro acadêmico principal incluem o Neues Institutsgebäude (Novo Prédio do Instituto, NIG), localizado atrás do edifício principal, e o Campus da Universidade de Viena no 9º distrito, situado no antigo complexo do Hospital Geral. O edifício de economia, administração e estatística é localizado na Oskar-Morgenstern-Platz, às margens do Donaukanal (antigo Rio Danúbio).
Outros locais incluem o Edifício de Biologia no 3º distrito, inaugurado em 2021 e o Centro Universitário da Althanstraße (Rua da Althan).
Biblioteca A biblioteca da universidade de Viena abriga a biblioteca principal da cidade e mais 33 bibliotecas de diversos departamentos de várias universidades de Viena. O objetivo principal da biblioteca é atender os alunos da universidade; Entretanto, a biblioteca também disponibiliza acesso livre e gratuito ao público. O uso de livros nas salas de leitura é liberado para todas as pessoas, sem precisar de identificação, apenas é necessário um cadastro na biblioteca caso queria fazer o check-out de algum livro. A biblioteca também tem um site que permite o usuário acessar bancos de dados, revistas eletrônicas, websites e muito mais.
Estatísticas (2024)
Total de Livros: 7,812,026 (2,934,233 pertencem a biblioteca da cidade). Revistas Eletrônicas: 161,476. Livros Eletrônicos: 2,132,742. Consultas disponíveis no banco de dados: 11,349,382. Livros emprestados: 2,915,628. Livro mais antigo da biblioteca: Bíblia da Santa Doroteia (1392).
Alunos egressos ilustres Alguns do estudantes mais prestigiados e conhecidos na universidade de Viena são:
Sigmund Freud Adolf Albrecht Franz Alt Wilhelm Altar Maria Anwander Napoleon Baniewicz Ilse Barea-Kulcsar Bruno Bettelheim Rudolf Bing Lucian Blaga Hedda Bolgar Michael Brainin Josef Breuer F. F. Bruce Elias Canetti Ivan Cankar Otto Maria Carpeaux Friedrich Cerha Heinz Fischer Adolf Albrecht Friedländer Alcide De Gasperi Nathan Michael Gelber Hilda Geiringer Kurt Gödel Ernst Gombrich Franz Grillparzer Karina Grömer Werner Gruber Karl Samuel Grünhut Pamela Gutman Hans Hahn Jörg Haider Michael Haneke Friedrich Hayek Leo-Ferdinand Henckel von Donnersmarck Theodor Herzl Anneliese Hitzenberger Hugo von Hofmannsthal Edmund Husserl Marie Jahoda Max Jammer Elfriede Jelinek Percy Julian Karl Kautsky Elisabeth Kehrer Leon Kellner Hans Kelsen Jan Kickert Rudolf Kirchschläger Gertraud Knoll Arthur Koestler Karl Kordesch Arnold Krammer Karl Kraus Bruno Kreisky Richard Kuhn Hermann F. Kvergić Paul Lazarsfeld Ignacy Łukasiewicz Gustav Mahler Tomáš Garrigue Masaryk Lise Meitner Gregor Mendel Karl Menger Franz Mesmer Egon Orowan Franz Miklosich Alois Mock Wolf-Dieter Montag Matija Murko Paul Niel Joachim Oppenheim Eduard Pernkopf Anton Piëch Ioan Nicolidi of Pindus Hans Popper Karl Popper Otto Preminger Wilhelm Reich Mordkhe Schaechter Karl Schenkl Max Schloessinger Marianne Schmidl Andreas Schnider Arthur Schnitzler Albin Schram Joseph Schumpeter Wolfgang Schüssel Peter Schuster John J. Shea, Jr.
Ver também Universidades mais antigas do mundo
Referências
Categoria:Universidade de Viena Categoria:Viena Categoria:Universidades da Europa Categoria:Universidades da Áustria