O Museu de Cabangu é um museu brasileiro, situado a 16 quilômetros do centro da cidade de Santos Dumont, no estado de Minas Gerais. É dedicado à memória do Santos Dumont, o Pai da Aviação.
Conserva-se ainda no sítio, a casa onde nasceu o menino Alberto Santos Dumont, objetos pessoais, fotos e o museu da aviação. No Museu estão depositadas também as cinzas da primeira piloto mulher da aviação brasileira, Anésia Pinheiro Machado.
Localizado na cidade de Santos Dumont/MG, o Museu de Cabangu foi criado para preservar a memória e o legado de Alberto Santos Dumont, um dos grandes pioneiros da aviação. O museu está situado na Fazenda Cabangu, local onde Santos Dumont nasceu em 20 de julho de 1873. E aqui abrigamos diversos objetos pessoais, documentos históricos e replicas das invenções do aviador, proporcionando aos visitantes a oportunidade de conhecer mais sobre a vida de Alberto Santos Dumont e contribuições para a aviação e o mundo.
O parque do museu preserva exemplares de mata nativa e fauna da Mata Atlântica, e foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA).
História O Museu de Cabangu, oficialmente denominado Museu Casa Natal de Santos Dumont, é uma instituição cultural brasileira localizada no município de Santos Dumont, em Minas Gerais. O museu está situado na antiga Fazenda Cabangu, local de nascimento de Alberto Santos Dumont (1873–1932), o patrono da aviação brasileira. Todo acervo está sob a guarda da Fundação Casa de Cabangu. A instituição tem como missão a preservação da memória, do legado e do patrimônio histórico associado ao inventor.
História e Origens A Fazenda Cabangu era originalmente uma propriedade da União, utilizada como base de apoio para a construção do trecho da Serra da Mantiqueira da Estrada de Ferro Central do Brasil. Henrique Dumont, engenheiro responsável pelas obras ferroviárias, residiu no local com sua família, onde nasceu seu filho Alberto em 20 de julho de 1873.
Após a saída da família Dumont, a propriedade retornou ao domínio público e passou por períodos de ocupação diversa. Em 1950, o sítio histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), reconhecendo sua importância para a história nacional.
O Papel de Oswaldo Castello Branco A preservação do acervo que hoje compõe o museu deve-se, em grande parte, à iniciativa do historiador e memorialista Oswaldo Henrique Castello Branco. Em 29 de julho de 1932, apenas seis dias após o falecimento de Santos Dumont no Guarujá (SP), Castello Branco, então secretário do prefeito de Palmyra (atual Santos Dumont), Jacques Gabriel Pansardi, dirigiu-se à Fazenda Cabangu para realizar um levantamento do estado da propriedade.
Ao chegar ao local, Castello Branco encontrou a residência em estado de abandono e com sinais de invasão e depredação. Diante do risco de perda do patrimônio, ele iniciou um processo de recolhimento e salvaguarda de objetos pessoais, correspondências, fotografias e documentos do inventor. Este acervo foi mantido sob sua guarda privada por décadas, sendo fundamental para evitar a dispersão das peças históricas.
Fundação e Consolidação Em 1949, Oswaldo Castello Branco constituiu a Fundação Casa de Cabangu no intuito de transformar o acervo em um museu. O museu foi oficialmente estruturado e inaugurado em 1973, durante as celebrações do centenário de nascimento de Santos Dumont. Na ocasião, Oswaldo Castello Branco transferiu a coleção resgatada em 1932 para a sede definitiva em Cabangu.
Atualmente, a gestão do espaço é realizada pela Fundação Casa de Cabangu, organização sem fins lucrativos que atua em colaboração com a Prefeitura Municipal de Santos Dumont e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).
Acervo e Patrimônio O acervo do museu é composto por itens de valor histórico e biográfico, incluindo:
Mobiliário original e objetos de uso pessoal de Santos Dumont; Cartas e manuscritos originais; Pranchas fotográficas que documentam as experiências aeronáuticas em Paris; Réplicas de aeronaves, com destaque para o modelo Demoiselle em tamanho real; Chafariz Gravitacional, projetado pelo próprio inventor para demonstração de princípios de física e engenharia.
O museu passou por uma revitalização estrutural completa entre 2025 e 2026, sendo reaberto à visitação pública em março de 2026.
Características
Mobiliário e objetos de uso pessoal de Santos Dumont Parte mobiliário exposto na casa natal reflete o estilo do final do século XIX, além de peças que o próprio inventor utilizou em diferentes fases de sua vida. Móveis como cama, armário e mesa e bancada, esta última que pertenceram à residência da Fazenda Cabangu durante a estadia de Alberto Santos Dumont na casa. Peças de mobília que remetem ao ambiente da época. Utensílios como louças, talheres e outros objetos domésticos que ajudam a reconstituir a história da família.
Cartas e manuscritos originais As cartas e manuscritos originais de Alberto Santos Dumont preservados no Museu de Cabangu constituem o núcleo documental mais importante da instituição. Esse acervo registra a vivência de um Alberto pecuarista, fazendeiro e revela aspectos humanos, sociais e íntimos que muitas vezes não aparecem nos livros de história.
Pranchas fotográficas que documentam as experiências As pranchas fotográficas de Alberto Santos Dumont preservadas no Museu de Cabangu são registros visuais de valor inestimável para a história do aviador. Elas documentam o período de viagens, experiências e registros que ele mesmo preservou durante todo tempo em sua Fazenda de Cabangu.
Chafariz Gravitacional O Chafariz Gravitacional é uma dos locais mais singulares do Museu de Cabangu, pois exemplifica a aplicação prática do conhecimento científico de Alberto Santos Dumont no cotidiano da fazenda. Diferente de suas invenções aeronáuticas, este projeto demonstra sua engenhosidade no campo da hidráulica e da física clássica. Um chafariz por gravidade. Há registros em cartas de desenhos de quando Alberto projetava o chafariz, que foi construído por ele.
Os Pavilhões Os pavilhões do Museu de Cabangu são estruturas fundamentais que complementam a experiência da Casa Natal. Abrigavam a parte técnica, iconográfica e as grandes réplicas do acervo. Eles foram projetados para organizar a vasta coleção de forma temática e didática. Espaço que acomodava todo acervo de Anésia Pinheiro Machado. Hoje, estão interditados para restauração. Todo acervo foi transferido para sede administrativa, onde estão expostos dignamente para que sejam contemplados pelo visitante.
Fonte A fonte localizada atrás dos pavilhões do Museu de Cabangu é um ponto de grande simbolismo histórico e natural dentro do parque. Ela faz parte do complexo hídrico da Fazenda Cabangu que tanto fascinava Santos Dumont.
Lago O lago localizado em frente aos pavilhões do Museu de Cabangu é um dos elementos paisagísticos mais marcantes do parque, servindo não apenas como um atrativo visual, mas como um espelho d'água que integra a arquitetura dos pavilhões à natureza exuberante da Serra da Mantiqueira.
Réplicas de aeronaves As réplicas de aeronaves no Museu de Cabangu são elementos centrais da exposição, projetadas para oferecer aos visitantes uma compreensão tridimensional das inovações de Alberto Santos Dumont. Elas foram construídas com base em seus manuscritos e anotações técnicas originais, com destaque para o modelo Demoiselle em tamanho real. Há também uma réplica de aço do 14-bis e um T-23, o mais moderno do parque.
Grande Bosque O Grande Bosque do Museu de Cabangu é uma área de preservação ambiental que compõe a maior parte visitável do sítio histórico. Localizado nos arredores da Casa Natal e dos pavilhões, ele representa a conexão profunda de Alberto Santos Dumont com a natureza da Serra da Mantiqueira, sendo hoje um dos principais atrativos para o turismo ecológico e educativo na região.
Pequeno Bosque O Pequeno Bosque, localizado nas proximidades do Grande Bosque no Museu de Cabangu, é uma área que será revitalizada que assumirá um papel pedagógico e lúdico central no novo projeto expográfico do museu. Conhecido por sua densa vegetação de bambus, o espaço foi designado para ser o Bosque das Crianças.
Quiosques A área dos quiosques em Cabangu era o coração social do museu. Localizada na parte alta, oferecia infraestrutura para churrascos, lazer gastronômico e práticas esportivas como vôlei e peteca, sendo o ponto onde a preservação histórica encontra a convivência comunitária. Hoje, estão interditados para restauração.
Heliponto O Heliponto do Museu de Cabangu é um elemento de infraestrutura estratégica que reforça a identidade aeronáutica do sítio histórico e facilita o acesso de autoridades e visitantes ilustres à Fazenda Cabangu.
Igreja de São Sebastião de Rocha Dias A Igreja de São Sebastião de Rocha Dias é um marco fundamental do patrimônio religioso e cultural de Santos Dumont. Embora não esteja situada dentro dos limites físicos do Museu de Cabangu, ela atua como um destino complementar estratégico, enriquecendo as atividades de preservação e turismo da região através de uma conexão histórica e geográfica direta.
Fauna e a Flora A fauna e a flora do Museu de Cabangu são componentes indissociáveis do sítio histórico, formando uma unidade ambiental que preserva o cenário onde Alberto Santos Dumont viveu. O parque, com seus 36 hectares, é um refúgio de biodiversidade na Serra da Mantiqueira.
De onde vem a palavra Cabangu? Existem três versões para o significado da palavra "Cabangu":
A primeira, um tanto folclórica, vem da transformação da frase "Acabou o angu", usada pelos antigos moradores na época da construção da ferrovia na região, que com o decorrer do tempo transformou-se em Cabangu. A segunda, seria um local onde residia, na época da Inconfidência Mineira, um caboclo que teria como sobrenome "Cabangu". A terceira, cuja etimologia seria originária do tupi, nome do início da região da Mantiqueira: "Caa (mata) / bangu (escura).
Administração A administração do Museu de Cabangu se dá através de um convênio tripartite. O convênio em regime é de mútua cooperação, que celebram entre si a União Federal, por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), o município de Santos Dumont (Minas Gerais), através de sua Prefeitura Municipal, e a Fundação Casa de Cabangu, por meio de seu presidente, visando à conjugação de esforços, no sentido de preservar a história e a cultura do museu e do parque da casa natal de Santos Dumont, em Cabangu, Município de Santos Dumont, estado de Minas Gerais.
Desafios Financeiros Durante muito tempo de suas atividades, o Museu de Cabangu enfrentou desafios por falta de dinheiro no caixa, dívidas trabalhistas e impossibilidade de manutenção e restauração das edificações do parque. A instituição chegou a tentar fazer financiamento coletivo, mas já foi fechada algumas vezes por falta de verbas.
Reabertura Após quase um ano fechado para reformas estruturais, o Museu foi reaberto para visitação ao público em março de 2026.
Durante o primeiro mês de atuação oficial da nova administração, abril de 2026, o Museu de Cabangu promoveu e sediou uma série de eventos culturais e educativos, contribuindo para a diversificação das atividades oferecidas ao público e para o fortalecimento do vínculo com a comunidade.
Ao todo, foram realizados cinco eventos no período, contemplando diferentes públicos e propostas, como atividades culturais, educativas e de lazer. De modo geral, a avaliação das ações foi predominantemente positiva, evidenciando o êxito das iniciativas desenvolvidas:
NOITE DOS MUSEUS - 16ª edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas. AVOAR - Observação, fotografia, ciência e turismo de aves. CAMINHADA GUIADA - Um trajeto que conecta passado e presente, unindo consciência ambiental, turismo religioso e a história local.