Cor-de-rosa, ou apenas rosa, é um tom claro de vermelho, a cor da cravina.Shorter Oxford English Dictionary, 5th Edition, Oxford University Press.Webster New World Dictionary, Third College Edition: "Any of a genus (Dianthus) of annual and perennial plants of the pink family with white, pink or red flowers.; its pale red color." O termo foi usado pela primeira vez como nome de uma cor no final do século XVII."pink, n.⁵ and adj.²", Oxford English Dictionary Online A combinação de rosa e branco é associada à inocência, enquanto a combinação de rosa e preto está ligada ao erotismo e à sedução.Heller, Eva: Psychologie de la couleur – effets et symboliques, pp. 179-184
No século XXI, o rosa é visto como um símbolo de feminilidade, embora nem sempre tenha sido considerado dessa forma. Antes da segunda metade do século XX, o rosa frequentemente representava a masculinidade. Pesquisadores relacionaram a feminização decisiva do rosa ao surgimento da Barbie em 1959.
Óptica Na óptica, a palavra "rosa" pode se referir a qualquer um dos tons claros entre o vermelho azulado e o vermelho, com luminosidade de média a alta e saturação de baixa a moderada. Embora o rosa seja geralmente considerado um tom de vermelho, as cores da maioria dos tons de rosa são levemente azuladas e situam-se entre o vermelho e o magenta. Algumas variações de rosa, como a cor salmão, tendem ao laranja.
História, arte e moda A cor rosa é descrita na literatura desde a Antiguidade. Na Odisseia, escrita aproximadamente em 800 a.C., Homero escreveu: "Então, quando apareceu a filha da manhã, a aurora de dedos rosados..."The Odyssey, Book XII, translated by Samuel Butler. Poetas romanos também descreveram a cor. Roseus é uma palavra latina que significa "rosado" ou "rosa". Lucrécio usou a palavra para descrever a aurora em seu poema épico Sobre a Natureza das Coisas (De rerum natura).
Literatura Em espanhol e italiano, um romance sentimental é conhecido como "romance rosa" (novela rosa, em espanhol, e romanzo rosa, em italiano). No conto de 1835 de Nathaniel Hawthorne, Young Goodman Brown, Faith usa uma fita rosa no cabelo que representa sua inocência.As he moves out of the darkness, a pink ribbon blows down next to him and he sees that Faith is part of the "communion" that is taking place in the woods. O conto "Dinsdale's Pink", de Carl Surely, é uma narrativa de amadurecimento sobre um jovem que cresce em Berlim na década de 1930 e enfrenta questões de gênero, sexualidade e política. No livro Mulherzinhas, de Louisa May Alcott, publicado em 1868–1869, Amy March usa fitas azuis e rosas para diferenciar os gêmeos recém-nascidos de sua irmã Meg.
Arte e moda ao longo dos anos O rosa não era uma cor comum na moda da Idade Média; os nobres geralmente preferiam vermelhos mais vivos, como o carmesim. No entanto, ele aparecia na moda feminina e na arte religiosa. Nos séculos XIII e XIV, em obras de Cimabue e Duccio, o Menino Jesus às vezes era representado vestido de rosa, cor associada ao corpo de Cristo.
Na pintura da Alta Renascença Madona dos cravos, de Rafael, o Menino Jesus oferece um cravo à Virgem Maria. O rosa era um símbolo do casamento, indicando uma união espiritual entre mãe e filho.
Durante o Renascimento, o rosa era usado principalmente para representar a cor da pele de rostos e mãos de pessoas brancas. O pigmento comumente empregado para isso era chamado de cinabrese claro; tratava-se de uma mistura do pigmento de terra vermelha chamado sinopia, ou vermelho veneziano, com um pigmento branco chamado Bianco San Genovese, ou branco de cal. Em seu famoso manual de pintura do século XV, Il Libro dell'Arte, Cennino Cennini descreveu-o da seguinte forma: "Este pigmento é feito da sinopia mais bela e clara que se pode encontrar e é misturado e moído com o branco de São João, como é chamado em Florença; e esse branco é feito de cal completamente branca e completamente purificada. Quando esses dois pigmentos estiverem totalmente moídos juntos (isto é, duas partes de cinabrese e a terceira de branco), faça pequenos pães do tamanho de meia noz e deixe-os secar. Quando precisar, pegue a quantidade que parecer adequada. Esse pigmento lhe dará grande crédito se for usado para pintar rostos, mãos e nus nas paredes..."Lara Broecke, Cennino Cennini's Il Libro dell'Arte: a New English Translation and Commentary with Italian Transcription, Archetype 2015, p. 62.
Século XVIII O rosa foi particularmente promovido por Madame de Pompadour (1721–1764), amante do rei Luís XV de França, que usava combinações de azul-claro e rosa e mandou produzir para si um tom específico de rosa na fábrica de porcelana de Sèvres, criado pela adição de nuances de azul, preto e amarelo.Eva Heller, Psychologie de la couleur, effets et symboliques, pp. 182-83
Embora o rosa fosse claramente a cor da sedução nos retratos de George Romney de Emma Hamilton, futura amante do almirante Horatio Nelson, no final do século XVIII, ele tinha o significado completamente oposto no retrato de Sarah Barrett Moulton pintado por Thomas Lawrence em 1794. Nessa pintura, simbolizava infância, inocência e ternura. Sarah Moulton tinha apenas onze anos quando o quadro foi pintado e morreu no ano seguinte.
Século XIX Na Inglaterra do século XIX, meninos frequentemente usavam fitas ou adornos cor-de-rosa; eles eram considerados simplesmente homens pequenos e, enquanto os homens ingleses usavam uniformes vermelhos, os meninos vestiam rosa. As roupas infantis do século XIX eram quase sempre brancas, pois, antes da invenção dos corantes químicos, roupas de qualquer cor desbotavam rapidamente quando lavadas em água fervente. A rainha Vitória foi retratada em 1850 com seu sétimo filho e terceiro filho homem, o príncipe Artur, que vestia branco e rosa. O rosa também era usado por rapazes, como mostra uma pintura de 1863 de Charles Jalabert. Na França do final do século XIX, pintores impressionistas que trabalhavam com uma paleta de cores pastéis às vezes representavam mulheres vestidas de rosa, como nas imagens de bailarinas de Edgar Degas ou nas imagens de mulheres e crianças de Mary Cassatt.
Séculos XX e XXI
Um desfile de moda realizado em 1949 no famoso hotel Waldorf-Astoria, em Nova Iorque, causou sensação entre os presentes devido aos vibrantes tons de rosa dos vestidos e das roupas. Jornalistas e críticos da época, interessados em conhecer a inspiração do estilista mexicano Ramón Valdiosera, perguntaram-lhe sobre a origem da cor. O artista simplesmente respondeu que aquele rosa já fazia parte da cultura mexicana, e a crítica de moda nova-iorquina Perle Mesta então o descreveu como rosa-mexicano.
A primeira posse de Dwight D. Eisenhower (1953), na qual a esposa de Eisenhower, Mamie Eisenhower, usou um vestido rosa como traje de posse, é considerada um ponto de virada importante na associação do rosa com meninas. A forte preferência de Mamie pelo rosa levou o público a associá-lo à cor que "mulheres femininas usam". O musical norte-americano de 1957 Cinderela em Paris também contribuiu para consolidar a associação da cor com as mulheres.Archived at Ghostarchive and the Wayback Machine:
No século XX, os tons de rosa tornaram-se mais fortes, brilhantes e afirmativos, em parte graças à invenção de corantes químicos que não desbotavam. A pioneira na criação dessa nova onda de rosas foi a estilista italiana Elsa Schiaparelli (1890–1973), ligada aos artistas do surrealismo, entre eles Jean Cocteau. Em 1931, ela criou uma nova variedade da cor, chamada rosa-choque, obtida pela mistura de magenta com uma pequena quantidade de branco. Lançou um perfume chamado Shocking, vendido em um frasco com o formato do torso de uma mulher, supostamente modelado no de Mae West. Suas criações, concebidas em colaboração com artistas como Cocteau, empregavam os novos tons de rosa.Eva Heller, Psychologie de la couleur - effets et symboliques, p. 184.
Na Alemanha Nazista das décadas de 1930 e 1940, prisioneiros de campos de concentração nazistas acusados de homossexualidade eram obrigados a usar um triângulo rosa.The Pink Triangle: The Nazi War Against Homosexuals (1986) by Richard Plant (New Republic Books). . Por isso, o triângulo rosa tornou-se um símbolo do moderno movimento pelos direitos dos homossexuais.
A transição para o rosa como cor de diferenciação sexual das meninas ocorreu gradualmente, por meio do processo seletivo do mercado, nas décadas de 1930 e 1940. Na década de 1920, alguns grupos descreviam o rosa como uma cor masculina, equivalente ao vermelho, considerado apropriado aos homens, porém mais claro para os meninos. Ainda assim, as lojas observaram que as pessoas escolhiam cada vez mais comprar rosa para meninas e azul para meninos, até que isso se tornou uma norma aceita na década de 1940.Smithsonian Magazine When Did Girls Start Wearing Pink?In 1927, Time magazine printed a chart showing sex-appropriate colors for girls and boys according to leading U.S. stores. In Boston, Filene's told parents to dress boys in pink. So did Best & Co. in New York City, Halle's in Cleveland, and Marshall Field in Chicago.Today's color dictate wasn't established until the 1940s due to Americans' preferences as interpreted by manufacturers and retailers. "It could have gone the other way"
Na natureza e na cultura
Plantas e flores O rosa é uma das cores mais comuns das flores; serve para atrair os insetos e pássaros necessários à polinização e talvez também para afastar predadores. A cor provém de pigmentos naturais chamados antocianinas, que também produzem o rosa das framboesas.
Nascer e pôr do sol À medida que um raio de luz solar branca atravessa a atmosfera, algumas cores são dispersadas para fora do feixe pelas moléculas de ar e pelo material particulado em suspensão. Esse fenômeno é chamado de espalhamento de Rayleigh. Cores de comprimento de onda mais curto, como azul e verde, são dispersadas com maior intensidade e retiradas da luz que finalmente chega aos olhos. Durante o nascer do sol e o pôr do sol, quando o percurso da luz solar pela atmosfera até os olhos é mais longo, os componentes azul e verde são quase totalmente removidos, restando a luz laranja, vermelha e rosa, de comprimentos de onda maiores. A luz solar rosada remanescente também pode ser dispersada por gotículas de nuvens e outras partículas relativamente grandes, dando ao céu acima do horizonte um brilho rosa ou avermelhado.
Geologia
Biologia
Som O ruído rosa (), também conhecido como ruído 1/f, é, na engenharia de áudio, um sinal ou processo cujo espectro de frequência apresenta densidade espectral de potência proporcional ao inverso da frequência.
Iluminação Algumas lâmpadas de cultivo emitem uma combinação de comprimentos de onda vermelhos e azuis para coincidir com o espectro de absorbância da clorofila — o pigmento que realiza a fotossíntese nas plantas —, parecendo rosas ao olho humano. Os letreiros de néon rosas geralmente são produzidos por um de dois métodos. Um deles usa gás néon e um fósforo azul ou roxo, que normalmente produz um tom de rosa mais quente, isto é, mais avermelhado, ou mais intenso. O outro usa uma mistura de argônio e mercúrio e um fósforo vermelho, que geralmente produz um tom de rosa mais frio, mais arroxeado, ou mais suave. Os LEDs rosas podem ser produzidos de duas maneiras: com um LED azul e dois fósforos — amarelo no primeiro e vermelho, laranja ou rosa no segundo — ou com a aplicação de um corante rosa sobre um LED branco. A mudança de cor era um problema comum nos primeiros LEDs rosas, pois os fósforos ou corantes vermelhos, laranjas ou rosas desbotavam com o tempo, fazendo a cor mudar gradualmente para branco ou azul. Esses problemas foram reduzidos com a introdução recente de fósforos mais resistentes ao desbotamento.
Engenharia