António Duarte Gomes Leal (Pena, Lisboa, 6 de junho de 1848 – 29 de janeiro de 1921)História de Portugal - Dicionário de Personalidades (vol. XVI) foi um poeta e crítico literário português.Grande Enciclopédia Universal (vol. 12)
Vida e obra Nasceu na praça do Rossio, freguesia da Pena, em Lisboa, filho natural de João Augusto Gomes Leal (m. 1876), funcionário da Alfândega, e de Henriqueta Fernandina Monteiro Alves Cabral Leal, a qual, no entanto, não se encontra identificada no registo de batismo.
Frequentou o Curso Superior de Letras, mas não o concluiu, empregando-se como escrevente de um notário de Lisboa. Durante a sua juventude assumiu pose de poeta boémio e janota, mas, com a morte da sua mãe, em 1910, caiu na pobreza e reconverteu-se ao catolicismo.Enciclopédia Larrousse (vol. 11) Vivia da caridade alheia, chegando a passar fome e a dormir ao relento, em bancos de jardim, como um vagabundo, tendo uma vez sido brutalmente agredido pela canalha da rua. No final da vida, Teixeira de Pascoaes e outros escritores lançaram um apelo público para que o Estado lhe atribuísse uma pensão, o que foi conseguido, apesar de diminuta.
Foi um dos fundadores do jornal O Espectro de Juvenal (1872) e do jornal O Século (1880), tendo colaborado também na Gazeta de Portugal, Revolução de Setembro e Diário de Notícias. Tem ainda colaboração na revista ilustrada Nova Silva (1907) e outras publicações periódicas, nomeadamente: a Revista de arte e de crítica (1878–1879), O Berro (1896), Branco e Negro (1896–1898), Brasil-Portugal (1899–1914), A Corja (1898), Galeria republicana (1882–1883), A imprensa (1885–1891), Jornal de domingo (1881–1888), A leitura (1894–1896), A Mulher (1879), As Quadras do Povo (1909), Ribaltas e Gambiarras (1881), O Thalassa (1913–1915), Argus (1907), O Xuão (1908–1910), Lusitânia (1914), Revista de turismo, iniciada em 1916 no periódico O Azeitonense (1919–1920), e no jornal Miau! (1916). A sua obra insere-se nas correntes ultrarromântica, parnasiana, simbolista e decadentista.
Em 1933 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta dando o seu nome a uma rua no bairro do Arco do Cego, freguesia do Areeiro.https://www.facebook.com/423215431066137/photos/pb.423215431066137.-2207520000.1448289668./768016736586003/?type=3&theater
Bibliografia activa A Fome de Camões: Poema em 4 cantos (1870) O Tributo do Sangue (1873) A Canalha (1873) Claridades do Sul (1875) A Fome de Camões (1880) A Traição (1881) O Renegado: A Antonio Rodrigues Sampaio, carta ao velho pamphletario sobre a perseguição da imprensa (1881) A Morte do Atleta (1883) História de Jesus para as Criancinhas Lerem (1883) O Anti-Christo (1884) Troça à Inglaterra (1890) Fim de um Mundo (1899) A Morte do Rei Humberto (1900) Krúger e a Hollanda (1901). Porto, Livraria Moreira Editora O Jesuíta e o Mestre Escola (1901) A Mulher de Luto (1902) Serenadas de Hylario no Ceo Senhora da Melancolia (1910) Hino Pátria,letra de Gomes Leal e música de Alfredo Keil O velho palácio.
Bibliografia passiva Nemésio, Vitorino: Destino de Gomes Leal
Ligações externas
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