Conde de Azarujinha foi um título nobiliárquico criado por D. Carlos I de Portugal, por Decreto de 23 de Setembro de 1890, em favor de António Augusto Dias de Freitas, antes 1.º Visconde de Azarujinha."Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, p. 359

História esquerda|miniaturadaimagem|257x257px|António Augusto Dias de Freitas, 1.º Conde de Azarujinha (1830-1904) O título de Conde de Azarujinha corresponde à elevação do título de Visconde de Azarujinha, criado por D. Luís I de Portugal por Decreto de 11 de agosto de 1870, a favor de António Augusto Dias de Freitas, 1.º Visconde e 1.º Conde de Azarujinha.

O 1.º Conde de Azarujinha foi Par do Reino (hereditário) e Fidalgo da Casa Real, Deputado e Vereador da Câmara de Lisboa. Era filho de António Dias de Freitas, Cavaleiro da Torre e Espada, Capitão, Grande negociante da Praça de Lisboa. Freitas casou com D. Joana de Sequeira Pinto, filha do Juiz Conselheiro de Sequeira Pinto, Enfermeiro-Mor, Par do Reino (por sucessão), senhor do Palácio da Costa do Castelo (hoje Vila Flor), onde casou na capela o 1.º Conde de Azarujinha. Foi industrial (na área Vidreira), Concessionário da Real Fábrica da Marinha Grande, com 700 trabalhadores, fundador da Fábrica Nova (futura Ivima), que chegou a ter cerca de 1200 trabalhadores, Director do Mercado da Praça da Figueira, Fundador e Director da Companhia dos Carros Ripert em Lisboa, e ainda sócio do Banco de Portugal (estando entre os principais accionistas), de quem foi Director Substituto, da Fidelidade, da Companhia das Lezírias e dos Caminhos de Ferro. Foi ainda sócio e tendo pertencido aos corpos sociais da Companhia das Águas de Lisboa, da Real Fábrica de Fiação de Tomar e da Companhia da Moagem em Viana do Castelo, da Companhia de Ferro e Carvão (Portugal Iron & Coal Company), da Companhia Exploradora das Jazidas de Alencarce.

O seu filho único, Libânio Augusto Dias de Freitas, 2.º Conde, chegou a ser o terceiro contribuinte de Portugal, com uma fortuna quase de 3000 contos à época. Em percentagem do PIB cerca de 1920 e que era de 550 mil contos a sua fortuna equivaleria a aprox. 1.000.000.000 de euros. O título foi renovado no 2.º Conde por decreto de 27 de maio de 1904.

Propriedades 1.º Conde foi proprietário agrícola na Azaruja (Sobra, Carvalho, etc.), São Miguel de Machede (Herdade da Azarujinha, actualmente courelas da Azaruja e courelas da Toura), Palácio do Conde de Azarujinha, Campo Maior, Alandroal, Montemor, Benavente, Vila Franca, Cartaxo e Sintra. Detinha ainda as herdades de Coelheiros e anexas, Branca de Almeida, perto da Igrejinha.

Em Alcochete era proprietário de salinas Gema, Camela, Tecelôas de Fora, Os Trinta, Inferno Grande, Inferno Pequeno, Peixinho, Pata, Tabuleiro pequeno, Moças, Capela, DoPipeiro, Raposeira do Norte. Foi ainda proprietário das salinas de Restinga e Pinheirinhos perto da Aldeia Galega.

O Conde de Azarujinha morou ao Campo de Santana, em casa que depois arrendou ao Instituto Oftalmológico (n.º 93 actual), e comprou ainda à Duquesa de Saldanha o Palácio Pombeiro, hoje Embaixada de Itália, para além de um Chalet no Estoril (que deu o nome à Praia da Azarujinha) e outro em Paço de Arcos, de um Palácio na Azaruja, da Quinta do Porto em Massamá, de uma quinta em Loures (São João da Coidiceira).

Viscondes de Azarujinha (1870) #TitularDatasTítulosNotas1António Augusto Dias de Freitas1830 — 19041.° Conde de Azarujinha e 1.° Visconde de AzarujinhaElevado a Conde em 23 de setembro de 1890; Casou, em 1885, com D. Joana Amália Correia de Sequeira Pinto, de quem teve descendência;

Condes de Azarujinha (1890) #TitularDatasTítulosNotas1António Augusto Dias de Freitas1830 — 19041.° Conde de Azarujinha e 1.° Visconde de AzarujinhaElevado a Conde em 23 de setembro de 18902Libânio Augusto Severo Dias de Freitas1871 — 19302.º Conde de AzarujinhaFilho do 1.° Conde; Fidalgo-cavaleiro da Casa Real e comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa; Casou, em 1893, com D. Antónia Paiva de Albuquerque, de quem teve descendência; Foi-lhe concedido o título de Conde de Azarujinha, em vida, por Decreto de 27 de maio de 1904, de D. Carlos I;

Representantes do título na República (1910) #TitularDatasTítulos pretendidosNotas3Jaime Augusto de Albuquerque de Lemos Dias de Freitas1894 — 19743.º Conde de AzarujinhaFilho primogénito do 2.º Conde; Casou em Sevilha, em 1920, com D. Maria Aurora Lasso de La Vega y Jimenez, filha de D. Javier de La Vega y Corteso e D. Maria Jimenez y Placer Alvarez Cabral (filha do Marquês de Bejarano); Teve descendência deste casamento;4Jaime Augusto Lasso de la Vega Dias de Freitas1922 — 19784.º Conde de AzarujinhaÚnico filho do anterior; Casou em Lisboa, em 1946, com D. Maria Luísa da Conceição de Almeida Manuel de Vilhena (1926 — 1998), filha do primeiro casamento do 9.º Conde de Vila Flor e Alpedrinha e herdeira presuntiva desses títulos; Teve descendência deste casamento;5Francisco Xavier Manoel de Vilhena Dias de Freitas1947 — 20075.º Conde de AzarujinhaFilho do anterior; Representante do Título de Duque da Terceira, 11.º Conde de Vila Flor e 4.º Conde de Alpedrinha; Casou em 1951, com Cristina Freire da Bandeira Barata; Teve descendência deste casamento;6Lourenço Manoel de Vilhena de Freitasn. 19736.º Conde de AzarujinhaFilho do anterior; Representante atual dos títulos;

Referências

+Azarujinha +Azarujinha Categoria:Fundações em Portugal em 1890