A História da inclui uma sucessão de fatos que vão desde o seu povoamento até à composição política atual. A Armênia foi um império regional com uma cultura rica nos anos que antecederam o
Em 301, a Armênia foi o primeiro estado a adoptar formalmente o cristianismo como religião oficial de estado, doze anos antes de Roma. Oscilou entre diversas dinastias, mas depois de uma sucessão de ocupações (parta, romana, árabe, mongol e persa), a Armênia enfraqueceu substancialmente. Em 1454, o Império Otomano e o Império Safávida dividiram a Armênia entre si.
Antiguidade thumb|upright=1|Armênia ao longo da história|esquerda A Armênia é povoada desde os tempos pré-históricos e era o suposto local do Jardim do Éden bíblico. O país se localiza no planalto ao entorno da montanha bíblica do Ararate. Segundo a tradição judaico-cristã, foi o local onde a Arca de Noé encalhou após o Dilúvio.Gênesis 8:4 As descobertas arqueológicas continuam a confirmar que o planalto armênio foi ocupado por civilizações primitivas e talvez tenha sido aí que surgiu a agricultura e a civilização. De a , ferramentas como lanças, machados e pequenos artefatos de cobre, bronze e ferro eram comummente produzidos na Armênia e trocados nas terras vizinhas onde esses metais eram menos abundantes.
thumb|330px|esquerda|O reino de Urartu
A Armênia é a principal herdeira do lendário país Arata (Ararate), mencionado em inscrições sumérias. Na Idade do Bronze, muitos Estados floresceram na área da Grande Armênia (ou "Armênia histórica"), incluindo o Império Hitita (o mais poderoso), o Mitani (sudoeste da Grande Armênia) e Haiassa-Azi . Na época, o povo de Nairi (do ao ) e o reino de Urartu () sucessivamente estabeleceram suas soberanias no planalto Armênio. Cada uma das tribos nações supracitadas participaram da etnogénese do povo armênio. Modernas teorias admitem a origem dos armênios como oriundos dos Bálcãs, parte das tribos trácio-frígias, que atravessaram o Helesponto no e se instalaram na Ásia Menor. Entraram em contacto com os hititas, guerrearam com eles e foram vencidos pelos cimérios, procedentes das margens do mar Negro. Uma parte dos frígios dirigiu-se para o Oriente e a outra se fixou na região chamada Urartu Erevã, a moderna capital da República da Armênia, foi fundada em pelo rei urartiano .
Por volta do ano , o reino da Armênia, que existiu sob diversas dinastias até ao ano de estava estabelecido sob a dinastia orôntida (). O reino alcançou seu maior tamanho entre 95 e , no reinado de Tigranes, o Grande, tornando-se um dos mais poderosos reinos da região. Ao longo da história, o reino da Armênia gozou de períodos de independência alternados com períodos de submissão aos impérios seus contemporâneos. Devido à sua posição estratégica entre dois continentes, a Armênia, foi invadida por diversos povos, incluindo assírios, gregos, romanos, bizantinos, árabes, mongóis, persas, turcos otomanos e russos.
300px|thumb|O Reino da Armênia na sua maior extensão, sob o reinado de Tigranes, o Grande
O primeiro estado a surgir na Armênia foi o reino de Urartu, que nasceu em volta do lago de Vã no Depois do reino de Urartu ter sido conquistado pelos Assírios e ter sido dominado pelos Citas no final do , o planalto armênio foi invadido por populações indo-europeias que se autodenominavam "Haique" (armênios).
Em , depois da derrota do rei selêucida pelos romanos na Batalha da Magnésia, dois dos seus generais, Artaxias I e Zariadres, fundaram dois reinos com o consentimento de Roma, a Grande Armênia (Armênia) e a Pequena Armênia (Sofena) respectivamente.Estrabão, Geografia, Livro XI, 15 Em , Artaxias tentou unir, sem sucesso, os dois reinos, tarefa que seria conseguida pelo seu sucessor Tigranes II ().
Modernas teorias admitem a origem dos armênios como oriundos dos Bálcãs, parte das tribos trácio-frígias, que atravessaram o Helesponto no e se instalaram na Ásia Menor. Entraram em contacto com os hititas, guerrearam com eles e foram vencidos pelos cimérios, procedentes das margens do mar Negro. Uma parte dos frígios dirigiu-se para o Oriente e A outra se fixou na região chamada Urartu
Em 301, a Armênia se tornou o primeiro país oficialmente cristão do mundo, tomando-o como religião oficial de Estado, quando um número de comunidades cristãs começaram a se estabelecer na região a partir do ano 40. Havia várias comunidades pagãs antes do cristianismo, mas elas foram convertidas por influências de missionários cristãos. (), juntamente com Gregório, o Iluminador (Գրիգոր Լուսաւորիչ) foram os primeiros reguladores oficiais do cristianismo ao povo, conduzindo a conversão oficial do país dez anos antes de Roma emitir sua tolerância aos cristãos por Galério e 36 anos antes de Constantino I ser batizado.
Antes do declínio do reino armênio em 428, muitos armênios foram incorporados no período masdeísta ao Império Sassânida (uma dinastia persa), regido pelo deus Aúra-Masda. Após uma rebelião armênia em 451 (Batalha de Avarair), os armênios cristãos mantiveram sua autonomia religiosa e também autonomia e direito de ser regida por uma Armênia mazdeísta, enquanto o outro império era regido somente pelos persas. Os mazdeístas da Armênia duraram até à década de 630, quando a Pérsia Sassânida foi conquistado pelos árabes do Califado Ortodoxo.
Armênia Medieval thumb|esquerda|330px|O Reino Arménio da Cilícia, 1199-1375
Após o período masdeísta , a Armênia emergiu como Emirado da Armênia, com uma relativa autonomia junto ao Califado Omíada reunindo terras armênias previamente anteriormente sob domínio do Império Bizantino. A principal terra era regulada pelo príncipe da Armênia, reconhecido pelo califa e pelo imperador bizantino. O Emirado da Armênia (Arminiyya) incluía partes do que é hoje a Geórgia e Azerbaijão e tinha como capital a cidade armênia de Dúbio (). O Emirado da Armênia terminou em 884, quando os armênios conseguiram a independência do já enfraquecido Califado Abássida.
O Reino da Armênia reemergiu sob a dinastia Bagratúnio (), que durou até 1045. Neste tempo, diversas áreas da Armênia bagrátida foram separadas como reinos e principados independentes, como o Reino de Vaspuracânia, regido pela família Arzerúnio, desde que reconhecendo a soberania e supremacia dos reis da Casa dos Bagrátidas.
Em 1045, o Império Bizantino conquistou a Armênia Bagrátida. Os demais Estados armênios também caíram sob o domínio bizantino, o qual teve uma vida curta, pois em 1071, os turcos seljúcidas derrotaram os bizantinos e conquistaram a Armênia na batalha de Manzicerta, estabelecendo o Império Seljúcida. Para escapar da morte ou da escravidão nas mãos daqueles que assassinaram o rei armênio , rei de Ani, um armênio de nome Ruben (depois ), foi com alguns conterrâneos para os Montes Tauro e fundaram Tarso, na Cilícia. O governador bizantino do palácio deu-lhes o abrigo, o que deu origem ao Reino Armênio da Cilícia. Este reino foi a salvação dos armênios, uma vez que a Grande Armênia fora devastada pelos invasores.
Nos anos 1100, os príncipes da família nobre armênia dos Zacáridas estabeleceram uma semi-independência dos principados armênios do norte e da Armênia oriental (que passou a chamar-se Armênia Zacárida). A família nobre dos orbeliânidas compartilhava com os Zacáridas o controle em várias partes do país, especialmente em Siunique e Vaiose Zor.
Domínio estrangeiro thumb|330px|A Armênia persa entre os anos de 387 e 591
Durante a década de 1230, o Ilcanato conquistou o principado dos Zacáridas, assim como o resto da Armênia. Os invasores mongóis vieram seguidos de outras tribos da Ásia Central, em um processo que durou da década de 1200 até 1400. Após incessantes invasões, cada uma trazendo muita destruição, a Armênia ficou enfraquecida. Durante o o Império Otomano e o Império Safávida dividiram a Armênia entre si. Mais tarde, em 1813 e 1828, o Império Russo incorporou a Armênia oriental (que consistia em Erevã e as terras de Carabaque, na Pérsia).
A Armênia sob domínio do Império Otomano A Armênia tornou-se parte integrante do Império Otomano com o reinado de . A anexação tinha sido iniciada no século anterior, quando ofereceu apoio otomano para iniciar o Patriarcado Armênio de Constantinopla. Esta situação perdurou por 300 anos até que a guerra russo-turca de 1828-1829, quando a parte oriental do território foi cedida ao Império Russo. A parte restante, também conhecida como Armênia Ocidental ou Armênia Otomana, prosseguiu sob o domínio otomano até ao final da Primeira Guerra Mundial.
Sob o jugo otomano, os armênios tiveram relativa autonomia em seus próprios enclaves e viviam em relativa autonomia com os demais grupos constituintes do império (incluindo os turcos). Entretanto, os cristãos viviam em um sistema social muçulmano estrito. Os armênios enfrentaram uma discriminação persistente que se intensificou no . Quando reivindicaram maiores direitos, o sultão , em resposta, organizou massacres e deportação de armênios entre os anos de 1894 e 1896, que resultaram num número de mortos estimado em 300 mil. Os massacres hamidianos, como ficaram conhecidos, deram a fama Abdulamide de "Sultão Vermelho" ou "Sultão Sangrento".
Quando o Império Otomano entrou em colapso, os Jovens Turcos assumiram o poder em 1908. Os armênios, que viviam em toda a parte do até então Império Otomano, depositaram as suas esperanças no Comitê para a União e o Progresso, criado pelos Jovens Turcos, como caminho para o fim das mortes e perseguições aos armênios e que eles deixariam de ser cidadãos de segunda classe. Porém, o pacote de reformas para os armênios de 1914 apresentaria a solução definitiva para os ensejos armênios e para toda a questão armênia da pior forma possível.
A Armênia sob domínio do Império Russo Em 1813 e em 1828, a Armênia actual (que consistia nos canatos de Erevã e de Carabaque) foi temporariamente incorporada no Império Russo. Após a guerra russo-persa de 1826-1828, os territórios históricos da Armênia ficaram sob controle persa, enfocando Erevã e o Lago Sevã, foram incorporadas na Rússia. Sob uma lei russa, a área que corresponde aproximadamente ao território armênio da atualidade foi chamado de "Província de Erevã." Os súditos armênios do Império Russo viveram em relativa segurança, em comparação com os otomanos, onde os enfrentamentos com tártaros e curdos seriam frequentes até ao início do .
Durante o e início do XX, os russos desenvolveram um ambicioso plano de expansão nos territórios da Armênia, a fim de chegar ao Mediterrâneo. Isto provocou um novo conflito entre russos e otomanos, que finalmente culminou na Guerra russo-turca de 1828-1829. No rescaldo da guerra o Império Otomano cedeu uma pequena parte da tradicional pátria armênia ao império russo. Esta área é conhecida como Armênia Oriental, enquanto a Armênia Ocidental permaneceu sob soberania otomana.
Primeira Guerra Mundial Com o advento da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano e o Império Russo ocuparam o Cáucaso durante a "Campanha Persa". O novo governo turco começou a olhar para os armênios com dúvidas e suspeitas devido sobretudo ao fato do Império Russo ter em seu exército um contingente de voluntários armênios. Em 24 de abril de 1915, cerca de 600 intelectuais armênios foram presos e exterminados a mando de autoridades otomanas e com a lei Tehcir de 29 de maio de 1915, uma grande parcela da população armênia que vivia na Anatólia começou a ser deportada e privada de seus bens, em um processo que levou à morte de cerca de 1,5 milhões de armênios.
Genocídio armênio esquerda|thumb|upright|O povo dos Estados Unidos contribuíram com um montante significativo de ajudas aos armênios durante o Genocídio armênio. Este cartaz de 1918 do Comité de Socorro no Próximo Oriente diz "eles não perecerão."