O Ramo de Petrópolis é uma linha da Casa de Orléans e Bragança formada pelos descendentes de Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, primogênito da Isabel do Brasil, ramo é conhecido por realizar concessões de condecorações associadas às antigas ordens imperiais brasileiras, incluindo diferentes graus honoríficos, mediante pagamento de valores estipulados. Entre os nomes contemporaneamente associados à prática de concessões honoríficas em contextos monárquicos lusófonos encontram-se Pedro Carlos de Orléans e Bragança e Duarte Pio de Bragança, este último Chefe da Casa Real Portuguesa, embora pertencente a dinastia distinta.

Em contraste, o chamado Ramo de Vassouras, descendente de Luís Maria Filipe de Orléans e Bragança, também concede insígnias relacionadas às antigas ordens imperiais, declarando que tais distinções são atribuídas com base em mérito e reconhecimento institucional, sem caráter comercial.

Essas práticas ocorrem no âmbito das divergências sucessórias internas da família imperial brasileira, após a extinção do Império do Brasil em 1889.

Questão dinástica Posteriormente, o varão de Pedro de Alcântara, Pedro Gastão, procurou reaver a chefia da Casa Imperial Brasileira. Durante o período do plebiscito brasileiro de 1993, no qual um referendo popular buscava aferir qual forma e sistema de governo a população brasileira preferiria, alguns membros do Ramo de Petrópolis reacenderam o tema dinástico.

Os membros do Ramo de Petrópolis mantêm o controle administrativo da Companhia Imobiliária de Petrópolis, empresa familiar que administra diversos imóveis herdados, para além de outros. Também, até recentemente, os varões primogênitos desse Ramo detinham a pena dourada com a qual D. Isabel do Brasil assinou a Lei Áurea, antes de ser vendida ao Museu Imperial de Petrópolis, em 2006, por Pedro Carlos de Orléans e Bragança. Entre os descendentes diretos de Pedro de Alcântara, Maria Francisca de Orléans e Bragança é mãe do atual pretendente ao trono real português, Duarte Pio de Bragança, também pretendente ao título de duque de Bragança.

No início de 2008 Pedro Carlos e Francisco de Orleans e Bragança, ambos filhos de Pedro Gastão, ter-se-iam declarado republicanos para um jornal espanhol. O primeiro teria alegado que caso ocorresse um eventual plebiscito para definir a forma de governo do Brasil, iria defender a república e não a monarquia. Francisco, por sua vez, afirmou que acreditava que a monarquia não daria certo no Brasil. Segundo o mesmo jornal, os demais membros do Ramo de Petrópolis também seriam republicanos.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, em comemoração aos duzentos anos da vinda da Família Real de Portugal ao Brasil, João Henrique, mais conhecido como "Dom Joãozinho", declarou-se republicano, não distinguindo a forma de governo, entre República e Monarquia, mas equivalendo República à democracia:Folha de S.Paulo(http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u372001.shtml) "Sou republicano, como as monarquias européias, que defendem ideais como imprensa livre, parlamento e democracia." O jornal Folha de S.Paulo chamou-o de "Príncipe Republicano".

Lista de membros notórios Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz Isabel de Orléans e Bragança Pedro Gastão de Orléans e Bragança Maria da Esperança da Espanha Maria Francisca de Orléans e Bragança João de Orléans e Bragança

Ver também Família imperial brasileira Príncipe do Grão-Pará Príncipe de Orléans e Bragança Questão dinástica brasileira