Chevrolet Corvette é um automóvel desportivo criado pela Chevrolet em 1953. É fabricado hoje em dia por uma fábrica exclusiva em Bowling Green (Kentucky) da General Motors. Foi o primeiro carro esporte inteiramente americano fabricado por uma empresa americana. É hoje também o carro que esta em produção por mais tempo, desde 1953. Também é conhecido por ser "cavalo barato" pois custa em torno de 70 a 100 mil dólares em sua melhor versão, o que é um valor muito inferior a concorrentes como Ferrari, Lamborghini entre outros, e tem uma performance semelhante e em alguns casos superior. O National Corvette Museum é um museu dedicado ao carro, também localizado em Bowling Green, Kentucky.

Atualmente a Chevrolet lançou mais uma geração do Chevrolet Corvette C7, sendo a versão ZR1 a mais potente de toda a divisão esportiva da marca, contando com um motor V8 SuperCharger de 6,2 litros que rende mais de 750 cavalos de potência e torque superior a 100 kgfm.

História No início da década de 1950, os carros desportivos europeus com seus designes arrojados faziam sucesso pelo mundo inteiro, enquanto que o mercado americano só possuía representantes como pesados Cadillacs e Buicks. Nesse período a General Motors atravessava um momento crítico, tendo sua rival, a Ford, superado suas vendas na América do Norte por dois anos consecutivos. Os diretores do grupo sabiam que tinham de pensar em algo para retomar o crescimento. Tom Keating, executivo geral da Chevrolet, tinha em mente um novo carro para a colocar de volta à primeira posição no mercado.

Em junho de 1951 era iniciado o projeto Opel. A princípio o carro se chamaria Korvette, palavra homófona de Corvette (corveta), em referência à pequena e veloz embarcação de escolta da Marinha inglesa. Mais tarde optaram pelo nome Corvette.

Em 1952, engenheiro-chefe de motores da GM, Ed Cole, e o especialista em chassis Maurice Olley trabalharam juntos no protótipo EX-122. Harley Earl, chefe de design, baseou seu modelo em carros de corrida europeus.

Em 17 de janeiro de 1953 foi apresentado em Nova York o primeiro modelo do Corvette que surpreendeu o público. Era um carro diferente dos padrões americanos: pequeno, baixo, com visual limpo e desportivo. Embora baseado em desportivos europeus, possuía traços do desenho americano: com lanternas na ponta de um pequeno rabo-de-peixe, era branco com o interior revestido de couro vermelho.

Primeira geração (C1; 1953–1962)

Existem sete gerações de Corvettes. As gerações podem ser referidas da versão C1 até C7, mas a primeira geração é mais comumente referida como solid-axle (eixo rígido), pelo fato de a Suspensão Traseira Independente (STI) não estar disponível até 1963. A primeira geração começou em 1953 e terminou em 1963.

A C1 era equipada inicialmente com motor de 235 polegadas cúbicas (3 859 cm³), seis cilindros em linha, e duas marchas no câmbio automático com tração traseira. Rendia 150 cv de potência bruta, chegando a 170 km/h.

O conjunto era montado sob uma carroceria de plástico reforçado com fibra-de-vidro prensado, que resultava em um carro leve. Não fosse o novo material, pela primeira vez empregado na produção automobilística e que tinha o nome comercial de Fiberglass, o Corvette seria inviável por questão de volume de produção. Os freios a tambor nas quatro rodas e a suspensão, independente na frente e de eixo rígido na traseira, vinham de outros modelos da marca.

Zora Arkus-Duntov, o engenheiro-chefe da unidade Corvette desde 1955, preocupado com os baixos números de vendas e com o desempenho do modelo, reivindicou mudanças no modelo. Concorrentes como a Ferrari 410 S e o 375 America possuíam motores V12 com mais de 300 cv. Naquela mesma época, a Ford lançou o Thunderbird, com um V8 de 4,5 litros. Então a GM passou a trabalhar com um V8 de 265 pol³ (4 339 cm³), que fornecia 195 cv e alcançava 200 km/h.

Além disso foram adicionadas mais cores e a caixa automática de três velocidades, opcional. Após baixas vendas, a GM lança em 1956 o Corvette com significativas mudanças de estilo.

Motores MotorAnoPotênciaTorque235 in³ (3.9 L) Blue Flame I61953–1954150 cv @ 4200 rpm223 ft-lb @ 2400 rpm1955155 cv @ 4200 rpm225 ft-lb @ 2800 rpm265 in³ (4.3 L) Small-block V81955195 cv @ 5000 rpm260 ft-lb @ 3000 rpm1956210 cv @ 5200 rpm270 ft-lb @ 3200 rpm1956240 cv 283 in³ (4.6 L) Small-block V81957220 cv @ 4800 rpm1958–1961230 cv @ 4800 rpm300 lb-ft @ 3000 rpm1957–1961245 cv @ 5000 rpm300 lb-ft @ 3800 rpm1957–1961270 cv @ 6000 rpm285 lb-ft @ 4200 rpm283 in³ (4.6 L) Small-block FI V81957–1959250 cv @ 5000 rpm305 lb-ft @ 3800 rpm1960–1961275 cv @ 5200 rpm305 lb-ft @ 4400 rpm1957283 cv @ 6200 rpm290 lb-ft @ 4400 rpm1958–1959290 cv @ 6200 rpm290 lb-ft @ 4400 rpm1960–1961315 cv @ 6200 rpm295 lb-ft @ 5100 rpm327 in³ (5.4 L) Small-block V81962250 cv @ 4400 rpm350 lb-ft @ 2800 rpm1962300 cv @ 5000 rpm360 lb-ft @ 3200 rpm1962340 cv @ 6000 rpm344 lb-ft @ 4000 rpm327 in³ (5.4 L) Small-block FI V81962360 cv @ 6000 rpm352 lb-ft @ 4000 rpm

Galeria

Segunda geração (C2; 1963–1967)

A segunda geração uniu dois conceitos diferentes. Primeiro, o Corvette SS, desenvolvido por Arkus-Duntov em 1957 para disputar competições e que foi abandonado após a GM parar de correr. Aperfeiçoado com recursos próprios pelo projetista Bill Mitchel, ele deu origem ao Corvette Stingray Racer Concept Car, de 1959. Segundo, o Q-Corvette, de Peter Brock e Chuck Pohlmann, de 1957. Com o engenheiro Ed Cole no comando, a Chevrolet uniu os modelos e desenvolveu o cupê XP-720.

A segunda geração, desenhada por Larry Shinoda e trabalhada no túnel de vento do Instituto de Tecnologia da Califórnia, começou em 1963 e terminou em 1967. Em 1963, foi introduzido no mercado o Corvette Stingray (coupé baseado no carro conceito Mako Shark I), com para-lamas elevados, para-choques bipartidos, e com o vidro traseiro dividido (inspirado no Bugatti Type 57SC Atlantic). Por questões de segurança, os vidros traseiros foram substituídos por um inteiriço em 64, e por causa da falta de ventilação no carro devido à pressa do projeto, foram instalados ventiladores atrás dos bancos no mesmo ano. O motor ‘‘327’’ de 1963 possuía 320 cv e chegava a 205 km (afinação caseira).

No ano seguinte o carro ganhou freios a disco nas quatro rodas, além de um novo motor V8 (6 478 cm³), que produzia 425 cv e um torque de 55 kgf. Um dos principais motivos dos projetistas era fazer o Stingray competir nas pistas com o mesmo nível do lendário Shelby Cobra, que possuía um V8 427 da Ford, de mesma potência.

Duntov e sua equipe lançaram, em 1967, o modelo L88, equipado com o V8 427, um big-block de 7.0 litros (6.999 cm3), que utilizava cabeçotes de alumínio e três carburadores de corpo duplo Holley. Comenta-se que na verdade chegava a 550 cv, mas a fábrica declarava apenas 430 cv, para confortar as seguradoras. Também houve modificações na aparência, com uma entrada de ar central que se unia ao vinco do capô. Dos 28 mil Corvettes vendidos nesse ano, apenas 20 eram desta versão. O modelo foi pilotado por Dick Guldstrand e Bob Bondurant em Le Mans, estabelecendo o recorde de velocidade na reta de Mulsanne com 274,4 km/h (embora não tenha terminado a corrida). Atualmente os L88 de 1967 estão avaliados em até US$ 650 mil.

Motores MotorAnoPotênciaTorque327 in³ (5.4 L) Small-Block V81963–1965250 cv @ 4400 rpm350 lb-ft @ 2800 rpm1963–1967300 cv @ 5000 rpm360 lb-ft @ 3200 rpm1963340 cv @ 6000 rpm344 lb-ft @ 4000 rpm1965–1967350 cv @ 5800 rpm360 lb-ft @ 3800 rpm1964–1965365 cv @ 6200 rpm350 lb-ft @ 4000 rpm327 in³ (5.4 L) Small-Block FI V81963360 cv @ 6000 rpm352 lb-ft @ 4000 rpm1964–1965375 cv @ 6200 rpm350 lb-ft @ 4800 rpm396 in³ (6.5 L) Big-Block V81965425 cv @ 6400 rpm415 lb-ft @ 4000 rpm427 in³ (7.0 L) Big-Block V81966–1967390 cv @ 5200 rpm460 lb-ft @ 3600 rpm1966425 cv @ 5600 rpm460 lb-ft @ 4000 rpm427 in³ (7.0 L) Big-Block Tri-Power V81967400 cv @ 5400 rpm460 lb-ft @ 3600 lb-ft1967435 cv @ 5800 rpm460 lb-ft @ 4000 rpm

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Terceira geração (C3; 1968–1982) thumb|250px|1971 Chevrolet Corvette LT1

A terceira geração (de 1968 a 1982) foi inicialmente inspirada no conceito Mako Shark II. O novo desenho trazia faróis escamoteáveis duas grades frontais para entrada de ar para o motor 427 V8 de 430 cv das versões L88 e também dos modelos de 300 cv. Outro detalhe era a possibilidade de remover o vidro traseiro e o teto na versão cupê (que durou até 1977). Em 1969 entrou o novo motor, o 350 V8 (5 733 cm³) small-block, que atingia a potência máxima de 300 cv. Em 1971 a Chevrolet insere o big-block, um V8 de 454 pol³ (7 440 cm³) que produzia 425 cv e equipava a versão ZR2 enquanto que o modelo básico vinha equipado com o V8 350 de 270 cv. Assim como o L88, foram produzidos apenas 20 ZR2.

A partir de 1972, com a crise do petróleo e novas políticas quanto emissões gasosas, deu-se início a uma queda de potência e cilindrada dos motores. O big-block esteve em linha até 1974 com potência máxima de 270 cv. O 350 V8 de 1975 possuía apenas 165 cv.

Novamente houve modificações de estilo e motorização em 1977. O Corvette mostrava linhas ainda mais angulosas, nova traseira inclinada e frente mais estreita. Adotava o motor L82 de 180 cv, baseado no tradicional V8 350. Outra opção era o L48, com o famoso carburador Rochester Quadrajet, que elevava a potência para 185 cv. O carro atingia 197 km/h e acelerava de 0 a 96 km/h em 7,8 segundos, boas marcas para aqueles tempos difíceis.

Quarta geração (C4; 1983–1996) miniaturadaimagem|242x242px|Chevrolet Corvette C4 A quarta geração foi produzido entre 1983 até 1996, voltando o uso de conversíveis e uso de motores com maiores potências, tomando como exemplo o motor de 375 cv LT5, encontrado no modelo ZR-1.

Quinta geração (C5; 1997–2004) O C5 era o Corvette mais completamente redesenhado desde o início do Corvette em 1953. A produção do Corvette C5 realmente começou em 1996, mas os problemas de qualidade/fabricação viram seu lançamento no público em massa adiado até 1997 e continuando até o ano modelo de 2004. O C5 era um projeto completamente novo que apresentava muitos novos conceitos e avanços de fabricação que seriam levados adiante para o C6 e C7. Tinha uma velocidade máxima de 283 km/h (176 mph) e foi julgado pela imprensa automotiva como um avanço com uma dinâmica muito melhorada em quase todas as áreas em relação ao projeto C4 anterior. As inovações incluíram um coeficiente de arrasto de 0,29, distribuição de peso próxima a 50/50, manuseio ativo (o primeiro controle de estabilidade de um Corvette) e assistência eletrônica na direção hidráulica. Também pesava menos que o C4.

Um novo motor de alumínio LS1 (bloco pequeno Gen III) apresentava bobinas de ignição individuais para cada cilindro, bloco e pistões de alumínio. Foi inicialmente avaliado em 345 cv (257 kW) e 350 lb⋅ft (470 N⋅m), mas foi aumentado para 350 bhp (260 kW) na edição de 2001. O novo motor, combinado com o novo corpo, foi capaz de atingir até 11,9 km/l (28 mpg) na estrada.

Em seu primeiro ano, o C5 estava disponível apenas como cupê, embora a nova plataforma tenha sido projetada desde o início para ser um conversível, que retornou em 1998, seguida pelo cupê de teto fixo (FRC) em 1999. Um conceito para o FRC era para ser um modelo despojado com um possível motor V6 (apelidado internamente de "Billy Bob").  Em 2000, os planos da FRC lançaram as bases para o retorno em 2001 do Z06, uma opção de RPO não vista desde o Corvette de Zora, pronto para a corrida de 1963. miniaturadaimagem|254x254px|Chevrolet Corvette C5