__NOTOC__ A lista de anfíbios de Portugal inclui todas as espécies de rãs, sapos, salamandras e tritões existentes em Portugal. A lista inclui 22 espécies e está organizada por ordem e família. A Península Ibérica é uma zona de elevado número de espécies endémicas, incluindo várias espécies de anfíbios. Isto deve-se a que, durante a última glaciação, várias espécies se refugiaram nas penínsulas do sul da Europa. São endémicas da Península Ibérica: a salamandra-lusitânica, o tritão-ibérico, o sapo-parteiro-ibérico, a rã-de-focinho-pontiagudo e a rã-ibérica.

Em relação à conservação ambiental, os anfíbios estão menos ameaçados que os répteis, em PortugalLivro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, Vol. I - Mamíferos, Aves, Répteis e Anfíbios; Lisboa; 1990; SNPRCN, sendo que duas espécies são consideradas vulneráveis, uma quase ameaçada e treze pouco preocupantes. No entanto, as populações de anfíbios em todo o mundo estão a sofrer um acentuado declínio devido principalmente à perda de habitat, doenças, e mudanças climáticas. Em Portugal, foi detectado no Gerês que várias espécies de tritões e rãs estavam infectadas com uma espécie desconhecida de vírus.

Nome Comum(Nome científico)Distribuição Informações Estado de conservação FotoOrdem Caudata - Família SalamandridaeGoldfuss, 1820Salamandra-de-fogo (Salamandra salamandra)100px Caracteriza-se pelas presença de pintas amarelas pelo corpo todo. Espécie bastante comum. Costuma encontrar-se em noites húmidas a atravessar estradas, durante a sua migração. Pouco preocupante100px|Salamandra-de-fogoSalamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica)100pxDistingue-se de todas as outras espécies de salamandra portuguesas pelo tamanho da sua cauda, que ultrapassa o tamanho do resto do corpo. Esta espécie endémica da Península Ibérica é o símbolo da área protegida do Parque das Serras do Porto. Quase ameaçada / Vulnerável em Portugal 100px|Salamandra-lusitânicaSalamandra-de-costelas-salientes(Pleurodeles waltl)100pxEspécie de grande tamanho, sendo a maior da Europa. Como defesa contra predadores, as costelas tem pontas afiadas que saem por perfurações na pele. Quase ameaçada100px|Salamandra-de-costelas-salientesTritão-ibérico(Lissotriton boscai)100pxTritão de pequeno tamanho. Pode ser confundido com o tritão-palmado, embora tenha o ventre laranja, e o tritão-palmado tenha a barriga amarela. Pouco preocupante100px|Tritão-ibéricoTritão-ibérico-meridional(Lissotriton maltzani)Recentemente distinguido, com base em análises genéticas do Tritão-ibérico. Morfologicamente indistinguível. Pouco preocupante100px|Tritão-ibérico-meridionalTritão-palmado (Lissotriton helveticus)100pxDeriva o seu nome das membranas interdigitais que possui nas patas posteriores. Em Portugal, existe apenas a subespécie T. h. alonsoi e distribui-se a Norte do rio Vouga. Pouco preocupante / Vulnerável em Portugal100px|Tritão-palmadoTritão-marmoreado (Triturus marmoratus)100pxEspécie de meio porte. Surge apenas a Norte do Rio Tejo. Tem um padrão corporal de vários tons de verde. Os machos podem apresentar uma pequena crista dorsal durante a época de reprodução. Pouco preocupante100px|Tritão-marmoreadoTritão-marmoreado-pigmeu(Triturus pygmaeus)100pxAnteriormente considerada subespécie do tritão-marmoreado, distingue-se deste pelo seu menor tamanho e um padrão de cores diferente. Quase ameaçada100px|Tritão-marmoreado-pigmeuTriturus rudolfi100pxProposta como espécie em 2024 como divisão do Tritão-pigmeu, abrangendo o território costeiro desde o Estuário do Rio Vouga até Lisboa.Espécie não avaliada 100px|Triturus rudolfiTritão-de-crista-italiano(Triturus carnifex)Exótica: Embora esta espécie seja endémica das Penínsulas itálica e balcânica, foi introduzida recentemente nos Açores. Pouco preocupante100px|Tritão-de-crista-italianoOrdem Anura - Família DiscoglossidaeGünther, 1858Sapo-parteiro-ibérico(Alytes cisternasii)semmoldura|100x100pxOs machos desta espécie transportam os ovos nas costas. Distingue-se do sapo-parteiro-comum pelo chamamento. Existe principalmente a Sul do Tejo e no interior do país perto perto da fronteira com Espanha. Este espécie é mais um endemismo da Península Ibérica. Pouco preocupante100px|Sapo-parteiro-ibéricoSapo-parteiro-comum(Alytes obstetricans)100pxTal como o sapo-parteiro-ibérico, são os machos que cuidam dos ovos, transportando-os nas costas. Esta espécie existe por toda a Europa ocidental, mas a sua distribuição é fragmentada em Portugal, onde existe apenas a norte do rio Tejo e na Serra de São Mamede. Pouco preocupante100px|Sapo-parteiro-comumRã-de-focinho-pontiagudo(Discoglossus galganoi)100pxEmbora da mesma família que os sapos-parteiros, a sua pele é bastante mais lisa. Pouco preocupante / Quase ameaçado em Portugal100px|Rã-de-focinho-pontiagudoOrdem Anura - Família PelobatidaeBonaparte, 1850Sapo-de-unha-negra(Pelobates cultripes)100pxOs adultos desta espécie possuem duas calosidades nas patas anteriores, que os ajudam a cavar um buraco na terra, onde se escondem durante o dia. Os girinos desta espécie são fáceis de identificar devido ao seu grande tamanho, comparado com outras espécies. Vulnerável100px|Sapo-de-unha-negraOrdem Anura - Família PelodytidaeBonaparte, 1850Sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico (Pelodytes atlanticus) 100x100px Trata-se de uma espécie descrita recentemente, em 2017, sendo encontrada próxima ao litoral. Endémica de Portugal. Pouco preocupanteSapinho-de-verrugas-verdes(Pelodytes punctatus)100pxAnimais muito pequenos, atingindo em adultos apenas 4,5 cm. Apresentam verrugas alongadas nas costas, muitas vezes em filas ao longo do corpo. Pouco preocupante100px|Sapinho-de-verrugas-verdesSapinho-de-verrugas-verdes-ibérico(Pelodytes ibericus)100pxEspécie recentemente descrita. Anteriormente julgava-se que fazia parte da espécie Pelodytes puntactus. Pouco preocupante100px|Sapinho-de-verrugas-verdes-ibéricoOrdem Anura - Família BufonidaeGray, 1825Sapo-comum (Bufo spinosus)100pxAnteriormente considerado parte da espécie Bufo bufo, as populações do Norte de África, Península Ibérica e partes de França são agora consideradas uma espécie independente. Os adultos passam a maior parte do ano em terra. Durante a migração para os locais de reprodução, muitos animais desta espécie são atropelados nas estradas. Em alguns locais, são feitos túneis debaixo de estradas nos corredores de migração, para limitar a quantidade de mortes. Não avaliada100px|Sapo-comumSapo-corredor(Epidalea calamita)100pxMais pequeno que o sapo-comum. As suas patas posteriores são grandes, o que lhas dá uma forma estranha de andar. Distingue-se do sapo-comum por uma risca amarela ao longo da coluna. Pouco preocupante100px|Sapo-corredorOrdem Anura - Família HylidaeRafinesque, 1815Rã-arborícola-europeia(Hyla arborea)100pxMuitas vezes vistas penduradas em caniço ou outro tipo de vegetação. Como começam a coaxar quando se aproxima chuva, era usada antigamente como barómetro. Pouco preocupante100px|Rã-arborícola-europeiaRela-meridional(Hyla meridionalis)100pxLigeiramente menor que a rã-arborícola-europeia. A risca lateral preta estende-se apenas até às patas anteriores. Pouco preocupante100px|Rela-meridionalOrdem Anura - Família RanidaeRafinesque, 1814Rã-ibérica(Rana iberica)100pxEndémica do Noroeste da Península Ibérica. Em Portugal, encontra-se maioritariamente a Norte do rio Tejo, embora haja uma população isolada na Serra de São Mamede. Vulnerável100px|Rã-ibéricaRã-verde(Pelophylax perezi)100pxEspécie muito comum em todo o território português. Foi introduzida tanto na Madeira como nos Açores. Pouco preocupante100px|Rã-verdeOrdem Anura - Família PipidaeRafinesque, 1815Rã-de-unhas-africana(Xenopus laevis)Exótica: Natural de África, a rã-de-unhas-africana foi já detectada em vários países fora da sua área de origem, incluindo Portugal. É um organismo modelo no campo da embriologia, biologia molecular e fisiologia e é também bastante utilizado por terrariofilistas. Espécie invasora100px

Ver também Lista de aves de Portugal Lista de répteis de Portugal Lista de mamíferos de Portugal Flora de Portugal Anfíbios dos Açores Anfíbios da Madeira

Referências

Referências gerais Matz, G. & Weber, D. - Guide des anphibiens et reptiles d'Europe - Delachaux & Niestlé S.A., Lausanne (Swizerland) (Suisse) - Paris, 1983, 1998, 1999 ISBN 2-603-01118-9 Ferrand de Almeida, N., Ferrand de Almeida, P., Gonçalves, H., Sequeira, F., Teixeira, J. and Ferrand de Almeida, F. 2001. Guia FAPAS Anfibios e Répteis de Portugal. FAPAS-Câmara Municipal de Porto. Porto. Godinho, R., J. Teixeira, R. Rebelo, P. Segurado, A. Loureiro, F. Alvares, N. Gomes, P. Cardoso, C. Camilo-Alves, and J. C. Brito. 1999. Atlas of the continental Portuguese herpetofauna: an assemblage of published and new data. Rev. Esp. Herp 13:61-82.

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