Movimento pacifista é um movimento social que busca lutar por ideais tais como o termino de uma guerra em particular (ou de todas as guerras), minimizando a violência entre homens em um local em particular ou em algumas situações, frequentemente relacionada a meta da paz mundial. Significa também combater por estes objetivos usando a defesa ao pacifismo, resistência não-violenta, diplomacia, boicotes, consumo responsável e apoiando candidatos políticos e fazendo demonstrações pela causa anti-guerra. A cooperação política é um exemplo de uma organização que procura fundir todas as organizações do movimento da paz e das organizações verdes em alguns objetivos, e todos quem têm o objetivo da paz comum e da sustentabilidade humana.

Algumas pessoas referem-se a perda da afiliação global de ativistas a interesses políticos como ter um propósito comum e constituir um único movimento, "o movimento pacifista", englobando "os movimentos anti-guerra". Deste ponto de vista, os dois são frequentemente indistinguíveis e constituem uma indefinida e reativa colaboração entre grupos com motivações das mais diversas, tais como: humanismo, nacionalismo, ambientalismo, anti-racismo, anti-sexismo, descentralizadores, ideologísta, teologísta etc.

thumb|500px|Capa de Die Friedens-Warte, jornal alemão do movimento pacifista, 1913

Diversidade de ideais O problema da paz é uma questão central no pensamento de gurus como Jiddu Krishnamurti e o Dalai Lama. É também preocupação maior do reputado filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, preocupação essa pela primeira vez expressa no seu livro Terre-Patrie (Terra-Pátria, de 1993), “a nossa casa e o nosso jardim”, pondo em destaque uma questão com implicações globais.Artigo em inglês de Edgar Morin intitulado The two humanisms (Os dois humanismos), pulicado no jornal Le Monde Diplomatique, outubro 2015HAVING TO BE – artigo de Ricardo Costa resumindo e clarificando o pensamento de Edgar Morin, dezembro 2019 (Ver ‘Notícias’ no final do texto)Entrevista em francês do jornal Le Monde Une polarisation politique de plus en plus préoccupante (Uma polarização cada vez mais preocupante), de Marc-Olivier Bherer, novembro 2012Os americanos que se preparam para um 'apocalipse' causado pela polarização política – artigo da BBC, 5 de dezembro 2019

Há muita confusão quanto ao modo de concebermos a paz. Resulta isso da pluralidade das ideais em causa, em particular no que toca os movimentos "anti-guerra" que, na maior parte dos casos, têm metas mal-definidas. Não fica claro muitas vezes se um movimento ou um protesto é contra a guerra em geral, como no caso do pacifismo, ou contra o envolvimento de uma das partes sem avaliarmos devidamente o envolvimento da outra. Julgam alguns observadores que a falta de clareza representa uma estratégia intencional na defesa de uma das partes, como foi por exemplo a propaganda americana quanto à Guerra do Vietname. Protestos globais contra a invasão do Iraque pelos EUA, em meados de 2003, são um caso menos equívoco visto se tratar de uma guerra de curto prazo. Quanto ao Islamismo e Antiamericanismo, a questão é mais complexa. Certos pacifistas envolvidos em vários movimentos de curto prazo esperam pré-estabelecer uma relação de confiança de parte a parte, num movimento de longo-prazo ou num futuro entendimento entre as partes.

Visando o mesmo, há quem se preocupe mais em garantir um plano de saúde e os direitos humanos básicos incluindo o direito de todos os povos terem acesso a água, comida, abrigo e assistência sanitária universal.Metade da população mundial sem acesso a cuidados essenciais de saúde, notícia da Reuters, 13 de dezembro 2017 Uma grande parte dos ativistas procura a justiça social como forma de proteção sob a tutela da lei, em igual oportunidade para grupos que tenham sido anteriormente privados de seus direitos políticos. O movimento pacifista entende que os seres humanos não devem entrar em guerra nem se deixarem envolver em conflitos. Entende, mais ainda, que a força militar não está acima da justiça.

O pacifismo opõe-se à proliferação de tecnologias perniciosas, a armas de destruição em massa, em particular a armas nucleares e armas biológicas. O Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI) investiga os riscos do uso inadequado da inteligência artificial, da engenharia molecular, da genética, o seu potencial destrutivo perante erros de aplicação. Contra tais riscos se manifestam também os Partidos Verdes, a Greenpeace e o Movimento ecológico. No final do século XX, o movimento pacifista alastra por todo o lado, sobretudo em países democráticos.

Edgar Morin alerta-nos para a complexidade do mundo em que vivemos e para os erros cometidos, em particular os das grandes potências. Distingue complexidade e complicação, que define como algo que pode agravar ainda mais a vida humana, sendo uma das piores complicações a burocracia.

Eventos atuais Alguns acreditam que com a crise do Iraque, os movimentos pacifistas podem ser vistos como parte de um esforço global para engrandecer a "opinião pública" para coibir o unilateralismo Americano. Movimentos Pacifistas também estão sendo beneficiados com o aumento da comunicação pela Internet e coordenação, das assim-chamadas tecnologias smart mob.

Também se pode sugerir que os esforços como a Indymedia e a Wikipédia fazem um papel de coordenação da opinião publica, compilando listas de alegados efeitos da invasão do Iraque, provendo pontos de vistas neutros do conflito Israelo-Palestino, das atividades Islamitas, várias questões éticas e políticas, e apresentando uma rápida visão da histórica dos fatos.

História detalhada por região Estas histórias começaram com os países que sofreram durante a Segunda Guerra Mundial, e que efetivamente começaram o período pós-guerra em uma posição de rendição, e escreveram sobre a paz em suas constituições. E tiveram de negociar com o mundo falado em Inglês e os argumentos mais familiares aos leitores Ingleses, que tem uma interseção direta com Portal:eventos atuais, e são o presente foco do movimento pacifista pelo mundo inteiro.

Alemanha O partidos verdes e outras associações políticas foram formadas em muito países democráticos perto do fim do século XX. O movimento pacifista tem uma forte influência em alguns países através do "partido verde", como a Alemanha. Às vezes influído decisivamente sobre a política, como durante o ano de 2002 quando os verdes alemães influenciaram o Chanceler alemão Gerhard Schröder, através do ministro do exterior alemão Joschka Fischer (o político mais popular na Alemanha no momento atual), a limitar seu envolvimento na Guerra contra o terrorismo e eventualmente se unir com o Presidente Francês Jacques Chirac na oposição no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a limitação ao suporte à invasão em 2003 do Iraque.

Israel Os interesses do movimento pacifista em Israel são defendidos pelo Paz Agora (Shalom Achsahv em Hebreu), e o apoio ao Partido Trabalhista Israelita, Meretz. O movimento Paz Agora foi fundado em consequência da visita histórica do presidente Egípcio Anwar Sadat a Jerusalém, quando muitos sentiram que a chance para paz poderia ter sido perdida. O Movimento pacifista começou com uma passeata do "Paz Agora" em Tel-Aviv na véspera da abertura da reunião em Camp David com os Presidentes Sadat e Carter – formando uma multidão de 100,000, a maior passeata em Israel até então – teve uma parte na decisão de renuncia ao Sinai e o desmanche dos acampamentos Israelitas situadas naquela região. Paz Agora apoiou Begin por um período, e o aclamou como um pacificador, mas se voltou contra ele quando a renuncia pelo Sinai foi acompanhada pela acelerada campanha de confisco de terras e a construção de acampamentos no setor oeste de Israel.

Isto se seguiu em Junho de 1982 a invasão do Líbano, sob o nome "Operação Paz para a Galileia". Nas primeiras semanas da invasão o "Paz Agora" se manteve em silêncio usando a política de "sem protestos políticos durante tempo de guerra". Entretanto, um grupo de pacifistas mais radicais unidos com o Comité contra a guerra do Líbano e o aumento dos protestos, iniciados por muitos dos ativistas da população comum do "Paz Agora". Fizeram que os membros do Paz Agora pedissem a liderança do movimento para se alinhar mais claramente em sua relação ao problema do Líbano, mostrando testemunhas sobre as mentiras propagandistas do governo que conduziram a guerra. Como resultado, O Paz Agora mudou seu posicionamento e lançou uma campanha intensa contra a guerra. O "Paz Agora" permaneceu, entretanto, opondo os soldados recusarem a receber ordens militares, especificamente à ordem ir para o Líbano. O grupo anti-guerra Yesh Gvul (em hebraico, "Há uma fronteira" ou "Há um limite") organizou uma campanha com mais de 2000 reservistas que pediram para não servir no Líbano. Enquanto o Yesh Gvul não advogou diretamente que os reservistas deveriam recusar a receber ordem de convocação, mas o grupo aconselhou aqueles que o fizessem. Cerca de 200 soldados atualmente servem em termos de prisão. Também durante a primeira "Intifada" (Revolta Palestina) de 1987-1993 e a segunda "Intifada" (que começou em Outubro 2000 e poderá ou não terminar – as opiniões são divididas) a questão de recusar a receber ordens militares permanece uma das principais questões que separam o Paz Agora dos demais movimentos radicais e grupos de esquerda.

O massacre de Sabra e Shatila em setembro de 1982 iniciou uma improcedente semana de demonstrações de protesto por todo Israel, dúzias de protestantes foram dispersados com gás lacrimogéneo e levados para a detenção em Tel-Aviv e Jerusalém. Isto culminou com a passeata dos "400.000" do Paz Agora em Tel-Aviv, a maior reunião de pessoas da história de Israel até então, que levou a se estabelecer a Comissão de inquérito judicial de Kahan após meio de deliberações levaram ao impugnação do ministro da Defesa Ariel Sharon por responsabilidade indireta pelo massacre.

Como descreve o relatório da comissão, a matança de pelo menos 400 civis Palestinos (alguns estimam que eram mais de 2000) foi perpetuada por falanges Cristão-Libanesas. Esta milícia foi armada e treinada pelo exercito Israelita, e seus agentes armados foram introduzidos por Sharon nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shartila em Beirute que foram cercados de todos os lados por forças Israelitas, e cujos habitantes foram desarmados por Israel um pouco antes. Sharon tomou esta decisão sabendo que os falangistas odiavam profundamente os Palestinos e tinham informações que eles massacrariam os Palestinos se tivessem a oportunidade.

Em Fevereiro de 1983 a Comissão Kahan publicou um relatório, pedindo saída de Sharon do ministério da defesa, mas Sharon se recusou cumprir, declarando que o relatório não era mais que uma "recomendação inconsistente". Uma marcha do Paz Agora em Jerusalém, pedindo a renúncia de Sharon, foi brutalmente atacada por grupos extremistas de direita, culminando com lançamento de uma granada, matando o ativista do Paz Agora Emil Grunzweig – um oficial reservista do exercito israelita que tinha voltado do Líbano recentemente – e ferindo severamente outros cinco. Somente assim Sharon renunciou e sua carreira política passou por um longo eclipse (dos quais ele emergiu doze anos mais tarde para ser eleito Primeiro Ministro em Janeiro de 2001).

No mesmo período o governo também anunciou o final oficial da operação Paz para a Galileia ou a guerra (o nome nunca foi realmente aceito entre o público em geral). De fato, entretanto, a ocupação Israelita no Líbano durou por mais outros oito anos, custando milhares de vidas de Israelitas, Libaneses e Palestinos, até que os soldados foram finalmente evacuados em Maio de 2000 – especialmente pela campanha do movimento das quatro mães (lançado em 1997 por quatro mães de soldados servindo no Líbano).