IndicadoresDados obtidos no .:BahiaInvest.com.br com fontes do IBGE (2000) e SEI (2001). Domicílios particulares Total Urbanos - com fogão () - com rádio () - com TV () - com geladeira () - com freezer () - com máquina de lavar roupa () Rurais - com fogão () - com rádio () - com TV () - com geladeira () - com freezer () - com máquina de lavar roupa () Indicadores econômicos PIB (6.º) 2005 PIB per capita (19.º) 2005 Composição do PIB primário secundário terciário Participação no PIB nacional (6º) 2005 Exportações 2001
A economia da Bahia é composta por agropecuária, indústria, mineração, turismo e nos serviços. A Bahia responde por 36% do produto interno bruto (PIB) da Região Nordeste do Brasil e mais da metade das exportações dessa região. Dentre os estados brasileiros, conta com sexto maior PIB.
Agropecuária miniaturadaimagem|direita|200px|Cultivo de cacau em Ilhéus. A Bahia é o primeiro produtor nacional de sisal, mamona, alguns tipos de frutas (amêndoa de cacau, cajarana, coco, fruta do conde ou pinha, graviola, umbu, jaca, licuri, manga e maracujá),Dez tipos de frutas da Bahia estão entre as mais produzidas no país feijão e mandioca, sendo os dois últimos mais voltados para a subsistência do que para a comercialização. A região de Ilhéus é uma das mais propícias áreas para o cultivo do cacau em todo o país. Tem uma produção razoavelmente significativa de milhoProdução de Milho no NordesteProdução de grãos cresce 14% e Piauí se consolida como 3º maior produtor do Nordeste (2,2 dos 82 milhões de toneladas produzidos no Brasil em 2018) e cana-de-açúcar (4,7 dos 672,8 milhões de toneladas produzidos no Brasil em 2018).Produção de cana de açúcar no Nordeste
Fator prioritário da economia baiana, a pecuária bovina ocupa hoje o sexto lugar no País, enquanto a caprina e ovina registram atualmente os maiores números do setor em todo o Brasil. Em 2017, a Bahia concentrou 30,9% do efetivo de caprinos e 20,9% do rebanho de ovinos nacional. Casa Nova ficou com a primeira posição no ranking municipal com os maiores efetivos das duas espécies.PPM 2017: Rebanho bovino predomina no Centro-Oeste e Mato Grosso lidera entre os estados
Além de ser um dos principais produtores de cacau, disputando com o Estado do Pará,Pará retoma liderança na produção brasileira de cacau, com a união de agricultores é também o principal exportador de cacau no Brasil. Recentemente, o cultivo da soja e a rizicultura aumentaram substancialmente no oeste do Estado. A Bahia colheu 5,3 dos 120 milhões de toneladas de soja produzidos no Brasil em 2019.Brasil deve colher maior produção de soja da história, diz Conab
A Bahia é o 2º maior produtor de algodão do Brasil, só perdendo para o Mato Grosso. Em 2019, colheu 1,5 milhão de toneladas do produto.Segundo maior produtor de algodão do país, Bahia tem previsão de 15% de crescimento da safraMT segue como líder isolado na produção de algodão e safra sobe para 65% em 2017/18
Em 2009, foi o segundo maior estado produtor (6,4 milhões de toneladas) e exportador (US$ 156,3 milhões) de frutas frescas. Destaque para três áreas promissoras: a produção de grãos no Oeste, a fruticultura no Vale do São Francisco e a indústria madeireira no Sul.
Mineração O estado da Bahia, com base em características de sua geologia, mantém posição de destaque em nível nacional, ocupando o 4º lugar na produção de bens minerais. A Bahia tem reservas consideráveis de minérios e de petróleo. A mineração baseia-se essencialmente no ouro, cobre, magnesita, cromita, sal-gema, barita, manganês, chumbo, cromo e óxido de magnésio.
Em 2013, a mineração foi afirmada como um setor promissor, com destaque para as atividades relacionadas ao minério de ferro em Caetité, à bauxita na região de Jaguaquara, sem falar da exploração de vanádio e tálio.
Indústria A indústria na Bahia tem forte participação econômica no Estado, voltada para os setores da química, petroquímica, agroindústria, informática, automobilística e suas peças.
As áreas de tecnologia da informação e comunicação, petróleo e gás; indústria naval e indústria de transformação plástica são três de sete promessas da economia baiana listadas em 2013, o que remete ao Polo de Informática de Ilhéus às bacias do petróleo (pré-sal), ao longo do litoral do Estado; os estaleiros Enseada do Paraguaçu, da Bahia e São Roque do Paraguaçu, e outras atividades desenvolvidas, principalmente, no Polo Industrial de Camaçari e entorno dos projetos de infraestrutura do Porto Sul e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste.
Turismo
A Bahia é um estado singular quando falamos de diversidade de paisagens e de riqueza cultural. Com este conjunto de atrativos o Estado torna-se potencialmente detentor de um rico portfólio de possíveis produtos turísticos. Além da ilha de Itaparica e Morro de São Paulo, há um grande número de praias entre Ilhéus e Porto Seguro, na costa sudeste, no norte litoral da área de Salvador, esticando para a orla com Sergipe, transformou-se um destino turístico importante, o qual ficou conhecido como Linha Verde. A Costa do Sauípe contém um dos maiores hotéis-resorts em desenvolvimentos no Brasil.
Com o intuito de dinamizar a atividade turística no Estado, existe a Superintendência de Investimentos em Polos Turísticos (SUINVEST), a Superintendência de Desenvolvimento do Turismo (SUDETUR), vinculada à Secretaria da Cultura e Turismo Estado da Bahia (SCT-BA), além da Empresa de Turismo da Bahia S/A (BAHIATURSA).
Com o objetivo de definir ações necessárias ao desenvolvimento do turismo nacional e internacional e ordenar o espaço territorial, o Programa de Desenvolvimento Turístico da Bahia (PRODETUR/BA), administrado pela agência executiva responsável (SUINVEST), dividiu a Bahia em Zonas Turísticas identificadas por meio dos potenciais naturais, culturais e históricos.
Zonas turísticas: Zona turística da baía de Todos os Santos Zona turística da Costa dos Coqueiros Zona turística da Costa do Dendê Zona turística da Costa do Cacau Zona turística da Costa das Baleias Zona turística da Costa do Descobrimento Zona turística da Caminhos do Oeste Zona turística da Chapada Diamantina Zona turística da Lagos do São Francisco
Mídia Televisão As emissoras de TV existentes no Estado são: Transmitem a Rede Globo: TV Bahia TV Santa Cruz TV São Francisco (cobre também a região de Petrolina, em Pernambuco) TV Oeste TV Subaé TV Sudoeste Transmitem o SBT: TV Aratu TV Aratu Camaçari Transmitem a Rede Record: TV Itapoan TV Cabrália Transmitem a Rede Bandeirantes: Band Bahia Transmitem a TV Cultura: TVE Bahia Transmitem a CNT: CNT Nordeste Transmitem a RIT Notícias: TV Sul Bahia (cobre também a Grande São Paulo, em São Paulo) TV Salvador (emissora local de Salvador) TV Educadora Vitória da Conquista TV Camaçari TV Recon
Jornais Os principais jornais do estado são Correio da Bahia, A Tarde e Tribuna da Bahia.
Rádio Existem inúmeras rádios em todo o Estado.
Regiões econômicas Região Metropolitana de Salvador
thumb|250px|Salvador, capital do estado A Região Metropolitana de Salvador (RMS) é a mais desenvolvida do estado da Bahia sendo adensada pela presença de suporte comercial e de serviços, sobretudo em Salvador, com infraestrutura diferenciada em relação às demais regiões da Bahia. A RMS possui um percentual extremamente elevado dos investimentos da indústria baiana, em função da representatividade do setor petroquímico e do novo vetor de expansão metal-mecânico.
Essa região concentra possibilidades de verticalização petroquímica e conta com projetos de implantação na área de alimentos (ração), têxtil (fiação de sisal) e construção civil (pré-moldados e painéis, alocados no segmento de extração mineral e beneficiamento). A implantação do projeto automotivo Amazon da Ford em Camaçari poderá ampliar o mercado da petroquímica estadual e estimular o segmento de transformação da petroquímica local desde que a montadora privilegie a formação da cadeia produtiva na Bahia. Além disso, deverá produzir grandes impactos sociais e econômicos na RMS.
Região Extremo Sul thumb|250px|Teixeira de Freitas, principal cidade do extremo sul baiano. O Extremo Sul é a segunda região de maior atração de investimentos da Bahia e nela está concentrada a produção de celulose do Estado. Beneficiando-se da montagem de nova infraestrutura para viabilizar a produção de celulose e o desenvolvimento do turismo, conta com investimentos de implantação de derivados da fruticultura (concentrados, néctares e geleias), vinculados ao setor mineral (mármores e granitos em Teixeira de Freitas) e ao segmento metal-mecânico (retífica e manutenção de máquinas em Mucuri), papel e celulose em Eunápolis. Entre os investimentos de ampliação, encontram-se projetos de grande porte alocados ao segmento madeireiro. No setor agropecuário, o Extremo-Sul possui aptidões diversas. Tem na pecuária bovina a utilização dominante, seguida do cultivo do mamão, cacau, café, coco-da-baía, abacaxi, melancia, mandioca e eucalipto. A silvicultura desempenha importante papel econômico na Região. Várias empresas atuam nesse segmento, orientadas para a produção de celulose e carvão de uso siderúrgico. Excluindo a produção de papel e celulose, essa região apresenta um baixo nível de industrialização. A fragilidade estrutural do sistema industrial é evidente, com uma concentração no segmento madeireiro (40,3% em 1992). A indústria mobiliária é de pequena expressão, com 49 estabelecimentos em 1992, mas representando apenas 6,4% no cômputo global. Estatísticas indicam que o estado da Bahia fabrica apenas 17% de sua demanda de móveis. São gêneros industriais emergentes os de alimentação, vestuário, calçados e artefatos de tecidos. Uma alternativa de agroindustrialização que vem sendo apontada para os tabuleiros costeiros do Extremo-Sul da Bahia é a da implantação de empreendimentos de grande, médio e pequeno portes voltados à produção de óleo de dendê. Considerado como fator relevante para a diversificação e fortalecimento da economia regional, o turismo apresenta grande perspectiva de expansão, principalmente nos municípios situados ao longo do litoral. No Extremo Sul, localiza-se o segundo mais importante polo turístico do Estado, a Costa do Descobrimento, dotada de infraestrutura hoteleira e de aeroporto, envolvendo além de Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Trancoso, Caraiva e os municípios de Santa Cruz Cabrália e Belmonte.
Região Oeste thumb|250px|Barreiras, principal cidade do Oeste da Bahia. A região Oeste tem Barreiras como seu principal município. É a principal região produtora de grãos da Bahia, além de diversificar suas atividades rumo à produção de frutas e café. Todos os investimentos previstos para essa região estão alocados no segmento alimentar, 90% deles vinculados à cadeia de produção grãos-carnes, enquanto o restante refere-se à produção de pescado devido ao rico manancial hidrográfico local.
Apesar de servida pelo curso navegável do Rio São Francisco e seus afluentes, a Região Oeste ficou isolada do resto do Estado e do País até o século XVIII, quando surgiram os primeiros povoados em decorrência da penetração da pecuária extensiva. Assim, a região permaneceu com uma base econômica frágil, apoiada na pecuária extensiva, na cana-de-açúcar e produtos de subsistência e com baixo nível tecnológico, até a segunda metade da década de 1960. Nessa época, com a construção das estradas interestaduais Brasília - Barreiras -Ibotirama, BR-020/242, e Barreiras - Piauí, BR-135, e de outras vias estaduais e municipais rompeu-se o isolamento regional.