O Arroio DilúvioMorandi, Iara Conceição & Faria, Carla Marques. "A difícil recuperação de arroios em áreas urbanas - Arroio Dilúvio - Porto Alegre - RS". In: XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental, consulta em 2019-06-07 é um córrego de Porto Alegre que flui em áreas com grande densidade populacional. Foi ou ainda é conhecido por outros nomes: Riacho Ipiranga"Riacho Ipiranga". Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, consulta em 2019-06-07. (resultando no nome da avenida Ipiranga), Arroio da Azenha (moinho d'água, resultando nos nomes de avenida da Azenha e bairro Azenha), Riacho ou Riachinho e ainda Arroio do Sabão, sendo este o atual nome do curso d'água que lhe confere a nascente mais distante.Andrade, Leonardo Capeleto de. Impactos do ambiente urbano na poluição dos sedimentos do lago Guaíba. Tese (Doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2018
Geografia
Correndo no sentido leste-oeste, suas nascentes mais distantes estão no Parque Natural Municipal Saint’Hilaire, em Viamão.
Possui extensão de 17.605m das nascentes até a foz no Lago Guaíba. A extensão canalizada e retificada está estimada em 12 km, dos quais 10 km finais tendo calha central entre as pistas da Avenida Ipiranga, abrangendo o percurso entre a Avenida Antônio de Carvalho e a foz.
História
A primeira referência feita ao Arroio Dilúvio aparece numa carta datada de 1740, denominado de rio Jacareí, que significa rio dos Jacarés na língua guarani, como o divisor da sesmaria de Jerônimo de Ornelas. thumb|O arroio Dilúvio antes da canalização, na década de 1930.
Antigamente, o riacho desaguava na Ponta da Cadeia, ao lado da Usina do Gasômetro, e antes de chegar ali passava embaixo da Ponte de Pedra, que existe ainda hoje, perto do atual Largo dos Açorianos. Com o crescimento da cidade, o arroio foi recanalizado para o curso atual. A obra que mudou o traçado do manancial, incluindo a construção das pistas da Avenida Ipiranga, iniciou durante a administração do prefeito Loureiro da Silva.Nunes, Júlia Schiedeck & Cé, Ana Rosa Sulzbach.Avenida Ipiranga: Processo Evolutivo ao Longo do Século XX. PUCRS, 2009
O primeiro trecho canalizado foi implantado entre 1939 e 1943 desde a foz até as proximidades da Avenida João Pessoa. A obra demorou mais de 40 anos para ser concluída. Na sua execução, a prefeitura contou com o auxílio do governo federal, por meio do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS)."PMPA/DEP: O Arroio Dilúvio". Prefeitura de Porto Alegre
Poluição
Até a década de 1950, o Dilúvio apresentava águas muito limpas, e ganhou este nome porque costumava inundar os bairros vizinhos, como Menino Deus ou Cidade Baixa, em dias de chuva forte. Atualmente, estima-se que receba cerca de 50 mil metros cúbicos de sedimentos e resíduos por ano, além do esgoto cloacal de três bairros, necessitando de dragagens periódicas.
Atualmente, o Arroio Dilúvio é uma das principais entradas de poluição no Lago Guaíba, principal manancial de abastecimento público de Porto Alegre. Os sedimentos do Dilúvio são contaminados com metais potencialmente tóxicos (Zn, Cu, Cr, Pb), com aumento destas concentrações quanto mais próximos da sua foz (no Lago Guaíba).
Despoluição
Em junho de 2011, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) — ambas com instalações de ensino situadas na avenida Ipiranga, às margens do arroio — propuseram à prefeitura uma parceria para a revitalização do Dilúvio.UFRGS assina protocolo de cooperação para revitalizar o arroio DilúvioRevitalização do Dilúvio mobiliza prefeituras e universidades Para isso, as duas universidades pretendiam adotar o modelo utilizado para recuperar o arroio Cheonggyecheon, em Seul, capital da Coreia do Sul - que, similarmente, flui por uma grande área urbanizada de sua cidade, tendo sido bastante poluído no passado. Desde sua recuperação, finalizada em 2002, o Cheonggyecheon tem apresentado águas limpas, à beira das quais a população local encontra áreas de lazer arborizadas.Quartel General do Projeto Arroio DilúvioPublicado o Marco Conceitual do Programa de Revitalização da Bacia do Arroio DilúvioPrograma de Revitalização da Bacia do Arroio Dilúvio Em 2016, o projeto era reportado como estagnado; a prefeitura alega falta de recursos.UFRGS ‘joga a toalha’ em projeto do DilúvioProjeto de revitalização do Arroio Dilúvio está parado na prefeitura
Em 2016, foi criado o Projeto da Ecobarreira do Arroio Dilúvio. Instalado na foz, o projeto visa a coleta de resíduos que desembocariam no Lago Guaíba.
Fatos notórios Constatou-se que, em um período de dois anos (2009 a 2010), ao menos 20 carros caíram no arroio Dilúvio pela falta de cordões de calçada com altura suficiente, devido aos recapamentos de asfalto que fizeram ao longo dos anos os mesmos perderem altura sem ter correções feitas pela prefeitura MasterNET - Em dois anos, ao menos 20 veículos caíram no arroio Dilúvio, na Capital. Em novembro de 2009, o arroio ficou cheio e barrento por causa de uma chuva forte, e um grupo de surfistas, ignorando a poluição do Dilúvio, surfou em suas ondas"Já tomamos até vermífugo", diz surfista do Dilúvio". Em 2025, após as enchentes que atingiram a cidade em 2024, ocorreu a migração de uma família de capivaras para a foz do rio na avenida Ipiranga, próximo a Orla do Guaíba. Devido ao crescente número de animais, muito próximos a uma das principais avenidas da cidade, a prefeitura iniciou o processo de proteção destes animais com placas e monitoramento.thumb|705x705px|Arroio Dilúvio, entre os bairros Santana e Santa Cecília.|alt=|centro
Ver também
Geografia de Porto Alegre Ambientalismo no Rio Grande do Sul
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