Carlos Hugo Christensen (Santiago del Estero, 15 de dezembro de 1914 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1999) foi um cineasta argentino. Ele é uma das figuras mais importantes da Era de Ouro do cinema argentino.

Biografia Criado em Buenos Aires, Christensen iniciou sua carreira no fim da década de 1930, na Rádio Splendid, e de lá foi trabalhar nos Estudios Cinematográficos Lumiton.

Fez filmes no Peru, na Venezuela e no Chile. Chegou ao Brasil em 1945 para filmar El ángel desnudo. Nos anos seguintes, devido a desentendimentos políticos com o governo peronista, vem ao Brasil dirigir María Magdalena, na Bahia. Ao voltar à Argentina, se intensificaram seus desentendimentos com o Secretário de Imprensa e Difusão do governo Perón, Raúl Alejandro Apold. Em fevereiro de 1954, depois de avisado da ação da polícia política do governo, que iria invadir sua casa para prender toda a família, refugiou-se no Brasil, em São Paulo.

Em 1956, retorna à Argentina após a queda do governo, onde trabalha no movimento de recuperação do cinema argentino. Mas os anos de conflito deixaram marcas em toda classe trabalhadora e o cinema não estaria livre disso. Foi intensa a luta de alguns profissionais para que as questões políticas e ideológicas não contaminassem os órgãos representativos do trabalho, mas foi uma luta inglória. Sem êxito em seu propósito, se radica em definitivo no Brasil. Realiza uma trilogia dedicada ao Rio de Janeiro dos anos 50 e 60, "Meus amores do Rio" (1957), "Esse Rio que eu amo" (1961) e "Crônica da cidade amada" (1965).

Produz três filmes em Minas Gerais, entre os quais "Viagem aos seios de Duília", baseado no conto de mesmo nome de Aníbal Machado.

Em 1947, se casou com a atriz argentina Susana Freyre. É pai do economista Carlos Hugo Christensen e avô da atriz Paula Christensen, ambos argentinos.

Em 1979, transportou no Brasil o universo de Jorge Luiz Borges para o cinema com "A intrusa", rodado no pampa da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Em 1999, lançou o livro de poesias "Poemas para os amigos", pela editora Francisco Alves.

Seu último filme, "A casa de açúcar", baseado em conto da escritora argentina Silvina Ocampo, inacabado, permanece inédito. É a primeira co-produção oficial entre Brasil e Argentina e tem no elenco Andréa Muruci, Gracindo Júnior, Odilon Wagner, Oswaldo Louzada e Eduardo Moscóvis, com a estreia de Marcelo Antony no cinema. Da Argentina, os astros Ivo Cutzarida, Martha Bianchi, Roberto Carnaghi e a estreia da atriz Paula Christensen.

Filmografia

A Casa de Açúcar (1996) — direção, produção e roteiro ¿Somos? (1982) — direção e roteiro A Intrusa (1979) — direção, produção e roteiro A Morte Transparente (1978) — direção, produção e roteiro Enigma para Demônios (1975) — direção, produção e roteiro A Mulher do Desejo (1975) — direção, produção e roteiro Caingangue, a Pontaria do Diabo (1973) — direção e roteiro Uma Pantera em Minha Cama (1971) — direção, produção e roteiro Anjos e Demônios (1970) — direção, produção e roteiro Como Matar um Playboy (1968) — direção e roteiro O Menino e o Vento (1967) — direção, produção e roteiro Bossa Nova (curta-metragem) (1964) — direção e roteiro Crônica da Cidade Amada (1964) — direção, produção e roteiro Viagem aos Seios de Duília (1964) — direção, produção e roteiro O Rei Pelé (1962) — direção e roteiro Amor para Três (1960) — direção, produção e roteiro Esse Rio que Eu Amo (1960) — direção, co-produção e roteiro Meus Amores no Rio (1959) — direção, produção e roteiro Matemática Zero, Amor Dez (1958) — direção, produção e roteiro Leonora dos Sete Mares (1955) — direção e roteiro Mãos Sangrentas (1955) — direção e roteiro María Magdalena (1954) — direção e roteiro Un Ángel sin Pudor (1953) — direção e roteiro Armiño Negro (1953) — direção e roteiro No Abras Nunca esa Puerta (1952) — direção e roteiro Si Muero Antes de Despertar (1952) — direção e roteiro El demonio es un ángel (1950) — direção e roteiro La Trampa (1949) — direção e roteiro La Balandra Isabel Llegó esta Tarde (1949) — direção e roteiro ¿Por Qué Mintió la Cigüeña? (1949) — direção e roteiro La Muerte Camina en la Lluvia (1948) — direção e roteiro Los Pulpos (1948) — direção e roteiro Una Atrevida Aventurita (1948) — direção e roteiro Con el Diablo en el Cuerpo (1947) — direção e roteiro Los Verdes Paraísos (1947) — direção e roteiro El Ángel Desnudo (1946) — direção e roteiro Adán y la Serpiente (1946) — direção e roteiro Dama de la Muerte (1946) — direção e roteiro La Señora de Pérez se Divorcia (1945) — direção e roteiro El Canto del Cisne (1945) — direção e roteiro Las Seis Suegras de Barba Azul (1945) — direção e roteiro La Pequeña Señora de Pérez (1944) — direção e roteiro Dieciséis Años (1943) — direção e roteiro Safo, Historia de una Pasión (1943) — direção e roteiro Los Chicos Crecen (1942) — direção e roteiro Noche de Bodas (1942) — direção e roteiro Locos de Verano (1942) — direção e roteiro La Novia de Primavera (1942) — direção e roteiro Águila Blanca (1941) — direção e roteiro El Inglés de los Güesos (1940) — direção e roteiro El Buque Embotellado (1939) — direção, produção e roteiro

Christensen, Carlos Hugo Categoria:Cineastas do Brasil Christensen, Carlos Hugo