Avibras Indústria Aeroespacial, agora Avibras Aeroco é uma empresa brasileira que projeta, desenvolve e fabrica produtos e serviços de defesa. Com sede na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo,Sistema ASTROS 2020 – Implicações do Direito Internacional para o emprego do Grupo de Mísseis e Foguetes sua gama de produtos abrange tanto sistemas de artilharia e defesa antiaérea de aeronaves, foguetes e mísseis, como sistemas de armas ar-solo e superfície-superfície, incluindo sistemas de foguetes de artilharias, sistemas ar-solo de 70 mm e mísseis guiados multifunção de fibra óptica. Também fabrica veículos blindados.

A Avibras Aeroco também é fabricante de veículos de transporte civil por meio de uma divisão chamada Tectran, equipamentos de telecomunicações, equipamentos eletrônicos industriais (Powertronics), pintura automotiva e explosivos.

Histórico A Avibras foi uma das primeiras indústrias aeroespaciais surgidas na região de São José dos Campos em função da formação de recursos humanos especializados pelo ITA. A Avibras (de “aviões brasileiros”) foi criada em abril de 1961 por Olympio Sambatti, ao lado de José Carlos de Sousa Reis, Aloysio Figueiredo e João Verdi de Carvalho Leite, todos engenheiros recém-formados pelo ITA. Em seus anos iniciais, a empresa trabalhou no desenvolvimento de uma aeronave de treinamento para a Força Aérea Brasileira, o projeto Falcão, um monomotor de asa baixa e estrutura em material composto.NOSSA HISTÓRIA

Nas décadas seguintes trabalhou no desenvolvimento em conjunto com o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) no desenvolvimento de diversos foguetes de sondagem.

Com o conflito entre Irã e Iraque, houve o primeiro grande contrato internacional para a empresa na área de defesa, o desenvolvimento do sistema ASTROS II, sistema de artilharia de saturação.

Principais produtos

thumb|Avibras AV VBL 4x4. Em produção Astros II: Lançador múltiplo de foguetes e importante produto da Avibras, utilizado em seis países. O Astros II foi decisivo para deter a ofensiva iraniana durante a Guerra Irã-Iraque (1980–1988) e foi usado pela Arábia Saudita contra as forças iraquianas durante a Operação Tempestade no Deserto (1991); AV VBL 4x4: É um veículo blindado de transporte de pessoal, utilizado pelo Exército da Malásia. Guará 4x4: É outro veículo blindado de transporte de pessoal brasileiro; AV-SS 12/36: um lançador de foguetes múltiplo leve. Pode disparar foguetes com peso de até 6 kg e alcance de até 12 km; Astros Hawk: O ASTROS HAWK foi concebido para apoiar as forças ligeiras através da utilização de veículos-lançadores de alta mobilidade e uma variedade de munições. A munição é compatível com o Sistema ASTROS II. O sistema pode colocar um grande volume de fogo em um período muito curto de tempo, em faixas de até 12 km; SKYFIRE: Com base em sua larga experiência com o SBAT 70 (Sistema Brasileiro Ar-Terra), a AVIBRAS desenvolveu e passou a produzir e exportar para seus clientes o mais avançado sistema de foguetes de 70 mm, o SKYFIRE, um sistema ar-solo de alto desempenho sistema de foguetes para emprego em qualquer tipo de aeronave de combate ou helicóptero; EDT-FILA: Equipamento de controle de fogo de defesa antiaérea de última geração, para detecção de aeronaves e mísseis em baixa altitude, direcionando o fogo de canhões e mísseis antiaéreos; VANT Falcão: Um monomotor, material e estrutura composta de asa baixa para Veículo Aéreo Não Tripulado MACHO; TUPI 4x4: Veículo blindado com tração nas quatro rodas baseado no Renault Sherpa, oferecido com a concordância do Exército Brasileiro; Avibras Falcão UAV: Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), destinada a missões de reconhecimento, aquisição de alvos, apoio à direção de tiro, avaliação de danos e de vigilância terrestre e marítima.

Em desenvolvimento

MANSUP: Desenvolvido em conjunto com a Mectron para a Marinha do Brasil. É um míssil antinavio com alcance de cerca de 180 km. Desenvolvido a partir do projeto de repotenciação de mísseis MBDA MM40 Exocet Bloco III da Marinha do Brasil com tecnologia transferida pelo MBDA; AV-TM 300: Um GPS e/ou míssil guiado por laser, seu alcance é de até 300 km. Não há apoio do governo brasileiro para este projeto; FOG-MPM: Em fase de testes, a nova geração FOG-MPM (Míssil Multipropósito Guiado por Fibra Ótica), utiliza fibra ótica para permitir ao operador, sem linha de visão do inimigo, guiar o míssil até a aquisição e destruição do alvo.O uso de fibra óptica para orientação também torna o míssil imune ao ECM (Contador Eletrônico) inimigo. Com o alcance atual de até 20 quilômetros, e a possibilidade de ser estendido para mais de 100 quilômetros, o FOG-MPM também pode ser empregado como uma munição adicional para o Sistema ASTROS II. Hoje seu emprego é contra tanques, helicópteros e fortificações; Astros 2020: Nova versão melhorada do lançador múltiplo Astros II, capaz de lançar o míssil de cruzeiro AV-TM 300; A-Darter: Um míssil ar-ar de quinta geração infravermelho de curto alcance ("busca de calor").

Recuperação judicial Em 18 de março de 2022, a empresa pediu pela terceira vez em sua história recuperação judicial por conta da pandemia de Covid-19. Mais de 400 funcionários foram demitidos. As dividas calculadas eram de 570 milhões de reais em 2022, e 700 milhões de reais em 2024.

Retorno à atividade miniaturadaimagem|Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante intervenções sobre o início das atividades da empresa Avibras Aeroco, em julho de 2026 Em abril de 2024, a DefendTex, empresa australiana, propôs adquirir a empresa, que tinha uma dívida de mais de 600 milhões de reais (ou cerca de 80 milhões de euros), dos quais 14,5 milhões eram devidos aos trabalhadores. Em junho, o governo australiano decidiu não apoiar financeiramente a DefendTex na aquisição da Avibras. A Norinco também estava interessada na Avibras, com 49% de participação, se a DefendTex não conseguisse levantar 70 milhões de dólares do Crédito do Governo Australiano para sua aquisição e transferir capacidade avançada de fabricação de mísseis do Brasil para a Austrália.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) apresentou em 18 de julho de 2024, na Câmara dos Deputados, uma proposta do Governo Federal para desapropriar o setor em 2 bilhões de reais para que o próprio governo brasileiro desse continuidade ao desenvolvimento dos projetos em andamento e novos.

Em 2026, a Avibras e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região assinaram o acordo para a quitação da dívida com os funcionários da empresa; assim, após 4 anos de paralisação de sua produção, ela voltou operar assumindo um novo nome, Avibras Aeroco.

Em agosto, o Grupo J&F anunciou a aquisição da Nova AVB da controladora FIP Brasil Crédito, que comprou a Avibras no ano passado depois de tentativas frustradas de venda a investidores. A aquisição ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o valor da transação não foi divulgado.

Galeria

Ver também Indústria bélica do Brasil Imbel

Ligações externas

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