A primeira vez do Brasil nos Jogos Olímpicos ocorreu na Antuérpia 1920, na Bélgica. Participou de cada edição desde então, exceto dos Jogos de 1928, em Amsterdã, na Holanda, devido à crise econômica que o país atravessava, o que impediu que houvesse recursos suficientes para enviar uma delegação.Brasil fica de fora dos Jogos de Amsterdã, em 1928, Caras

Das 33 edições, sendo 29 oficiais realizadas, 1 especial realizada e 3 oficiais canceladas, o Brasil esteve representado em 24 oportunidades nos Jogos Olímpicos de Verão.

Das 29 edições dos Jogos Olímpicos de Inverno - 27 oficias realizadas e 2 canceladas -, o Brasil esteve presente em 10 oportunidades. Estreou em 1992, na Albertville 1992, na França, e esteve em todas as edições desde então, conquistando a primeira medalha na edição Milano-Cortina 2026, na modalidade Slalom gigante.

Já nas edições de verão, com 170 medalhas conquistadas em 65 modalidades de 17 esportes, é o país mais bem-sucedido da América do Sul nos Jogos. Suas melhores participações foram como país sede dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, com 19 medalhas, 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bonze. Na edição seguinte, Tóquio 2020, igualou o número de ouros, mas superou o total de medalhas com 21.

O judô é o esporte que mais medalhas rendeu ao Brasil, 28 no total, seguido pelo voleibol (quadra e praia), com 26 medalhas - com o judô tendo garantido pódios em todas as edições desde 1984 - e o vôlei sendo a modalidade com mais ouros, 9, seguido da vela, com 8.

No vôlei, o Brasil foi o primeiro país do mundo a ganhar o ouro em todas as quatro modalidades (quadra masculino em 1992, praia feminino em 1996, praia masculino em 2004 e quadra feminino em 2008),Dia do Vôlei: relembre conquistas e conheça curiosidades sendo igualado pelos Estados Unidos apenas em 2020.

O país também é o maior medalhista da história da competição de futebol, com 10, sete do masculino, incluindo títulos em 2016 e 2020, e três no feminino. O histórico da Seleção brasileira nas Olimpíadas até alcançar o ouro Neymar faz gol relâmpago, e Brasil lutará por ouro no futebol masculinoBrasil se torna o país com mais medalhas no futebol em Olimpíadas

A atleta com mais medalhas é a ginasta Rebeca Andrade com seis, duas de ouro.

Por fim, um atleta do Brasil conquistou a Medalha Pierre de Coubertin: Vanderlei Cordeiro de Lima, corredor de longa distância que foi atacado por um invasor durante a maratona masculina da edição de 2004, em Atenas, Grécia, quando liderava a prova, mas apesar do incidente ainda conquistou a medalha de bronze, e foi premiado devido ao bom espírito esportivo.

Jogos sediados O Brasil sediou os Jogos em uma ocasião. JogosCidade sedePeríodoDelegaçõesParticipantesEventos2016Rio de Janeiro, RJ5 a 21 de agosto20711.303306

Candidaturas sem sucesso JogosCidadeVencedor da candidaturaJogos Olímpicos de Verão de 1936Rio de Janeiro, RJBerlim, AlemanhaJogos Olímpicos de Verão de 2000Brasília, DFSydney, AustráliaJogos Olímpicos de Verão de 2004Rio de Janeiro, RJAtenas, GréciaJogos Olímpicos de Verão de 2012Rio de Janeiro, RJLondres, Reino Unido

História nos Jogos Olímpicos de Verão O primeiro brasileiro a competir nos Jogos Olímpicos foi Adolphe Christiano Klingelhoefer, na Paris 1900. Cidadão brasileiro nascido em Paris, filho de um francês com uma brasileira. Ele competiu pela França no atletismo nos 60 metros rasos, 200 metros rasos, 110 metros com barreiras, 100 metros demonstração, 110 metros com barreiras exibição e também no tênis nas duplas masculinas junto com o peruano Ricardo de Zevallos, além de competir também nos Jogos intercalados da Atenas 1906 nas modalidades de 100 metros rasos, 110 metros com barreiras, salto em distância e salto em distância em péhttps://www.olympedia.org/athletes/68321. Klingelhoeffer não é reconhecido pelo Comitê Olímpico Brasileiro porque em 1900 ainda não existiam comitês olímpicos nacionais.

A primeira participação brasileira oficial em Olimpíadas foi na Antuérpia 1920, na Bélgica. A delegação era composta por 22 atletas, todos homens, em 5 esportes. Conquistaram 3 medalhas no tiro esportivo, uma de ouro, uma de prata e uma de bronze. Os atletas foram enviados pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Em 1924, por falta de verba da União e desistência da CBD, por pouco o Brasil não fica de fora dos Jogos Olímpicos de Paris. Situação que foi contornada graças a iniciativa dos esportistas de São Paulo, chefiados pelo jornalista Américo Neto, do Jornal O Estado de São Paulo e com apoio da Federação Paulista de Atletismo. Com delegação reduzida de somente 11 atletas homens, o Brasil participou das provas de Tiro, Atletismo e Remo.

Em 1932, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles o Brasil enviou 82 atletas de navio para os Jogos que deveriam vender sacas de café durante o percurso para custear a viagem. Alguns constrangimentos aconteceram durante o caminho, o maior deles ao tentar cruzer o Canal do Panamá com o navio disfarçado de navio de guerra para tentar isentar-se do pedágio, o que logo foi descoberto e por pouco não criou um incidente internacional. Chegando em Los Angeles, cada atleta precisava pagar um dólar para poder desembarcar, fato que acabou acarretando na desistência de 23 esportistas. Os 59 que desembarcaram foram priorizados por serem considerados com maiores chances de êxito, entre esses a primeira mulher brasileira a participar dos Jogos Olímpicos, a nadadora Maria Lenk e o velocista Adalberto Cardoso, que não custeou seu desembarque em Los Angeles e, junto com os demais integrantes, deveria seguir para São Francisco e tentar vender o resto do café. Dias depois já em San Francisco, ele se desgarrou do restante do grupo, desembarcou clandestinamente e percorreu parte do trajeto até Los Angeles a pé e depois de carona, só chegando ao Los Angeles Memorial Coliseum 10 minutos antes da corrida de 10.000 m. Sem ter dormido por mais de 18 horas, sem ter se alimentado direito e sem tempo para se vestir adequadamente, Cardoso competiu descalço e terminou em último lugar, mas foi aplaudido pelo público e ganhou uma medalha de bronze especial de honra ao mérito em reconhecimento pelo seu esforço.https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2021/07/22/morador-de-sc-relembra-atuacao-do-pai-nas-olimpiadas-de-1932-se-competisse-hoje-nao-tinha-ninguem-para-ganhar-dele.ghtml Acabou não tendo condições físicas de disputar nos dias seguintes as provas de 5.000 m e da maratona, mas entrou pro rol das grandes histórias daqueles Jogos. O país participou apenas das provas de Polo Aquático, Natação, Tiro, Remo e Atletismo.

Em 1935, foi reativado o COB, fundado inicialmente em 1914. Nos jogos realizados em 1936, a CBD mandou uma delegação e o COB enviou outra. Antes que o COI proibisse a participação do Brasil, ambas as delegações se fundiram. Desde então, o COB organiza e leva os atletas aos Jogos.

Depois de 1920, o Brasil só voltou a ganhar medalhas na Londres 1948, com um bronze do basquete masculino. Desde então, o país tem conseguido ao menos uma medalha por edição. Na edição seguinte, Helsinque 1952, voltou a ganhar um ouro com Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo do atletismo.

No total, o Brasil conquistou 170 medalhas na história dos Jogos Olímpicos, todas nas edições de verão. São 40 de ouro, 49 de prata e 81 de bronze, o que o torna o país sul-americano com o melhor retrospecto na história das Olimpíadas da era moderna e o 4.° maior ganhador das Américas atrás apenas dos EUA, do Canadá e de Cuba, respectivamente. Essa posição foi conquistada na Atenas 2004, quando ultrapassou a sua arquirrival Argentina, que era a primeira colocada na América do Sul até então. É também um dos raros países a ter um atleta que recebeu a Medalha Pierre de Coubertin: Vanderlei Cordeiro de Lima.Na Olimpíada de Atenas, Vanderlei Cordeiro de Lima recebeu a Medalha Pierre de Coubertin, a mais rara e alta honraria concedida pelo Comitê Olímpico Internacional. Até então fora concedida apenas 29 vezes.

Desde que iniciou seu histórico Olímpico, a delegação brasileira enviou milhares de atletas em suas mais de 2 mil vagas até o momento. Em 2016, o Rio de Janeiro foi a primeira cidade da América do Sul a sediar o maior evento do esporte mundial. A maior delegação brasileira da história teve 465 atletas em 28 esportes. O país teve sua melhor participação até então, com 19 medalhas no total, 7 delas de ouro.

Nos Jogos de 2020, em Tóquio, o Brasil superou os números da Rio 2016 com 21 medalhas no total, e igualou os 7 ouros.Os medalhistas do Brasil na Olimpíada de Tóquio 2020 O país conseguiu também sua maior variedade de esportes no pódio com 13, incluindo os estreantes surfe e skate e a primeira medalha oficial do tênis.Em 12.°, Brasil faz em Tóquio a melhor participação olímpica da história

História nos Jogos Olímpicos de Inverno Quatro brasileiros disputaram tanto os Jogos de Verão, quanto os de Inverno:https://olympics.com/pt/noticias/os-brasileiros-que-disputaram-os-jogos-olimpicos-de-verao-e-de-inverno

Claudinei Quirino Verão: Atlanta 1996 (Atletismo) Verão: Sydney 2000 (Atletismo) Inverno: Turim 2006 (Bobsled)

Matheus Inocêncio Inverno: Salt Lake City 2002 (Bobsled) Verão: Atenas 2004 (Atletismo)

Jaqueline Mourão Verão: Atenas 2004 (Ciclismo Mountain Bike) Inverno: Turim 2006 (Esqui Cross-country) Verão: Pequim 2008 (Ciclismo Mountain Bike) Inverno: Vancouver 2010 (Esqui Cross-country) Inverno: Sochi 2014 (Biatlo e Esqui Cross-country) Inverno: Pyeong Chang 2018 (Esqui Cross-country) Verão: Tóquio 2020 (Ciclismo Mountain Bike) Inverno: Pequim 2022 (Esqui Cross Country)

Jefferson Sabino Verão: Pequim 2008 (Atletismo) Inverno: Pequim 2022 (Bobsled)

A ginasta Laís Souza chegou perto de entrar para esse grupo. Após estar nas equipes de ginástica artística que disputaram os Jogos da Atenas 2004 e da Pequim 2008 e ser cortada da equipe que disputou a Londres 2012, Laís fez uma transição em 2013 para o esqui aéreo. Foi medalha de bronze durante o Campeonato Nacional dos Estados Unidos, em Park City. Competiria nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi, mas sofreu um acidente em 28 de janeiro de 2014, durante um treino em Salt Lake City. Sofreu uma lesão na coluna cervical e chegou a ficar em estado grave, correndo risco de morte. Ficou cinco meses internada em hospitais dos Estados Unidos, permanecendo por quase um ano na América do Norte. Após trauma severo na terceira vértebra cervical, ficou tetraplégica e perdeu os movimentos do pescoço para baixo.https://noticias.stf.jus.br/2024/09/17/lais-souza-ex-ginasta-olimpica-faz-relato-de-sua-historia-de-vida-no-supremo/

Em sua primeira participação na Albertville 1992, o país levou 6 homens e 1 mulher, todos competindo no esqui alpino. Quatorze anos depois, na Turim 2006, Isabel Clark, praticante de snowboard, alcançou o melhor resultado histórico de participação brasileira (bem como latino-americana) nos Jogos de Inverno, ficando em nono lugar no snowboard.

Na edição Milano-Cortina 2026, o atleta Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro no Slalom gigante, sendo a primeira medalha do país nos Jogos Olímpicos de Inverno.

A tabela abaixo sintetiza as participações do Brasil nos Jogos de Inverno: