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Trata-se de uma emissão de selos com efígie de D. Carlos, gravada por Manuel Diogo Neto. Foram os primeiros durante este reinado, começando a circular em 1892.
História Por ser grande a quantidade de selos ainda armazenada de D. Luís I, aquando da morte deste, somente cerca de três anos depois, foram postos em circulação selos do novo monarca.
O busto foi gravado por Diogo Neto, com cercaduras desenhadas e gravadas por José Sérgio de Carvalho e Silva e impressos na Casa da Moeda, em folhas de 28 e 150 selos.
Estes selos desagradaram tanto ao público como a filatelistas e outros especialistas, que criticavam sobretudo o trabalho da Casa da Moeda, e em poucos anos seriam substuídos por uma nova emissão.
Taxas e circulação Continente Foram emitidos as seguintes taxas de acordo com a tabela, todos até 30 de abril de 1896.
ValorCorSelos emitidosEntrada em circulação5 reis laranja 23.892.000 10 reis lilás rosa 4.032.000 15 reis castanho 1.332.000 20 reis violeta 2.928.000 25 reis verde 65.766.000 50 reis ultramar 7.312.000 75 reis carmim 988.000 80 reis verde claro 1.848.000 100 reis castanho sobre amarelo 3.548.000 150 reis carmim sobre rosa 1.088.000 200 reis azul sobre azul 612.000 300 reis azul sobre laranja 584.000
As taxas de taxas de 50, 100 e 300 reis foram reimpressas com denteado 11,5 em 1900 e em 1905 toda a série foi reimpressa.
No decreto que originou esta emissão estavam ainda planeados selos de 2, 2,5, 500 e 1000 reis, que nunca foram emitidos provavelmente devido à existência de stock de emissões anteriores.
Ilhas adjacentes e ex-colónias Foram emitidos selos com a efígie de Diogo Neto nos territórios ultramarinos portuguêses.
Ver também Selo D. Carlos (Mouchon)
Referências Catálogo Afinsa de selos de Portugal, 2004 Oliveira Marques, História do selo postal português, segunda edição
D Carlos Diogo Neto