João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos (Santa Cruz, Coimbra, – Lisboa, ), conhecido com o pseudónimo literário João Ameal, foi um jornalista, escritor, político e historiador português.
A sua História de Portugal, um trabalho multi-volume publicado pela primeira vez em 1941 foi galardoada com o Prémio Alexandre Herculano, em 1943.
Biografia João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos ou João Ameal nasceu a 23 de fevereiro de 1902, na freguesia de Santa Cruz, concelho de Coimbra.
Era o 2.º visconde e 3.º conde do Ameal. João Ameal, in Infopédia, Porto Editora, Porto, 2003-2012 (Consult. 2012-08-23)
Era filho de João de Sande Magalhães Mexia Aires de Campos, 2.º conde do Ameal, nascido em Coimbra e diplomata de carreira, que estivera destacado nos Países Baixos, e com ligações ao Partido Regenerador e, depois, à Dissidência Progressista, e de Maria Benedita Falcão Barbosa de Azevedo e Bourbon[AMEAL, João (João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos), Dicionário dos Historiadores Portugueses da Academia Real das Ciências ao Final do Estado Novo. Neto do famoso humanista e colecionador de arte João Maria Correia Ayres de Campos, 1.º Conde do Ameal.
Desde tenra idade viverá em Lisboa, onde o seu pai integra o governo de Hintze Ribeiro de 1903 enquanto secretário do ministro dos Negócios Estrangeiros, Venceslau de Lima — e de onde, em 1908, na sequência da sua participação na “Intentona do Elevador da Biblioteca” (tentativa abortada de golpe revolucionário para derrubar João Franco), será forçado a partir para o exílio, na Galiza[AMEAL, João (João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos), Dicionário dos Historiadores Portugueses da Academia Real das Ciências ao Final do Estado Novo.
Licenciado em 1921[AMEAL, João (João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos), Dicionário dos Historiadores Portugueses da Academia Real das Ciências ao Final do Estado Novo, em Direito, pela Universidade de Lisboa.
A 23 de Setembro de 1982, João Ameal morreu em Lisboa.
Político Como político, cedo se tinha revelado como um militante monárquico tradicionalista juntando-se, em 1923, ao chamado "Grupo dos Cinco" que, não seguindo a rutura do Integralismo com D. Manuel II de Portugal, ajudou a criar a Acção Realista Portuguesa.Acção realista (1924-1926), cópia digital da Hemeroteca Digital de Lisboa
Manteve sempre a ligação a António Sardinha, cujo pensamento o continuará a influenciar ao longo da vida. Regressa ao IL já após a morte daquele, no final da década de 1920, colaborando na revista Integralismo Lusitano – Estudos Portugueses durante dois anos (entre 1931 e 1933)[AMEAL, João (João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos), Dicionário dos Historiadores Portugueses da Academia Real das Ciências ao Final do Estado Novo.
Acompanha Francisco Rolão Preto na experiência do Nacional-Sindicalismo. Também por ali a sua passagem será breve, integrando, com Manuel Múrias, a dissidência que estará na base da criação da Acção Escolar Vanguarda. Tornar-se-á um dos principais ideólogos do novo regime: é autor, por exemplo, do cartaz Decálogo do Estado Novo, de 1934, e, nesse mesmo ano, indicado por António Ferro para a secção portuguesa dos efémeros Comités para a Acção da Universidade de Roma[AMEAL, João (João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos), Dicionário dos Historiadores Portugueses da Academia Real das Ciências ao Final do Estado Novo.
Foi membro da Junta Central da Legião Portuguesa, chegando a dirigir o seu Boletim.
Foi deputado à Assembleia Nacional em 4 legislaturas (III, IV, V e VI, 1942–1957).
Terminado o seu percurso na Assembleia Nacional foi ainda, entre 1957 e 1961, procurador à Câmara Corporativa na VII Legislatura.
Colaborador na Imprensa Na área da imprensa, encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas: Integralismo Lusitano – Estudos Portugueses (já referida), ContemporâneaContemporânea -1926 cópia digital, Hemeroteca Digital –1926, O Domingo IlustradoO domingo ilustrado : noticias & actualidades graficas, teatros, sports & aventuras, consultorios & utilidades (1925-1927) cópia digital, Hemeroteca Digital (1925–1927), Ilustração iniciada em 1926, na Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal (1939–1947) e no Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas (1941–1945).
Obra histórica Publicou mais de duas dezenas de livros e deixou vasta obra no domínio da historiografia, da ficção e da crítica: S. Tomás de Aquino. Iniciação ao Estudo da sua Figura e da sua Obra (1938) pref. de Jacques Maritain, Porto, Livraria Tavares Martins De D. João V a D. Miguel (1939), Porto, Livraria Tavares Martins. A Revolução Tomista (1952) História de Portugal das origens até 1940 Setúbal: sete séculos de história Perspectivas da história Santos portugueses Obreiros de quatro impérios (1958)
Homenagens Em 30 de Janeiro de 1965 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Cristo. A investidura aconteceria no Salão Nobre do Palácio da Foz, em Lisboa. Em 30 de Junho de 1971 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Ligações externas
João Ameal, Biblioteca Nacional de Portugal João Ameal, in Infopédia, Porto Editora, Porto, 2003-2012 (Consult. 2012-08-23) João Ameal - No blogue antonioferro.wordpress.com
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