Proxêmica é o estudo do uso do espaço pelo ser humano e dos efeitos que a densidade populacional tem sobre o comportamento, a comunicação e a interação social. A proxêmica é uma das várias subcategorias no estudo da comunicação não verbal, incluindo a háptica (tato), a cinésica (movimento corporal), a vocalização (paralinguagem) e a cronêmica (estrutura do tempo).

Edward T. Hall, o antropólogo cultural que cunhou o termo em 1963, definiu proxêmica como "as observações e teorias inter-relacionadas do uso do espaço pelos humanos como uma elaboração especializada da cultura". Em sua obra fundamental sobre proxêmica, A Dimensão Oculta, Hall enfatizou o impacto do comportamento proxêmico (o uso do espaço) na comunicação interpessoal. Segundo Hall, o estudo da proxêmica é valioso para avaliar não apenas a maneira como as pessoas interagem umas com as outras no dia a dia, mas também "a organização do espaço em suas casas e edifícios e, em última instância, o layout de suas cidades". A proxêmica permanece um componente oculto da comunicação interpessoal, que é descoberto por meio da observação e fortemente influenciado pela cultura.

Fatores culturais O espaço pessoal é altamente variável, devido a diferenças culturais e preferências pessoais. Em média, as preferências variam significativamente entre os países. Um estudo de 2017 descobriu que as preferências de espaço pessoal em relação a estranhos variavam entre mais de centro e vinte centímetros na Romênia, Hungria e Arábia Saudita, e menos de noventa na Argentina, Peru, Ucrânia e Bulgária.

As práticas culturais dos Estados Unidos apresentam consideráveis semelhanças com as das regiões da Europa Setentrional e Central, como a Alemanha, a Escandinávia e o Reino Unido. Os rituais de cumprimento tendem a ser semelhantes na Europa e nos Estados Unidos, consistindo em contato corporal mínimo — muitas vezes limitado a um simples aperto de mãos. A principal diferença cultural na proxêmica é que os residentes dos Estados Unidos gostam de manter um espaço maior entre si e seus interlocutores (aproximadamente 1,2 metros em comparação com 0,6 a 0,9 metros na Europa). A história cultural europeia testemunhou uma mudança no espaço pessoal desde os tempos romanos, juntamente com os limites do espaço público e privado. Este tópico foi explorado em A History of Private Life (2001), sob a coordenação geral de Philippe Ariès e Georges Duby.Histoire de la vie privée (2001), editors Philippe Ariès and Georges Duby; le Grand livre du mois. . Published in English as A History of Private Life by the Belknap Press. . Por outro lado, aqueles que vivem em locais densamente povoados provavelmente têm expectativas menores em relação ao espaço pessoal. Os habitantes da Índia ou do Japão tendem a ter um espaço pessoal menor do que os da estepe mongol, tanto em relação à casa como aos espaços individuais. Expectativas diferentes de espaço pessoal podem levar a dificuldades na comunicação intercultural.

Adaptação As pessoas abrem exceções e modificam suas necessidades de espaço. Vários relacionamentos podem permitir a modificação do espaço pessoal, incluindo laços familiares, parceiros românticos, amizades e conhecidos próximos, onde há um maior grau de confiança e conhecimento pessoal. O espaço pessoal é afetado pela posição da pessoa na sociedade, com indivíduos mais abastados esperando um espaço pessoal maior. O espaço pessoal também varia de acordo com o gênero e a idade. Os homens geralmente usam mais espaço pessoal do que as mulheres, e o espaço pessoal tem uma relação positiva com a idade (as pessoas usam mais espaço à medida que envelhecem). A maioria das pessoas tem um senso de espaço pessoal totalmente desenvolvido (adulto) por volta dos doze anos de idade.

Em circunstâncias em que os requisitos normais de espaço não podem ser atendidos, como no transporte público ou em elevadores, os requisitos de espaço pessoal são modificados de acordo. Segundo o psicólogo Robert Sommer, um método para lidar com a violação do espaço pessoal é a desumanização. Ele argumenta que, no metrô, pessoas em meio à multidão frequentemente imaginam aqueles que invadem seu espaço pessoal como seres inanimados. O comportamento é outro método: uma pessoa que tenta conversar com alguém pode frequentemente causar situações em que uma pessoa avança para entrar no que percebe como uma distância de conversa, e a pessoa com quem está conversando pode recuar para restaurar seu espaço pessoal.

Bibliografia

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