António de Cértima foi um escritor português, nascido no lugar de Gesta, freguesia de Oiã, concelho de Oliveira do Bairro, em 27 de Julho de 1894 e falecido no Caramulo, Tondela, a 21 de Janeiro de 1983. Foi baptizado, no entanto, com o nome de António Augusto Gomes Cruzeiro.

Seguiu a carreira diplomática, tendo sido cônsul em Dacar e Sevilha. Dedicou-se depois à vida comercial. Bibliografia activa Estreou-se no mundo das letras com o volume de poemas Marília (1914). Publicou poesias, contos, novelas, romances, narrativas e poemas musicados. Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas ContemporâneaContemporânea (1915-1926) cópia digital, Hemeroteca Digital (1915-1926), Acção realistaAcção realista (1924-1926) cópia digital, Hemeroteca Digital (1924-1926) e Música (1924-1925), nomeadamente o artigo "As cerâmicas decorativas" no nº 1, de 15 de Julho de 1924.

Obras publicadas

Marília - Quadro dramático, 1914;

Bodas de Vinho - Poemas, 1919;

Fado das Capas - Serenata do Amor, 1920;

Epopeia Maldita, (O drama da Guerra de África), 1924;

Volúpia do Mar - novela, 1925;

Legenda Dolorosa do Soldado Desconhecido de África, 1925;

O Ditador, 1927, Editor Rodrigues & Ca

Alma Encantadora do Chiado, 1927;

Jardim das Carícias - Poemas, 1928;

Discurso à Geração Lusitana, 1935;

Caminho de Siegfried - Poemas, 1936;

Canção das estradas de Estio - poema musicado, sem/data;

Bodas Helénicas - (É uma reedição do livro Bodas de Vinho), 1943;

Itinerário Sentimental de los Portugueses em Sevilha, 1944;

Vida Voluptuosa, contos e novelas, 1945;

Tu e o Teu Corpo - Poemas, 1946;

Sortilégio Senegalês, 1949;

Baladas de Sevilha em Primavera - Poemas;

Trópico de Câncer - Versos, 1949;

Colóquio com a Morte - Ensaio sobre a Semana Santa de Sevilha, 1951;

Sevilla em Portugal - Separata nº 47 do Arquivo Hispalense, 1951;

Sevilla y El Sentido de la Muerte - Separata nº 58 -59 do Arquivo Hispalense, 1953;

Aditamento ao 5º Milhar de Epopeia Maldita - (contem criticas à obra), sem/data;

Noticias de Anto e Purinha – António Nobre ou a Poesia sob o signo da Morte e do Amor, 1955;

Trajectória Sem Fim - Antologia poética, 1960;

Primeiro dia do Homem fora do Paraíso - Estudos, 1960;

Sevilha Noiva de Portugal - Estudo, 1963;

Doce França - Crónicas, 1963;

Escandalosamente Pura - Romance, 1966;

Nono, Não desejar a Mulher do Próximo - Contos, 1966;

Carisma de Fátima e a Teologia Islâmica, 1967;

Não Quero Ser Herói - Romance, 1970;

Soldado Volta - poética, 1970;

Epístola a Job - poética, 1970;

Soldado Desconhecido (pequeno panfleto que distribuiu), sem/data

Prémios e condecorações

1918 - Medalha de Bons Serviços Militares - Atribuída por Portugal;

1925 - Homenageado pelos seus dotes literários – Aveiro;

1929 - Cavaleiro da Ordem L'Etoile Noire du Beni - Atribuída pelo Governo Francês;

1931 - Louvado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, em nome do Governo pelos "Seus Patrióticos Serviços durante a revolta da Guiné" - Atribuída por Portugal;

1932 - Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo - Atribuída por Portugal;

1948 - Oficial da Academia (Palmas Académicas), "pelos Serviços prestados à causa Francesa"- Atribuída pela França;

1951 - Moção de Louvor - à obra de António de Cértima (Colóquio com a Morte) - Atribuída pelo Município da Cidade de Sevilha;

1951 - Comenda Ordem de Afonso X o Sábio - Atribuída pelo Governo de Espanha;

1951 - Comendador da Casa Real da Roménia, concedida pelo Rei Carol II da Roménia - Particular do Rei;

1968 - Medalha de Membro da Academia Del Mediterrâneo - Atribuída por Espanha;

1969 - Comenda Ordem de Isabel a Católica - Atribuída pelo Governo de Espanha - Colaborou na imprensa periódica Nacional e Estrangeira.

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