Érico VI (c. 945 - c. 995) – conhecido como Érico, o Vitorioso ou pelo seu nome sueco Erik Segersäll – foi rei da Suécia entre c. 970 e c. 995, assim como possivelmente de uma parte da Dinamarca, por volta de 992-993.
É o primeiro rei da Suécia sobre o qual temos fontes comprovando a sua existência real, apesar de essas fontes serem por vezes contraditórias e nem sempre fiáveis.
Érico é considerado por alguns historiadores como o primeiro rei da Suécia, dado ter sido possivelmente o primeiro monarca a ter reinado não só sobre a Svealand, mas também sobre a Gotalândia (Götaland), isto é, o núcleo inicial do Reino da Suécia – então uma federação informal de regiões autónomas.
Entre outras coisas, é-lhe atribuída a fundação da cidade viquingue de Sigtuna em 970.
Outros historiadores põem em questão se Érico realmente pode ser qualificado como primeiro rei daquele país, já que foi o seu filho Olavo, o Tesoureiro (Olof skötkonung) o primeiro governante comum, historicamente comprovado, da Svealand e da Gotalândia (Götaland).
Érico recebeu posteriormente o número régio de VI - Érico VI, uma invenção moderna de Johannes Magnus na sua obra fantasiosa História de todos os reis dos gautas e dos suíones (do ), baseada em uma contagem para trás a partir de Érico XIV, que adotou seu numeral de acordo com a história fictícia da Suécia. Não se sabe se ao certo houve monarcas suecos anteriores com o nome de Érico, com alguns historiadores defendendo que existiram vários Éricos antes de Érico VI.
Biografia Segundo as fontes que tratam sobre seu reinado - sagas islandesas, crônica de Adão de Brema e Feitos dos Danos - Érico foi coroado pelo ano de 970 quando ainda governava com seu irmão . Em aproximadamente 975, Olavo morreu e Érico passou a governar sozinho.
Segundo as sagas, Olavo teria tido um filho, Estirbiorno, o Forte, que provavelmente era um chefe tribal de Escânia e que ambicionou o trono de seu pai logo após a morte deste. Érico se negou a reconhecer os direitos de Estirbiorno e este se aliou aos viquingues de Jomsburgo, mercenários que habitavam a ilha de Wolin, com os quais dirigiu uma campanha a Uppland para enfrentar Érico. No ano de 985, os exércitos de Érico e Estirbiorno se enfrentaram na região de Uppsala, na lendária Batalha dos Campos do Firis (batalha de Fýrisvellir) que terminou com a vitória de Érico. A partir dessa batalha, Érico ficou conhecido como ‘O vitorioso’.
Érico também havia expulsado o rei Sueno Barba-Bifurcada da Dinamarca em 991, e governado esse reino depois de ter mandado tropas para terras dinamarquesas e tirado o apoio dos dinamarqueses a Estirbiorno. Governou por muito pouco tempo a Dinamarca, pois uma enfermidade obrigou-o a voltar para Upsália. Durante a sua estadia na Dinamarca, teria aderido ao cristianismo e sido batizado, para agradar aos dinamarqueses, tendo porém mais tarde voltado à religião pagã nórdica. Faleceu em 995 em Velha Upsália, sendo sucedido por seu filho menor de idade, Olavo, o Tesoureiro "o Tesoureiro".LAGERQVIST, Lars. Sverige och dess regenter under 1000 år. Estocolmo: Bonnier, 1976. p. 23. ISBN 91-0-041538-3Enciclopédia Nacional Sueca – Erik SegersällHEDIN, Gunnar. Sveriges kungar och drottningar under tusen år. Vimmerby: Företagsgruppen, 2002. p. 10. ISBN 91-631-2020-8
Não se sabe se Érico foi casado uma ou duas vezes. Fontes diferentes atribuem-lhe esposas diferentes - uma mulher nobre da Västergötland, chamada Sigride, uma princesa polaca, chamada Swiatoslawa e uma norueguesa chamada Aud Håkansdotter.
Relações familiares Foi filho de Biorno III da Suécia The article Björn in Nordisk familjebok, e o 2.º marido de Sigride, a Orgulhosa (anteriormente casada com Sueno I da Dinamarca), filha de Miecislau I (962 – 992), de quem teve:
Olavo, o Tesoureiro (960 — c. 1022) casou-se com Astride dos Obotritas, princesa "dos Obotritas Turasiewicz, A., Dzieje polityczne Obodrzyców od IX wieku do utraty niepodległości w latach 1160 - 1164, Varsóvia 2004, ISBN 83-88508-65-2 " (uma tribo eslava ocidental). Diz-se também que tinha uma amante, chamada Edla
Referências históricas Érico está mencionado na Gesta Hammaburgensis Ecclesiae Pontificum de Adão de Bremen () e no manuscrito medieval islandês Flateyjarbók ().
Ver também
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